{"id":12599,"date":"2025-11-04T12:07:00","date_gmt":"2025-11-04T15:07:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/\/?post_type=news&#038;p=12599"},"modified":"2025-11-04T16:23:09","modified_gmt":"2025-11-04T19:23:09","slug":"wanderson-flor-da-unb-defende-a-subjetividade-negra-como-resistencia-criadora","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/arte-e-cultura\/wanderson-flor-da-unb-defende-a-subjetividade-negra-como-resistencia-criadora\/","title":{"rendered":"Wanderson Flor, da UnB, defende a subjetividade negra como &#8216;resist\u00eancia criadora&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A confer\u00eancia&nbsp;<em>Subjetividades negras, entre epistemes e est\u00e9ticas<\/em>, ministrada por Wanderson Flor do Nascimento, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), abriu a oitava edi\u00e7\u00e3o do Novembro Negro,&nbsp;nesta segunda-feira (3), no audit\u00f3rio da Reitoria. O evento promove&nbsp;atividades acad\u00eamicas e culturais dedicadas \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes afro-ind\u00edgenas e \u00e0 reflex\u00e3o sobre racismo, diversidade e a\u00e7\u00f5es afirmativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua exposi\u00e7\u00e3o, Wanderson Flor afirmou que as subjetividades negras, em vez&nbsp;de ser&nbsp;um tema abstrato da academia, constituem campo vivo, pulsante e corporal, no qual se cruzam hist\u00f3ria, est\u00e9tica e pol\u00edtica. Para o pesquisador, compreender o processo pelo qual as pessoas negras \u201cse tornaram aquilo que hoje s\u00e3o\u201d exige reconhecer as tens\u00f5es de uma subjetividade forjada entre a viol\u00eancia do colonialismo e a for\u00e7a inventiva da resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO processo que constr\u00f3i as subjetividades negras n\u00e3o \u00e9 fixo. \u00c9 forjado numa tens\u00e3o constante. De um lado, uma m\u00e1quina mortal de opress\u00e3o; de outro, uma for\u00e7a que, h\u00e1 cinco s\u00e9culos, cria, recria e reinventa formas de ser, saber e persistir em existir\u201d, pontuou o docente, que \u00e9 pesquisador das tradi\u00e7\u00f5es brasileiras de matrizes africanas, desenvolve estudos sobre filosofia africana e afro-brasileira, bio\u00e9tica, rela\u00e7\u00f5es raciais e de g\u00eanero, subjetividade e ensino de filosofia.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/novembro-negro-vanderson-336x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Wanderson Flor: reinventando formas de ser, saber e persistir\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tWanderson Flor: reinventando formas de ser, saber e persistir\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tJebs Lima | UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8216;N\u00e3o ser&#8217; e &#8216;epistemic\u00eddio&#8217;<br><\/strong>Ao tratar das viol\u00eancias raciais que persistem no Brasil, Wanderson Flor sublinhou que a nega\u00e7\u00e3o do racismo \u00e9 parte do pr\u00f3prio funcionamento da m\u00e1quina colonial, que constr\u00f3i o corpo negro como um \u201cn\u00e3o ser\u201d, isto \u00e9, como sujeito destitu\u00eddo de humanidade e de capacidade de produzir conhecimento. O fil\u00f3sofo retomou o conceito de \u201cepistemic\u00eddio\u201d, formulado pela&nbsp;escritora Sueli Carneiro, como o aniquilamento simb\u00f3lico e material das formas de saber e dos corpos negros, acompanhado por um \u201cataque est\u00e9tico\u201d que define padr\u00f5es de beleza e sensibilidade indiferentes ao sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Wanderson Flor&nbsp;observou que, embora a den\u00fancia da viol\u00eancia racial permane\u00e7a necess\u00e1ria, \u00e9 igualmente urgente afirmar as pr\u00e1ticas criativas e sens\u00edveis que reconstroem a humanidade