Primeira mostra individual de Thalita Amorim no Centro Cultural UFMG propõe olhar crítico para o cotidiano
Por: Assessoria de Imprensa UFMG
O Centro Cultural UFMG convida para a abertura da exposição Vista Cega, da artista-pesquisadora Thalita Amorim, com curadoria de Sandro Ka. A mostra reúne um conjunto de trabalhos desenvolvidos especialmente para o espaço expositivo, composto por instalações e uma série de fotografias. As obras configuram um site-specific ampliado, que redimensiona questões recorrentes em sua produção a partir de um diálogo direto com a sala Celso Renato de Lima e com o entorno da instituição, localizada na região central de Belo Horizonte. O evento será realizado no dia 13 de fevereiro de 2026, sexta-feira, às 19 horas. As obras poderão ser vistas até 23 de março de 2026. A entrada é gratuita e tem classificação livre.
Vista Cega
Nas palavras do curador da mostra, “ao concentrar-se na elaboração de obras que acontecem do lado de dentro, a artista lança olhares para o lado de fora, sobre as paisagens e as memórias ao redor do equipamento cultural. Nesse sentido, a janela é objeto principal de atenção da artista, proposta como membrana porosa para se refletir sobre os limites e os desejos – sempre subversivos – de transposição”.
Com foco nas interrupções e bloqueios no dia a dia, a artista explora os limites físicos e simbólicos da arquitetura, enquanto a série fotográfica opera como um campo de observação e deslocamento do olhar. Em conjunto, os trabalhos acionam as janelas não apenas como estrutura arquitetônica, mas como dispositivo conceitual que tensiona interior e exterior, visível e invisível, presença e ausência.
Vista Cega explora a dimensão do invisível e propõe repensar fronteiras institucionais, articulando memória e imaginação em um jogo que se estabelece a partir da presença do público, elemento fundamental e ativador da exposição.
Sobre a artista
Thalita Amorim (Belo Horizonte, 1998) é artista-pesquisadora e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na linha de Artes Visuais. É bacharel em Artes Visuais, com habilitação em Desenho, pela mesma instituição. Atua nos campos da produção cultural, curadoria e arte-educação, com foco nas Artes Visuais, em Belo Horizonte. Sua produção artística, desenvolvida no âmbito da pesquisa de mestrado, investiga a sinalização urbana e a crítica institucional, transitando por diferentes linguagens, como instalação, performance, fotografia e intervenção urbana. Entre seus trabalhos e participações recentes destacam-se a Mostra Internacional de Arte (Arquipélago Casa Atelier, Pelotas/RS, 2025); a exposição coletiva GRASSAR, como curadora e artista (Centro Cultural UFMG, Belo Horizonte, 2025); O Estado das Coisas, de Sandro Ka, como curadora-assistente (Museu Mineiro, Belo Horizonte, 2025); a exposição coletiva Buscar Horizontes (Funarte/MG, 2025); e a intervenção Escola de Quais Artes? (outdoor expositivo, Escola de Belas Artes/Cenex/UFMG – Edital Arte Aqui), entre outras. Vive e trabalha em Belo Horizonte (MG).
Sobre o curador
Sandro Ka (Porto Alegre/RS, 1981) é artista visual, pesquisador e professor de Artes Visuais na Escola de Belas Artes UFMG. Doutor e mestre em Artes Visuais pelo PPGAV/UFRGS. Desde 2003, realiza exposições individuais e participa de mostras coletivas no Brasil e no exterior. Entre seus principais trabalhos em curadoria destacam-se as exposições coletivas A Coisa dRag (Belo Horizonte, 2025) e Fora da Margem: Panorama Visual das Subjetividades Queer (Galeria do DMAE, Porto Alegre, 2022); e as exposições individuais Aquilo que não cabe, transborda’, de Renato Morcatti (Belo Horizonte, 2025), Nada em Mim é Superfície, de Lorena Bruno (Museu Fama, Itu, 2025) e Enquanto espero a primavera, de Camila Moreira (CCUFMG, Belo Horizonte, 2023). Escreveu os textos de apresentação das exposições máquina/sonho/água, de Cavi Brandão e Iago Marques (MamaCadela, Belo Horizonte, 2025), Metamorfoses Tecidas: Conexões entre matérias e memórias, de Malu Souza (Minas Tênis Clube, Belo Horizonte, 2025) e Fábrica, de Lia Menna Barreto (Galeria Ocre, Porto Alegre, 2024). Atua em Belo Horizonte/MG. Vive e trabalha em Belo Horizonte (MG).
Serviço:
Exposição Vista Cega – Thalita Amorim
Abertura: 13 de fevereiro de 2026 | às 19h
Visitação: até o dia 23 de março
Terças a sextas: 9h às 20h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 17h
Sala Celso Renato de Lima
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita
Clique aqui e acesse os demais releases da Assessoria
Fonte
Assessoria do Centro Cultural UFMG
comunica@centrocultural.ufmg.br
Imagem de Divulgação