UFMG sedia colóquio sobre vida e obra da escritora Alejandra Pizarnik
Docentes da Faculdade de Letras vão ministrar palestras no evento, que também contará com participações internacionais
Por: Assessoria de Imprensa UFMG
Nos dias 20 e 21 de maio, quarta e quinta-feira, a Faculdade de Letras (Fale) da UFMG, no campus Pampulha, sediará um encontro sobre a vida e a obra da escritora Alejandra Pizarnik (1936-1972), considerada uma das vozes mais originais da poesia argentina do século 20. O evento será realizado com o apoio da Relicário Edições, casa belo-horizontina que vem se dedicando, na última década, a traduzir e publicar a literatura de Pizarnik no Brasil. O mote do evento são os 90 anos do nascimento da escritora, completados no fim de abril. Para assistir às palestras, não é preciso fazer inscrição: a entrada é livre. As atividades serão integralmente presenciais, sem transmissão on-line, no auditório 2003 da unidade.
Professores da Fale vão ministrar palestras no evento: Ligia Gonçalves Diniz, Myriam Ávila, Sara Rojo, Sergio Alcides e Davis Diniz, docente responsável pelas traduções da poesia da autora argentina para o português brasileiro. Às 9h30 do primeiro dia, 20, Davis fará a abertura do colóquio ao lado de Patrícia Lavelle, professora de teoria literária na PUC-Rio. Eles dividem a coordenação do evento, que também terá, no futuro, atividades realizadas na universidade carioca, em data a ser marcada.
Aléxia Prado, Clarice Filgueiras, Fernanda Lobo, Laura Gabino, Luis Matheus Brito e Pedro Kalil são outros dos nomes já confirmados no evento da UFMG. O colóquio também contará com duas participações internacionais: Marcela Croce e Evelyn Galiazo, ambas da Universidade de Buenos Aires (UBA).
A autora e sua obra
Filha de imigrantes judeus de origem russa e eslovaca que fugiram para a Argentina em meados dos anos 1930, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, Alejandra Pizarnik nasceu em Avellaneda, subúrbio da região metropolitana de Buenos Aires, em 26 de abril de 1936. Em 1960, a escritora mudou-se para Paris, onde viveu por quatro anos e alcançou alguma projeção.
Na França, Pizarnik aproximou-se de Julio Cortázar e Octavio Paz, que escreveu o prólogo do seu livro Árbol de Diana, de 1962, e foi um incentivador de sua literatura. Ao retornar à Argentina, a autora publica então Los trabajos y las noches, em 1965, Extracción de la Piedra de Locura, em 1968, e El Infierno Musical, em 1971. Esses quatro livros foram traduzidos pela Relicário Edições.
Leia o texto completo de Ewerton Martins Ribeiro, da Agência de Notícias da UFMG
Fonte
Assessoria de Imprensa da UFMG
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