negra. \u201cA experi\u00eancia negra mostra que a gente cria resistindo e resiste criando\u201d, afirmou, ao descrever a est\u00e9tica como campo de sensibilidade, uma &#8216;a\u00edsth\u00easis&#8217;, que modela o modo como as pessoas percebem e sentem o mundo. \u201cO racismo estrutura uma gram\u00e1tica moderna da viol\u00eancia, que nos ensina a desejar a viol\u00eancia. Mudar essa gram\u00e1tica significa reinventar as formas de sentir, desejar e perceber o mundo&#8221;, enfatizou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Est\u00e9ticas da resist\u00eancia<br><\/strong>O fil\u00f3sofo recorreu a pensadoras negras como L\u00e9lia Gonzalez, Neusa Santos Souza, Sueli Carneiro e \u00e0 filosofia contracolonial de&nbsp;Nego Bispo para tra\u00e7ar um \u201cmapa de encruzilhadas\u201d entre subjetividade, est\u00e9tica e conhecimento. Inspirado em L\u00e9lia, ele lembrou que o portugu\u00eas falado no Brasil guarda tra\u00e7os africanos e ind\u00edgenas \u2013 o que a autora chamou de \u201camefricanidade\u201d \u2013 e que a l\u00edngua, assim como o corpo, \u00e9 um espa\u00e7o de resist\u00eancia. \u201cNossa episteme e nossa est\u00e9tica est\u00e3o marcadas pela \u00c1frica e pelos povos origin\u00e1rios, de modo indel\u00e9vel\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O conferencista&nbsp;destacou ainda que o epistemic\u00eddio foi acompanhado por um \u201cmortic\u00ednio\u201d \u2013 a elimina\u00e7\u00e3o f\u00edsica dos corpos negros \u2013 e que, contra ambos, ergueram-se insurrei\u00e7\u00f5es epist\u00eamicas e est\u00e9ticas, materializadas nas pr\u00e1ticas culturais e intelectuais afro-brasileiras. \u201cA resist\u00eancia negra no Brasil sempre foi epist\u00eamica e cultural: criou escolas, terreiros, quilombos, blocos, reinados e arte como formas de refazer o corpo e o saber\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Do auto-\u00f3dio \u00e0 cura coletiva<br><\/strong>Com base na psican\u00e1lise de Neusa Santos Souza, Wanderson Flor analisou como o racismo produz um \u201cideal de ego branco\u201d internalizado, gerando o que a autora chamou de \u201cferida narc\u00edsica\u201d. A reconstru\u00e7\u00e3o da subjetividade negra, portanto, \u00e9 tamb\u00e9m um processo de cura coletiva, que se d\u00e1 por meio da valoriza\u00e7\u00e3o do corpo, da linguagem e da est\u00e9tica negra. \u201cA subjetividade negra n\u00e3o \u00e9 lugar de sofrimento passivo. \u00c9 lugar de cria\u00e7\u00e3o resistente e de resist\u00eancia criadora\u201d, sintetizou o fil\u00f3sofo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao concluir sua confer\u00eancia, Wanderson Flor destacou a import\u00e2ncia de aproximar a universidade dos saberes produzidos em espa\u00e7os comunit\u00e1rios e religiosos, como os quilombos, os terreiros e os movimentos populares. \u201cTalvez a universidade ainda tenha muito a aprender com esses lugares, porque foram eles que alimentaram as lutas que hoje nos mant\u00eam vivos e pensantes\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/novembro-negro-licinia-336x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Licinia Correa: afetividade, corpo e ancestralidade\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tLicinia Correa: afetividade, corpo e ancestralidade\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Jebs Lima | UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Celebra\u00e7\u00e3o da vida<br><\/strong>A pr\u00f3-reitora de Assuntos Estudantis,&nbsp;Licinia&nbsp;Correa,&nbsp;destacou que o Novembro Negro&nbsp;reafirma-se como movimento de resist\u00eancia e produ\u00e7\u00e3o de conhecimento coletivo. Ela lembrou que o tema deste ano&nbsp;expressa a presen\u00e7a e a centralidade do pensamento negro na universidade. \u201cAs primeiras