Tecnologia desenvolvida na UFMG que identifica prematuros chega ao SUS
Equipamento estima idade gestacional e maturidade pulmonar do recém-nascido e é acessível a comunidades remotas
Por: Assessoria de Imprensa UFMG
Os primeiros momentos de vida de um bebê prematuro agora contam com uma inovação desenvolvida na UFMG que garante um melhor diagnóstico, principalmente em áreas remotas e de difícil acesso. O Ministério da Saúde incorporou ao SUS, a partir da validação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), um equipamento desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da UFMG capaz de avaliar a idade gestacional e a maturidade a pulmonar de recém-nascidos a partir da pele neonatal.
A portaria que oficializa a incorporação foi publicada na última quarta-feira (11 de março) e o Ministério da Saúde tem 180 dias para começar a entregar os primeiros dispositivos à rede de atendimento.
O dispositivo denominado PreemieTest é utilizado logo após o nascimento e funciona por meio de uma luz aplicada no pé do bebê, que analisa as propriedades da pele. Em poucos segundos, o exame fornece informações que apoiam decisões clínicas precoces, como a necessidade de suporte respiratório ou internação em terapia neonatal.
“Ao investir em tecnologias 100% nacionais, o SUS não apenas fortalece a soberania científica do país, mas garante que, do grande centro urbano às comunidades indígenas, os pequenos brasileiros recebam mais cuidados à vida com agilidade, logo no nascimento”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A professora da Faculdade de Medicina da UFMG, Zilma Reis, explica que descobrir a idade gestacional muitas vezes é o primeiro passo para salvar o recém-nascido de uma grave complicação, a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR). “Essa tecnologia que desenvolvemos independe da experiência do examinador, ou se ele é médico ou não. Ela é capaz de estimar a idade gestacional em segundos. Para nós é um grande orgulho, uma honra desenvolver uma tecnologia que chega ao mercado e ao SUS. Esperamos que ela salve muitas vidas”, afirma.
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Fonte
Assessoria de Imprensa da UFMG
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