Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil: Necessidade da permanência das mulheres no poder sem violência política de gênero e de raça, defende a pesquisadora do Nepem Sofia Amaral
Mestranda pela UFMG fez um resgate histórico da data e comentou os desafios para a ampliação do acesso às mulheres aos espaços de poder
Nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, a mestranda em Ciência Política pela UFMG, assessora Legislativa da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados e pesquisadora do Nepem, Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade, Sofia Amaral, participou do programa Conexões.
O voto feminino foi instituído há 94 anos no Brasil. O direito ao voto feminino se consolidou depois de uma intensa campanha liderada por feministas brasileiras em 1930, resultando na criação de um projeto de lei aprovado pelo Senado. Mas somente dois anos depois, 24 de fevereiro de 1932, Getúlio Vargas assinou o tão esperado direito de voto por meio do Código Eleitoral Provisório. Só podiam votar mulheres casadas com autorização do marido, ou solteiras e viúvas com renda própria. Somos a maioria da população no país e também das eleitoras, mas minoria nos espaços de representação política.
Neste Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, a pesquisadora Sofia Amaral fez um resgate histórico em relação à data. Ela também comentou os desafios para a ampliação do acesso às mulheres nos espaços de poder, além da permanência nesses lugares, combatendo a violência política de gênero e de raça.