Dia da Memória, Verdade e Justiça: ‘Na marcha, a memória está viva’
Argentina vai às ruas 50 anos após o início da ditadura
No último 24, a Argentina foi às ruas para lembrar os 50 anos da ditadura no país.
O golpe cívico-militar instaurou um regime de repressão violento na Argentina, que durou sete anos. Segundo estimativas de organizações de direitos humanos, a repressão deixou 30 mil desaparecidos e quase dois mil mortos. Cinquenta anos depois, mais de mil e duzentas pessoas foram condenadas e trezentos casos permanecem em aberto.

Após a retomada da democracia, o ‘Dia da Memória, Verdade e Justiça’ é comemorado todo dia 24 de março, passou a fazer parte do calendário nacional de mobilização da sociedade civil argentina, que se reúne em marchas por todo o país. O lema central é o ‘Nunca Más’, em português ‘Nunca Mais’, e os manifestantes se reuniram na Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires, local onde militantes políticos foram torturados e mortos durante o regime e tornou-se um lugar para se lembrar de como o terrorismo de Estado destrói famílias e compromete uma sociedade por tantas décadas.

Na tarde do dia 24, a jornalista Danielle Pinto, que já foi jornalista na Rádio UFMG Educativa, acompanhou o movimento de milhares de argentinos em prol da democracia, memória e justiça. Ela participou do Conexões desta quarta-feira (25) com o seu relato. Ouça aqui!