universidades nasceram no continente africano. Os povos negros sempre fizeram e sempre fazem ci\u00eancia \u2013  mas fazemos &#8216;emoci\u00eancia&#8217;\u201d, afirmou, ao defender um modo de produ\u00e7\u00e3o do saber que reconhece a afetividade, o corpo e a ancestralidade como dimens\u00f5es insepar\u00e1veis da raz\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Licinia Correa sublinhou que o evento n\u00e3o \u00e9 apenas uma celebra\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m um espa\u00e7o de den\u00fancia e mobiliza\u00e7\u00e3o diante da continuidade da viol\u00eancia racial no pa\u00eds. \u201cVivemos o luto porque o Estado brasileiro continua a matar nossos jovens. S\u00f3 na semana passada, 121 pessoas, em sua maioria negras, foram assassinadas em poucas horas\u201d, lembrou. Citando Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, completou: \u201cCombinaram de nos matar, mas n\u00f3s combinamos de n\u00e3o morrer\u201d. Para a professora, o genoc\u00eddio da juventude negra \u00e9 a face atual do projeto hist\u00f3rico de branqueamento e de exclus\u00e3o que atravessa o pa\u00eds desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 20.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pr\u00f3-reitora enfatizou ainda que o Novembro Negro \u00e9 um movimento \u201cespiralar\u201d, citando a professora e ensa\u00edsta Leda Maria Martins \u2013  um ir e vir entre a universidade e a comunidade, que amplia o pertencimento e faz circular saberes plurais. Ao celebrar figuras como Maria Firmina dos Reis&nbsp;e Beatriz Nascimento, Licinia lembrou que essas intelectuais forjaram epistemologias e est\u00e9ticas pr\u00f3prias, capazes de \u201creflorestar as mentes\u201d e romper com os padr\u00f5es coloniais do conhecimento. \u201cEstamos aqui para dizer que existimos e resistimos, que o ax\u00e9 que nos move \u00e9 for\u00e7a vital, intelectual e pol\u00edtica\u201d, frisou, concluindo que a luta antirracista na UFMG se concretiza na busca coletiva por emancipa\u00e7\u00e3o e na forma\u00e7\u00e3o de uma sociedade verdadeiramente democr\u00e1tica, justa e plural.<\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/novembro-negro-reitora-336x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Sandra Goulart: constru\u00e7\u00e3o coletiva\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tSandra Goulart: constru\u00e7\u00e3o coletiva\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Jebs Lima | UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universidade inclusiva<br><\/strong>Para a reitora Sandra Goulart, o evento \u00e9 fruto de um movimento que \u201cnasceu de forma modesta e se tornou uma constru\u00e7\u00e3o coletiva da comunidade universit\u00e1ria\u201d. O Novembro Negro, segundo ela,&nbsp;simboliza a for\u00e7a da participa\u00e7\u00e3o de estudantes, professores e t\u00e9cnicos, que prop\u00f5em atividades e reflex\u00f5es com base em suas pr\u00f3prias experi\u00eancias, tornando a celebra\u00e7\u00e3o um espa\u00e7o genu\u00edno de produ\u00e7\u00e3o e partilha de saberes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;dirigente&nbsp;destacou que o atual&nbsp;contexto pol\u00edtico refor\u00e7a a necessidade de uma universidade p\u00fablica comprometida com a democracia e com&nbsp;a justi\u00e7a social. \u201cN\u00e3o podemos falar em democracia em um Estado que mata nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s\u201d, afirmou, em refer\u00eancia aos epis\u00f3dios de viol\u00eancia que vitimaram majoritariamente pessoas negras. Sandra Goulart defendeu uma democracia antirracista, antissexista e inclusiva, capaz de enfrentar as desigualdades estruturais e a heran\u00e7a colonial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao reconhecer os avan\u00e7os das pol\u00edticas afirmativas, ela lembrou a transforma\u00e7\u00e3o vis\u00edvel no perfil da comunidade acad\u00eamica. \u201cH\u00e1 35 anos, n\u00e3o v\u00edamos tantas pessoas pretas nas nossas aulas e nos nossos corredores\u201d, observou.