Voltar para o Início Ir para o rodapé

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Prevenção

Estudo revela baixa adesão masculina e desigualdades regionais na vacinação contra o HPV em MG

Menos de 10% dos meninos de 9 a 14 anos receberam a cobertura vacinal completa no período analisado pela investigação conduzida pela Escola de Enfermagem

Por Assessoria de Comunicação da Escola de Enfermagem

Entre 2014 e 2022, apenas 9,96% dos adolescentes mineiros de 9 a 14 anos receberam a cobertura vacinal completa
Baixo nível de escolaridade dos pais, a não participação em atividades de educação em saúde e a baixa percepção de risco da doença são fatores que podem impactar negativamente a adesão à vacina
Foto: Cottonbro Studio | Pexels.com

A vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) em Minas Gerais apresenta fortes desigualdades entre municípios e tem pior alcance entre meninos, segundo estudo desenvolvido pelo Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação (Opesv), da Escola de Enfermagem da UFMG.

De 2014 a 2022, apenas 9,96% dos adolescentes mineiros de 9 a 14 anos receberam a cobertura vacinal completa contra o HPV, referente a duas doses. A análise identificou cinco perfis distintos no estado: enquanto parte das cidades combina alta cobertura vacinal e melhores condições socioeconômicas, outras enfrentam baixa adesão associada à pobreza, acesso limitado à saúde e fragilidades na rede pública. Mesmo em áreas mais urbanizadas, persistem desafios, especialmente em relação à vacinação do público masculino e à redução das disparidades internas.

Os pesquisadores analisaram agrupamentos territoriais onde a cobertura vacinal é significativamente diferente da média, chamados de clusters, em todos os 853 municípios de Minas Gerais. Os achados possibilitam concluir que o baixo nível de escolaridade dos pais, a não participação em atividades de educação em saúde e a baixa percepção de risco da doença são fatores que podem impactar negativamente a adesão à vacina.

A professora Fernanda Penido, coordenadora da pesquisa, explica que a vacinação é a principal forma de prevenção contra o HPV, doença sexualmente transmissível que tem papel cientificamente comprovado no desenvolvimento de tumores malignos, como o câncer cervical, do trato anogenital e de cabeça e pescoço. “Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) tenha recomendado a implementação de programas de vacinação em todo o mundo, o imunizante contra o HPV tem enfrentado desafios, incluindo mudanças na população-alvo e no esquema de vacinação ao longo do tempo, bem como receio quanto a efeitos adversos da vacina.”

Resultados
Entre os achados do estudo, observou-se que, para adolescentes do sexo masculino, 9,73% dos municípios de Minas Gerais alcançaram a meta de cobertura vacinal (acima de 80%) para a primeira dose. Para os adolescentes do sexo feminino, 77,49% dos municípios alcançaram a meta. No período do estudo, 37,51% dos municípios mineiros alcançaram cobertura geral adequada para a primeira dose.

Os resultados também mostram que, no caso dos meninos, foi menor a proporção de municípios mineiros que alcançaram a meta de cobertura. Dos cinco clusters gerados pelo estudo, o 1 (259 municípios) indicou alta urbanização e cobertura, mas com desafios para a adesão masculina. O cluster 2 (178 municípios) identificou baixa cobertura e alta pobreza, com acesso limitado à saúde, enquanto o cluster 3 (166 municípios) apresentou alta cobertura vacinal e menor vulnerabilidade, sendo constituído por municípios com elevadas condições socioeconômicas. No cluster 4 (166 municípios), foram identificadas fragilidades em saúde pública e necessidade de intervenções direcionadas. O cluster 5 (84 municípios) apresentou alto grau de urbanização e desigualdade, mas com elevada disparidade entre urbanização e adesão à vacinação.

Para Fernanda Penido, a diferença de adesão entre adolescentes do sexo feminino e masculino pode estar relacionada a fatores culturais e à percepção de risco de HPV. “Campanhas voltadas ao público masculino costumam ter menos alcance”, afirma.

A professora enfatiza que o processo de urbanização possibilita maior acesso aos serviços de saúde, às informações sobre a importância da prevenção das infecções associadas ao HPV e os benefícios da vacinação, o que, consequentemente, reflete-se em maior adesão. “A baixa cobertura entre meninos, a discrepância entre as doses e as fragilidades estruturais de saúde pública em áreas vulneráveis reforçam a importância de abordagens intersetoriais para garantir a equidade em saúde, a ampliação da cobertura vacinal contra o HPV e a redução da incidência de doenças relacionadas no estado”, defende.

Notícias relacionadas:

Saúde Confiança nas instituições de saúde e de educação favorece disposição de se vacinar

A hesitação vacinal, caracterizada pelo adiamento ou recusa voluntária de vacinas, tem-se mostrado um desafio para as políticas nacionais de saúde na última década – nesse contexto, o papel dos profissionais de saúde e da educação é central para o enfrentamento do fenômeno. O apontamento é fruto de trabalho desenvolvido por pesquisadores do Observatório de […]

Evento Acadêmico Congresso na UFMG discute estratégias de ‘reconquista das altas coberturas vacinais’

Cerca de 650 especialistas de 20 estados brasileiros estarão reunidos, nos dias 7 e 8 de maio, no 2º Congresso brasileiro defesa da vacinação: a reconquista das altas coberturas vacinais, que será realizado no Auditório Nobre do Centro de Atividades Didáticas 1 (CAD 1), no campus Pampulha.  O evento contará com a participação de representantes do Ministério […]

Saúde UFMG firma parceria com Opas e governo de Minas para ampliar cobertura vacinal no estado

O Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação (Opesv), da Escola de Enfermagem da UFMG, firmou parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) para uma pesquisa-intervenção que visa implementar e avaliar estratégias intervencionais para o aumento das coberturas vacinais nos diferentes ciclos de vida em […]

Março Lilás
O terceiro mês do ano é dedicado à campanha Março Lilás, iniciativa nacional de prevenção e combate ao câncer do colo do útero. A campanha enfatiza o incentivo à vacinação contra o HPV, a oferta de informações sobre infecções e a conscientização sobre a importância do exame papanicolau. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos.

De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer do colo do útero está diretamente ligado à infecção persistente pelo vírus HPV. O monitoramento é fundamental para o diagnóstico precoce e chances de cura, com recomendação de realização do exame preventivo para mulheres de 25 a 64 anos.

Categoria: Saúde

Mais lidos

Semana

Notícias por categoria

Escolha a categoria:
Saúde

Sugira uma pauta

Acesse o formulário e sugira uma pauta para ser discutida.

Sugerir Pauta

Feed RSS

Receba atualizações das últimas notícias publicadas.