Março Laranja: Na UFMG Educativa, ativista Rosana Bastos reforça o combate ao bullying capacitista
A intimidação sistemática no ambiente físico ou virtual pode causar efeitos duradouros e as escolas precisam cumprir seu papel na prevenção
Nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, a mulher com deficiência física, 60+, palestrante e ativista pela inclusão de pessoas com deficiência Rosana Bastos participou do programa Conexões.
O Março Laranja é uma campanha que busca conscientizar famílias e escolas sobre a gravidade do bullying e do cyberbullying, que podem causar inúmeros danos a crianças e adolescentes. Essas praticas não são brincadeiras e são consideradas crimes no Brasil desde janeiro de 2024. As duas formas envolvem ameaças, intimidações e humilhações: uma no meio virtual e a outra presencialmente.
O Código Penal atribui penas de multa e prisão para aqueles que cometerem esses atos, com uso violência física ou psicológica, especialmente contra crianças e adolescentes. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, foram registradas 2.346 denúncias em 2024, contra 1.399 em 2023. O bullying é uma agressão que parte geralmente de detalhes maldosos ou diferenças, geralmente de características físicas, emocionais ou intelectuais. Chamamos de capacitismo a discriminação e o preconceito direcionados às pessoas com deficiência.
Rosana Bastos explicou as diversas maneiras como o bullying e o cyberbullying se manifestam no caso das pessoas com deficiência e ressaltou que as escolas devem promover a cultura do respeito e manter espaços seguros para a denúncia e acolhimento.