&nbsp;Encerrando sua&nbsp;fala, tamb\u00e9m&nbsp;evocou Concei\u00e7\u00e3o Evaristo: \u201cDo coletivo, eu trago a minha for\u00e7a e sei que n\u00e3o estou sozinha&#8221;, disse,&nbsp;reafirmando que a universidade \u00e9, e deve continuar sendo, lugar de pertencimento, resist\u00eancia e constru\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n\n\n<section class=\"space-y-1 lg:px-8\">\n  <h3 class=\"text-lg font-semibold\">\n    Not\u00edcias relacionadas:\n  <\/h3>\n      <a class=\"flex gap-2 items-center text-[1.25rem]\" href=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/cursos\/em-nova-edicao-projeto-filosofia-na-praca-aborda-desafios-e-impasses-sociais\/\">\n      <i class=\"ti ti-corner-down-right\"><\/i>\n      <div class=\"pt-[0.4375rem]\">\n        <h4 class=\"text-lg font-normal text-neutral-500 line-clamp-2\">\n          <span class=\"text-primary-300 text-sm uppercase\">\n            Cursos          <\/span>\n          Em nova edi\u00e7\u00e3o, Projeto Filosofia na Pra\u00e7a  aborda &#8216;desafios e impasses sociais&#8217;        <\/h4>\n        <p class=\"text-sm text-neutral-300 line-clamp-2\">\n          O Departamento de Filosofia promove, em 2026, mais uma edi\u00e7\u00e3o do projeto de extens\u00e3o Filosofia na Pra\u00e7a. O curso, gratuito, busca aproximar a reflex\u00e3o acad\u00eamica dos problemas concretos da sociedade contempor\u00e2nea. Com o tema Filosofia pr\u00e1tica: desafios e impasses sociais, os encontros ocorrer\u00e3o de mar\u00e7o a maio, sempre \u00e0s quartas-feiras, \u00e0s 19h, na Sala Multiuso [&hellip;]        <\/p>\n      <\/div>\n    <\/a>\n      <a class=\"flex gap-2 items-center text-[1.25rem]\" href=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/institucional\/apresentacoes-sobre-corporeidades-na-danca-e-literatura-encerram-8a-edicao-do-novembro-negro\/\">\n      <i class=\"ti ti-corner-down-right\"><\/i>\n      <div class=\"pt-[0.4375rem]\">\n        <h4 class=\"text-lg font-normal text-neutral-500 line-clamp-2\">\n          <span class=\"text-primary-300 text-sm uppercase\">\n            Institucional          <\/span>\n          Apresenta\u00e7\u00f5es sobre corporeidades na dan\u00e7a e na literatura encerram 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Novembro Negro        <\/h4>\n        <p class=\"text-sm text-neutral-300 line-clamp-2\">\n          Semin\u00e1rios, rodas de conversa e manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas marcaram a oitava edi\u00e7\u00e3o do Novembro Negro UFMG, que neste ano teve como tema Ep\u00edstemes, est\u00e9ticas e subjetividades negras. Estudantes, professores, servidores t\u00e9cnico-administrativos e p\u00fablico externo propuseram iniciativas para compor a programa\u00e7\u00e3o, que se encerra na pr\u00f3xima segunda-feira, 1\u00ba de dezembro, no audit\u00f3rio da Reitoria. Depois de uma [&hellip;]        <\/p>\n      <\/div>\n    <\/a>\n      <a class=\"flex gap-2 items-center text-[1.25rem]\" href=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/ensino\/docentes-negros-unem-forcas-em-busca-de-representatividade-visibilidade-e-inclusao\/\">\n      <i class=\"ti ti-corner-down-right\"><\/i>\n      <div class=\"pt-[0.4375rem]\">\n        <h4 class=\"text-lg font-normal text-neutral-500 line-clamp-2\">\n          <span class=\"text-primary-300 text-sm uppercase\">\n            Ensino          <\/span>\n          Docentes negros unem for\u00e7as em busca de representatividade, visibilidade e inclus\u00e3o        <\/h4>\n        <p