Professora Aline Pandolfi: ‘O povo cubano está no limite. Cuba está vivendo uma crise humanitária’
Além de analisar os acontecimentos relacionados à ilha caribenha, a pesquisadora convoca toda América Latina a lutar pela autonomia de seus povos
O Conexões desta segunda-feira (23) abordou em entrevista a crise enfrentada por Cuba, caracterizada por escassez severa de alimentos, combustíveis e medicamentos, além de apagões diários prolongados. Desde a captura do ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o país sul-americano parou de vender petróleo para a ilha, o que tem colocado a população em um cenário complicado. O Brasil, que também está fazendo doações de medicamentos e alimentos, se limitou a apoios desta natureza e permanece sem enviar combustível. A situação é impulsionada pelo endurecimento do embargo dos Estados Unidos, que ameaçaram colocar tarifas contra países que venderem combustíveis para Havana, fazendo o México, que assumiu parte do fornecimento, anunciar o fim das negociações em fevereiro.
Para analisar a situação e resgatar um histórico da relação entre Cuba e os Estados Unidos, a jornalista Luiza Glória conversou com Aline Pandolfi, Professora do Departamento de Serviço Social e do Programa de Pós-graduação em Política Social da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com Doutorado Sanduíche na Universidade de Havana, Cuba. A pesquisadora explicou como os Estados Unidos sempre tentaram dominar a ilha caribenha e como o Governo Trump tem investido nos países da América Latina que historicamente demonstram forte resistência às suas diretrizes econômicas, num movimento imperialista dos tempos atuais.
“É um imperialismo político. É um imperialismo no sentido da dominância, de tomar medidas que não respeita os organismos de relações internacionais ou os tratatos e acordos internacionais. É uma conformação nova, contemporânea do imperialismo”, analisou a professora Aline Pandolfi.
Ouça aqui a conversa na íntegra.