Plano Clima traz metas importantes e retoma debate que estava defasado, destaca Fábio Ishisaki, do Observatório do Clima
Assessor de políticas públicas do OC ressalta diálogo com a sociedade civil para construção do texto ao longo dos últimos três anos
Nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, o assessor de políticas públicas do Observatório do Clima, Fábio Ishisaki, participou do programa Conexões.
Já foi lançado o documento que orienta o Estado e a sociedade brasileira no enfrentamento à crise climática. O chamado Plano Clima prescreve ações para tornar o Brasil uma economia de baixo carbono, sustentável do ponto de vista socioambiental. A meta principal é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035, percentuais esses que são relativos a 2005. A medida foi anunciada como o caminho para que não haja mais emissões de gases de efeito estufa no país até 2050. Para este ano, o Fundo Clima vai dispor de mais de trinta e três bilhões de reais.
Um dos principais efeitos da emergência climática é o aumento de intensidade e frequência dos eventos extremos. No Brasil, em 2024, foram reportados dez ocorrências desse tipo, dentre elas as chuvas no Rio Grande do Sul, que deixaram mais de cento e oitenta mortos e foram consideradas pela Organização Meteorológica Mundial o pior desastre climático do país.
destacou os principais pontos do Plano Clima e sua elaboração, que envolveu diversos ministérios, consultas públicas e diálogo com a sociedade civil. Ele sublinhou que o texto traz metas importantes de adaptação e mitigação climática, fomentando práticas como a agricultura familiar e a expansão de fontes de energia renovável, assim como a eliminação dos lixões. O assessor do OC também apontou avanços necessários que não estão previstos com clareza no Plano, como desincentivar os combustíveis fósseis.