Voltar para o Início Ir para o rodapé

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Tabagismo

Pesquisa propõe intervenção digital para conter consumo de cigarro eletrônico entre estudantes

Objetivo da estratégia adotada pela Escola de Enfermagem é interromper ou reduzir o uso desse tipo de dispositivo, que já é considerado uma epidemia por autoridades de saúde

Com Assessoria de Comunicação da Escola de Enfermagem

Consumo de dispositivos eletrônicos para fumar tem crescido entre os jovens brasileiros
Foto: Freepik

Adolescentes do ensino médio e jovens universitários das regiões Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste do Brasil que utilizam tabaco e dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) – como vape, cigarro eletrônico, pod e narguilé – podem participar de um estudo que aplicará uma intervenção digital, via WhatsApp, com o objetivo de interromper ou reduzir o consumo. A pesquisa é coordenada pela professora Erika Gisseth Leon Ramirez, do Departamento de Enfermagem Aplicada da Escola de Enfermagem da UFMG.

A coleta de dados ocorre por meio de questionários on-line, nos quais são registradas informações sociodemográficas, clínicas e comportamentais, além da caracterização do padrão de uso, para fins de verificação do atendimento aos critérios de inclusão. Após o preenchimento dos formulários, os participantes que indicarem uso de DEF recebem a intervenção digital via WhatsApp, com três avaliações subsequentes do padrão de uso ao longo de seis semanas. No caso de menores de idade, realiza-se uma reunião inicial com os pais ou responsáveis para obtenção da autorização.

A professora Erika Leon ressalta que o uso de dispositivos eletrônicos para fumar tem se configurado como uma epidemia preocupante na população infantojuvenil no país. No entanto, a escassez de estudos voltados especificamente a esse público dificulta a formulação e a implementação de políticas públicas adequadas. “Um levantamento de 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) apontou que 26,9% dos estudantes já experimentaram o narguilé e 16,8% já experimentaram o cigarro eletrônico. No entanto, no contexto nacional, a ausência de dados detalhados sobre os componentes químicos inalados e as formas de consumo desses dispositivos limita a capacidade de desenvolver estratégias específicas de mitigação dos danos”.

Danos à saúde
A pesquisadora enfatiza que o tabagismo provoca graves consequências à saúde, sobretudo em crianças e adolescentes. “O uso dos DEF pode estar relacionado a prejuízos no sistema respiratório, incluindo inflamação das vias aéreas e comprometimento da função pulmonar, além de efeitos cardiovasculares, como aumento da pressão arterial e disfunção endotelial. Esses efeitos são particularmente preocupantes para a população infantil, visto que a exposição precoce a substâncias tóxicas pode comprometer o desenvolvimento pulmonar e predispor a condições respiratórias crônicas.”

Ainda segundo a professora, o atual Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Tabagismo (PCDT) não abrange as camadas mais jovens da população, sendo mais voltado para aconselhamento presencial, combinando suporte comportamental e medicamentoso. “Há evidência robusta de que a estratégia de intervenção breve, adotada na pesquisa, provoca mudança de comportamentos de risco na população infantojuvenil, como o uso de substâncias psicoativas. E ainda pode ser adaptada a diversos contextos e formatos, entre os quais, o digital. É fundamental explorar intervenções que possam ser adaptadas para as demandas contemporâneas e favoreçam a aproximação entre o conhecimento científico e a população infantojuvenil”, completa.

Erika Ramírez conclui que a integração de tecnologias em saúde é um relevante meio de integração da população infantojuvenil e de abertura de diálogo para promover a sua saúde física e mental. “Os aplicativos apresentam-se como ferramenta promissora para a cessação do tabagismo devido à sua capacidade de fornecer intervenções personalizadas baseadas em diretrizes científicas, além de incorporar diversas estratégias comportamentais e educacionais, como mensagens motivacionais, lembretes personalizados, monitoramento do progresso, vídeos educativos e até mesmo suporte comunitário por meio de fóruns ou grupos de apoio virtual”, enumera a coordenadora do estudo.

Categoria: Saúde

Mais lidos

Semana

Notícias por categoria

Escolha a categoria:
Saúde

Sugira uma pauta

Acesse o formulário e sugira uma pauta para ser discutida.

Sugerir Pauta

Feed RSS

Receba atualizações das últimas notícias publicadas.