Voltar para o Início Ir para o rodapé

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Censo Escolar 2025: Professora da FaE UFMG Flávia Xavier analisa 1ª etapa de dados divulgados

Levantamento mostra queda do número total de matrículas e mais pessoas atendidas pela educação em tempo integral e ensino técnico

Nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, a professora da Faculdade de Educação da UFMG e coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Desigualdades Escolares (Nupede UFMG), Flávia Xavier, conversou com a jornalista e apresentadora Luiza Glória, no programa Conexões.

O Censo Escolar de 2025 divulgou os primeiros dados, dando um panorama da educação básica no país no último ano. Apresentados na última semana pelo Ministério da Educação o Inep, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, os números apontam o registro de cerca de 46 milhões de estudantes, distribuídos em aproximadamente 180 mil escolas públicas e privadas, considerando todas as etapas da educação básica. Segundo os órgãos, houve uma redução de mais de 2% nas matrículas, 1 milhão a menos em comparação a 2024. De acordo com o Inep, a queda não representa um problema e é resultado do aumento do atendimento educacional da população, aliado à redução do número de pessoas em idade escolar.

Outra explicação, de acordo com o MEC, é a redução das taxas de repetência e a melhoria dos indicadores de distorção idade-série. Este parâmetro avalia a quantidade de alunos que frequentam a série adequada para a idade e não estão “atrasados” nos estudos. Por outro lado, o levantamento mostrou aumento dos alunos atendidos pela educação integral, que é quando os estudantes passam, no mínimo, 35 horas por semana no colégio, e do ensino técnico, principalmente integrado ao novo ensino médio. Olhando para a EJA, Educação de Jovens e Adultos, houve queda de matrículas no ensino fundamental e, mais ainda, no ensino médio. Na análise por faixa etária, a maior parte dos estudantes tem mais de 40 anos, sendo quase 915 mil matrículas. A segunda maior faixa etária é entre 18 a 19 anos, com cerca de 280 mil matrículas.

A professora ressaltou que com a exigência de estados e municípios aplicarem recursos do Fundeb na educação em tempo integral, é importante a pressão por regulação desses investimentos pelo Ministério da Educação, para não aumentar desigualdades regionais. Ela destacou que é momento de direcionar mais recursos na educação, uma vez que maior escolarização da população é investimento para o país. A pesquisadora também abordou o cenário preocupante de excesso de professores temporários, o que precariza o trabalho e diminui o aprendizado.

Em Programas e/ou Especiais:

Categoria: Ensino

Programas e Especiais