class=\"text-sm text-neutral-300 line-clamp-2\">\n          Ao reconhecerem os desafios enfrentados para cursar a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e ingressar na doc\u00eancia, alguns professores negros da UFMG perceberam que muitas de suas viv\u00eancias na universidade eram comuns. Essa identifica\u00e7\u00e3o levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Coletivo de Docentes Negros, iniciativa alinhada ao projeto de constru\u00e7\u00e3o de uma universidade plural e diversa. Desse encontro, formou-se um espa\u00e7o [&hellip;]        <\/p>\n      <\/div>\n    <\/a>\n  <\/section>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>M\u00eas de reflex\u00e3o<br><\/strong>Nas pr\u00f3ximas semanas,&nbsp;a UFMG promove ampla programa\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e cultural dedicada ao M\u00eas da Consci\u00eancia Negra, com o objetivo de promover reflex\u00f5es sobre o racismo, o direito \u00e0 diferen\u00e7a e a valoriza\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes afro-ind\u00edgenas. O Novembro Negro, criado em 2018, consolidou-se como um dos mais importantes movimentos da Universidade, ao reunir coletivos, grupos de pesquisa, \u00f3rg\u00e3os e entidades estudantis e docentes em torno de um mesmo prop\u00f3sito: fomentar o di\u00e1logo e a a\u00e7\u00e3o diante das desigualdades raciais e das viol\u00eancias estruturais que marcam a sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"medium\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/novembro-negro-plateia-640x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Tema da edi\u00e7\u00e3o 2025 do evento foi definido com base em consulta \u00e0 comunidade\n\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tTema da edi\u00e7\u00e3o 2025 do evento foi definido com base em consulta \u00e0 comunidade\n\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Jebs Lima | UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta oitava edi\u00e7\u00e3o, com o tema&nbsp;<em>Epistemes, est\u00e9ticas e subjetividades negras<\/em>,&nbsp;o evento reafirma o compromisso da UFMG com uma universidade p\u00fablica inclusiva e antirracista. A escolha da tem\u00e1tica resultou de uma consulta p\u00fablica \u00e0 comunidade universit\u00e1ria, refletindo o car\u00e1ter participativo da iniciativa. A programa\u00e7\u00e3o inclui mais de 170 atividades distribu\u00eddas em diversos espa\u00e7os da institui\u00e7\u00e3o, entre&nbsp;oficinas, conta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias, palestras, confer\u00eancias, debates e apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O evento foi aberto com um caf\u00e9 africano seguido da&nbsp;apresenta\u00e7\u00e3o musical&nbsp;<em>Cor de sangue &#8211; a m\u00fasica preta brasileira<\/em>,&nbsp;feita pela cantora Vit\u00f3ria Ventura, pela flautista Sarah Silva e pelo pianista&nbsp;Rian Reis. O trio executou as&nbsp;can\u00e7\u00f5es&nbsp;<em>Magrelinha<\/em>, de Luiz Melodia,&nbsp;<em>Acalanto<\/em>, de Luedji Luna,&nbsp;<em>Meu bem querer<\/em>, de Djavan, e&nbsp;<em>Encontros e despedidas<\/em>, de Milton Nascimento e Fernando Brant&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cerim\u00f4nia de abertura da edi\u00e7\u00e3o 2025 do Novembro Negro est\u00e1 dispon\u00edvel no YouTube.<\/p>\n\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Cerim\u00f4nia de Abertura Novembro Negro 2025\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/h-TALDUgWPU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"featured_media":12602,"template":"","class_list":["post-12599","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news\/12599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12602"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}