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Institucional

UFMG bate o próprio recorde de depósitos de patentes em 2025

Foram 95 pedidos de propriedade intelectual submetidos ao INPI; volume superou o de 2016, ano em que a Universidade liderou o ranking brasileiro

Por: Assessoria de Imprensa UFMG

Em 2025, a UFMG bateu seu próprio recorde de depósitos de pedidos de patentes ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Foram 95 solicitações submetidas no decorrer do ano, 66 como primeira depositante e 29 como instituição cotitular do depósito. O recorde anterior havia sido alcançado em 2016, ano em que a Universidade também liderou o ranking nacional de instituições depositantes de patentes de invenção. Realizado anualmente pelo INPI, o levantamento inclui não apenas instituições de ensino e pesquisa, mas também empresas e indústrias. Naquele ano, foram 92 pedidos depositados pela UFMG.

Os números refletem a constância evolutiva da UFMG em termos de produção de novidade científica e tecnológica nas diversas áreas de conhecimento. A Universidade vem liderando nos últimos anos tanto o registro de patentes quanto a transferência de tecnologia para a sociedade. Em 2025, além dos 95 pedidos de patentes submetidos ao INPI, a UFMG atuou para a proteção de 55 registros de software, 54 registros de marca, 7 registros de desenho industrial e 7 registros de know-how.

Os dados constam do balanço anual da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT). O órgão é o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da UFMG, responsável por sistematizar o processo por meio do qual as pesquisas desenvolvidas na instituição resultam em novos produtos, processos e serviços e alcançam a sociedade, colaborando com o Sistema Nacional de Inovação (SNI).

Criado em 1997, o NIT da UFMG tem uma sigla diferente por ter se consolidado muitos anos antes de o governo federal estabelecer uma padronização de escopo e nomenclatura para esse tipo de instância. Essa padronização ocorreu entre 2016 e 2018, por meio do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação. Como naquele momento a marca CTIT já era corrente como referência de um dos mais avançados NITs do país, a Universidade optou por mantê-la.

Colaboração nacional

Em razão de sua longa expertise no fomento da inovação nacional, a CTIT tem atuado também como uma colaboradora do governo federal na concepção das políticas públicas do setor. Recentemente, o órgão foi convidado a desenhar um programa de apoio governamental ao desenvolvimento dos NITs das instituições de ensino superior do país, em particular aqueles menos maduros, de estruturação mais premente.

O “Acelera NIT Brasil” foi lançado pelo Ministério da Educação (MEC) em meados de 2025, com cerca de R$ 4 milhões de recursos a serem aportados nesses núcleos, com vistas à evolução de seus graus de maturidade. No primeiro ciclo do programa, foram selecionados 20 NITs (oito nascentes, oito intermediários e quatro consolidados) para receberem apoio por meio de três ações estratégicas: trilhas de aceleração, consultorias para acompanhamento no formato “concierge” e aporte direto de recursos.

Programado por edital para contemplar até 20 NITs, o primeiro ciclo do Acelera NIT Brasil recebeu mais que o triplo de candidaturas, numa demonstração do sucesso da iniciativa. Em razão disso, já há conversas para que sejam realizadas, o quanto antes, novas rodadas de seleção e tutoria.

“No programa, buscamos compartilhar com os outros NITs as dificuldades que tivemos no início de nossa trajetória, para que eles possam progredir sem precisar repetir os nossos erros”, explica Gilberto Medeiros, professor do Instituto de Ciências Exatas (ICEx) e diretor da CTIT. Medeiros é mestre e doutor em física e está à frente da CTIT desde 2014.

No decorrer da última década, a UFMG manteve-se entre as cinco maiores depositantes de patentes do Brasil. As instituições de ensino e pesquisa, de modo geral, também permaneceram em posição privilegiada no ranking – em particular as públicas, dominando anualmente as primeiras posições.

Nesta década, contudo, esse cenário começou a sofrer alterações, com a ascensão de algumas multinacionais que operam no Brasil, como a Stellantis – fruto da fusão entre Fiat Chrysler (FCA) e Peugeot-Citroën (PSA) – e o crescimento da brasileira Petrobras, que ampliou fortemente os seus investimentos em pesquisa.

Saiba mais sobre o assunto em matéria completa de Ewerton Martins Ribeiro para o Portal UFMG.

Fonte

Assessoria de Imprensa da UFMG

assessoriadeimprensa@ufmg.br

https://www.ufmg.br/comunicacao/assessoria-de-imprensa