Acesso Livre entrevista a Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo
Recém-doutora pela UFMG, a ministra abordou os desafios da pasta e fez um balanço desses dois anos de trabalho
Nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, a ex-deputada estadual por Minas Gerais, primeira mulher negra secretária municipal de Educação de Belo Horizonte e secretária estadual de Educação em Minas, a Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, professora, militante e recém doutora em Educação aqui pela nossa UFMG, Macaé Evaristo, conversou com a jornalista e apresentadora Alessandra Dantas, no programa Acesso Livre.
A professora comanda uma das pastas mais desafiantes porque tem como principal papel promover, proteger e defender o que está lá na nossa Constituição: direitos fundamentais que são essenciais para garantir a nossa cidadania. Em um país tão vasto como o Brasil, marcado por inúmeras desigualdades sociais, o Ministério dos Direitos Humanos tem um papel fundamental de articular políticas públicas de diferentes setores, entendendo que os direitos humanos estão presentes em todas as esferas.
Em paralelo, a pasta tem o deve de agir diante das violações de direitos que acontecem em uma velocidade assustadora. Só pra gente relembrar um caso emblemático, a Chacina no Rio de Janeiro, operação mais letal da história fluminense, deixou mais de 120 pessoas mortas e expôs a política de extermínio de segurança pública do estado, ao mesmo tempo que revela a negação dos direitos humanos, num contexto marcado pelo racismo institucional.
No campo da justiça de transição, tivemos avanços consideráveis, como a retificação das certidões de óbito de pessoas mortas ou desaparecidas durante a ditadura militar, que avançou significativamente em 2025, sob a coordenação do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Os desafios estão aí postos e as conquistas também sido construídas.
“Gosto sempre de afirmar que os direitos humanos não é uma pauta isolada, ela é o coração da democracia. Direitos Humanos está umbilicalmente ligado à ideia de que todas as pessoas têm direito e merecem ser tratadas com dignidade nas suas diferentes diferenças”, destacou a ministra. Ela falou das conquistas e desafios de comandar a pasta nos últimos anos e ressaltou 2026 como o ano de consolidação das ações do Ministério, que foi “muito descaracterizado no governo anterior”.