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Dia Internacional da Dignidade Menstrual: Assunto ainda é tabu e precisa sair da invisibilidade, ressalta uma das idealizadoras do Coletivo Amaronai, Julia Bernstein

Pela dignidade menstrual das mulheres indígenas do Alto Rio Negro, foi criado o projeto Amaronai

Nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, a cineasta, indigenista e uma das idealizadoras do coletivo Amaronai, Julia Bernstein, participou do programa Conexões.

Neste 28 de maio, é celebrado o Dia Internacional da Dignidade Menstrual. O dia 28 faz referência aos 28 dias do ciclo e o mês cinco representa os cinco dias de duração média do período. A data foi criada pela OMS, a Organização Mundial de Saúde, e tem como objetivo discutir e garantir a dignidade menstrual para todas. A desigualdade faz com que meninas e mulheres não tenham acesso a esse direito devido à falta de acesso a recursos, infraestrutura e conhecimento. Essa é uma realidade de milhares de brasileiras. A estimativa é de que 60 milhões de mulheres menstruam no Brasil. Dessas, 33% já usaram papel higiênico no lugar do absorvente.

Segundo pesquisa elaborada pelo Instituto Locomotiva, mais de 5,5 milhões já faltaram ao emprego por falta de dinheiro para comprar produtos de higiene menstrual. O levantamento Livre para menstruar, aponta que as que estão no grupo das 5% mais pobres da população precisariam trabalhar até quatro anos para custear os absorventes usados durante toda a vida reprodutiva.

Bernstein ressaltou a dignidade menstrual como o direito de passar pela menstruação com dignidade, saúde, respeito e sem constrangimento. O assunto envolve diretamente mulheres, meninas, homens trans e pessoas não binárias. Ela destacou a importância da data uma vez que a menstruação ainda é um tema tabu, principalmente entre os homens, e que o acesso a produtos como absorventes e similares precisa ser garantido para todas as pessoas que precisam, então o debate precisa sair da invisibilidade.

A indigenista também abordou o coletivo Amaronai, idealizado por ela e Francy Baniwa, pela dignidade menstrual das mulheres indígenas do Alto Rio Negro.

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