Voltar para o Início Ir para o rodapé

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Opinião

8 de março: dia de luta e sonho

Em mensagem à comunidade, reitora Sandra Goulart destaca conquistas das mulheres, mas avalia que a representação feminina em áreas estratégicas da academia e da sociedade ainda é insuficiente

Por Sandra Regina Goulart Almeida | reitora da UFMG

Presença feminina é majoritária nos campi da UFMG, mas sua ascensão na carreira acadêmica ainda é dificultada por fatores estruturais
Foto: Lucas Braga | UFMG

Num passado não tão distante, as mulheres brasileiras eram impedidas de frequentar a escola, não tinham direito a voto e sequer podiam abrir uma conta bancária ou solicitar cartão de crédito sem autorização masculina. A maior parte dessas barreiras foi quebrada, a duras penas, somente no século 20. O Dia Internacional da Mulher, celebrado em mais de 100 países neste 8 de março, existe exatamente para nos lembrar que não podemos esmorecer.

As mulheres ainda travam grandes batalhas para conquistar o seu espaço na sociedade. Não é preciso ir muito longe para identificar os obstáculos. Mais da metade do quadro docente da UFMG na graduação e pós-graduação é formado por mulheres, mas isso não se traduz em efetiva representatividade em todas as áreas do conhecimento ou mesmo na ocupação de cargos de direção.

A exemplo de outros ambientes, aqui as mulheres sofrem com o chamado efeito-tesoura – à medida que avançam na carreira acadêmica, veem diminuídas as suas chances de participação em funções mais estratégicas na Instituição. Em sua história quase centenária, a UFMG teve apenas três reitoras. Há universidades que nunca escolheram uma mulher como principal dirigente.

As mulheres também estão sub-representadas em áreas “ditas” masculinas que tendem a ser mais valorizadas socialmente, como ciências exatas e engenharias. Ainda hoje, as mulheres exercem profissões majoritariamente relacionadas ao cuidado, o que é altamente meritório, pois salva vidas e garante futuros.

Mas as mulheres podem mais. Por isso, campanhas como Meninas na ciência devem ser incentivadas, como fazemos aqui na UFMG. A educação é vetor essencial para garantir equidade de gênero e presença destacada das mulheres em todas as áreas do conhecimento e espaços de poder. Mais mulheres em setores estratégicos são um indicativo seguro de uma sociedade que distribui melhor os seus direitos e responsabilidades. A igualdade é boa para todos, homens e mulheres, indistintamente.

O 8 de março é dia de sonho e luta. Um dia para as mulheres acreditarem que podem estar onde quiserem. E a sociedade precisa acolher esse desejo, o que se faz, sobretudo, com políticas públicas.

Por fim, hoje também é dia de valorizar as conquistas alcançadas graças à luta e ao talento de tantas mulheres que nos antecederam. Devemos olhar para frente, honrar o legado delas e buscar mais avanços. Parabéns às mulheres. Parabéns, sobretudo, às mulheres da UFMG, minhas amigas e companheiras queridas, por fazerem deste mundo um lugar mais justo, igualitário e diverso.

Categoria: Opinião

Mais lidos

Semana

Notícias por categoria

Escolha a categoria:
Opinião

Sugira uma pauta

Acesse o formulário e sugira uma pauta para ser discutida.

Sugerir Pauta

Feed RSS

Receba atualizações das últimas notícias publicadas.