Final de semana do Espaço do Conhecimento UFMG reúne arte, ciência e ancestralidade negra
Menino Jazz participa de bate-papo sobre slam no sábado; oficina aborda contribuições de pessoas negras para a ciência e a sociedade no domingo
Por: Assessoria de Imprensa UFMG
O final de semana do Espaço do Conhecimento UFMG reúne duas atividades que celebram a cultura, a história e o protagonismo negro: um bate-papo performático com o slammer Menino Jazz, no sábado, e a oficina Invenção de pretos e pretas, no domingo. Ambas integram a programação especial do mês do Novembro Negro, período dedicado à valorização da identidade afro-brasileira. Com entrada gratuita e atividades voltadas para todos os públicos, as ações convidam a refletir sobre os saberes, as lutas e as contribuições das populações negras para a arte e a ciência.
Conversas de Terreiro com Menino Jazz
Criado na década de 1980, em Chicago (EUA), e popularizado no Brasil a partir de 2008 por Roberta Estrela D’Alva, o slam é uma competição de poesia falada que reúne a corporeidade, a performance e a expressão cultural periférica. Para abordar o legado e os novos caminhos que reverberam pela arte da palavra, o Espaço do Conhecimento UFMG recebe o slammer Menino Jazz, neste sábado, 22 de novembro, às 17h. O encontro especial encerra o ciclo de 2025 do projeto Multiverso: Conversas de Terreiro, um bate-papo mensal sonoro, visual e performático com artistas que trabalham a arte negra na Região Metropolitana de BH. A mediação do bate-papo será feita por Gil Amâncio, professor do curso de Teatro da UFMG, músico e coordenador da iniciativa.
Entre cantos e versos, Jazz irá compartilhar sua trajetória com a oralidade e a poesia, demonstrando a conexão entre resistência e afeto. O encontro também convida o público para uma celebração da arte negra e periférica, por meio da ancestralidade, da coragem e do axé que atravessam as palavras. O evento gratuito será realizado no hall do 5º andar do Espaço do Conhecimento. A entrada é livre para todos os públicos e não é necessário retirar ingressos.
Poeta, apresentador, cantor, oficineiro, rezador, mestre de cerimônia e escritor, desde 2016 Menino Jazz é performer do slam (campeonato de poesia falada). Em 2017 e 2019, venceu o Slam MG e representou Minas Gerais nas semifinais do campeonato nacional Slam BR, em São Paulo. Foi poeta convidado do Slam BNDES, do Slam das Manas e da Festa Literária das Periferias (Flup). É autor das zines Tudo está dentro, e CORAGEM. Em novembro de 2021, lançou o livro Abaixo da Luz do Sol (Editora Impressões de Minas). Entre diversos trabalhos, carrega a performance Canto pra Oxalá, que reúne percussão, cantos ancestrais e poesia. Já realizou oficinas em escolas, para grupos de professores de referência da educação infantil na Regional Pampulha, pautando a importância da autodefinição na infância por meio da educação. Também é cofundador do podcast Do Fundo da Boca, juntamente com o poeta Wellington Sabino. Todo o trabalho de Jazz é pautado no amor, no poder da palavra e no axé.
Oficina Invenção de pretos e pretas
Avanços científicos importantes, como o desenvolvimento de um tratamento eficaz contra a hanseníase e a criação de tecnologias capazes de purificar alimentos contaminados por metais pesados, têm em comum um fator: o protagonismo de pessoas negras. Essas e outras histórias inspiradoras serão apresentadas na oficina gratuita Invenção de pretos e pretas, que será realizada no domingo, 23 de novembro, às 15h, no Espaço do Conhecimento UFMG.
Voltada para públicos de todas as idades, a atividade tem como proposta valorizar as contribuições de pessoas negras para a ciência, a tecnologia e a sociedade. Por meio da contação de histórias, os participantes serão apresentados a biografias inspiradoras, como a da química Alice Ball, responsável por avanços no tratamento da hanseníase no início do século XX, e da cientista brasileira Taynara Alves, criadora de um descontaminante natural que remove agrotóxicos e metais pesados dos alimentos.
Além de promover o reconhecimento dessas figuras históricas, a oficina também convida o público a refletir sobre o conceito de negritude e as formas pelas quais o racismo estrutural invisibiliza as conquistas e os saberes das populações negras. A proposta é traçar conexões entre essas invenções e o cotidiano dos participantes, tornando a ciência mais próxima, acessível e representativa.
A atividade dialoga com a exposição de longa duração demasiado humano, em cartaz no museu, e busca evidenciar o papel ativo das populações negras na produção de conhecimento ao longo da história. As vagas são limitadas e preenchidas por ordem de chegada. Para participar, é necessário retirar ingresso gratuito na recepção do Espaço do Conhecimento UFMG, a partir das 13h, no dia da atividade.
Serviço:
Fim de semana no Espaço do Conhecimento UFMG
Quando: 22 e 23 de novembro (sábado e domingo)
Público: crianças, jovens, adultos e idosos
Onde: Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700 – Funcionários, Belo Horizonte / MG)
Fonte
Comunicação Institucional do Espaço do Conhecimento UFMG
espacoufmg.comunicacao@gmail.com