Usina Hidrelétrica de Cana Brava, em Goiás, é cenário do romance ‘Terras Submersas’
Publicação levanta questões sobre o papel da literatura diante as tragédias provocadas por um suposto progresso
O Universo Literário desta terça-feira, 03 de fevereiro, faz uma viagem até o estado de Goiás, aos municípios de Minaçu e Cavalcante. Entre essas pequenas cidades, encontra-se a Usina Hidrelétrica de Cana Brava, cuja construção alagou a região, afetando trabalhadores e habitantes. Sobre as realidades submersas dessas pessoas que viram de perto a tragédia pelo progresso, o escritor Lincoln de Barros publicou ‘Terras Submersas’ , livro que mistura ficção e relatos reais para contar os efeitos da construção da Usina.
Lincoln de Barros é formado em Filosofia, especialista em Análise de Sistemas e mestre em Administração Pública. Participou da equipe de Auditoria Social do Plano de Reassentamento da Usina Hidrelétrica de Cana Brava, e tirou dali a experiência, os dados e os relatos para escrever o romance . ‘Terras Submersas’ é uma publicação da Editora Mondru.
No bate-papo com Michelle Bruck, Lincoln falou de sua trajetória de auditor e de escritor, além de discutir o papel da escuta da população atingida e que ainda não foi indenizada pelos impactos da obra, a linguagem empregada no livro, e o papel da literatura diante das tragédias provocadas por um suposto progresso.
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