{"id":12860,"date":"2025-11-10T13:04:10","date_gmt":"2025-11-10T16:04:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/?post_type=news&#038;p=12860"},"modified":"2025-11-10T14:41:07","modified_gmt":"2025-11-10T17:41:07","slug":"pesquisadores-e-artistas-celebram-legado-de-drummond-farmaceutico","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/coberturas-especiais\/pesquisadores-e-artistas-celebram-legado-de-drummond-farmaceutico\/","title":{"rendered":"Pesquisadores e artistas celebram legado de &#8216;Drummond farmac\u00eautico&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em cerim\u00f4nia ocorrida na sexta-feira (7), que marcou o centen\u00e1rio de formatura do poeta Carlos Drummon de Andrade no curso de Farm\u00e1cia, professores, pesquisadores, artistas e ex-alunos revisitaram o legado art\u00edstico do poeta itabirano sob o prisma de sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica.<br><br>No debate <em>Drummond: entre a farm\u00e1cia e a poesia<\/em>, os professores S\u00e9rgio Alcides Pereira e Roberto Alexandre do Carmo, ambos da Faculdade de Letras, e a professora Maria Jos\u00e9 das Gra\u00e7as Lima, pesquisadora da trajet\u00f3ria do escritor, exploraram as interse\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia, sensibilidade e cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que caracterizam sua obra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/pianetti-336x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Pianetti: Farm\u00e1cia como primeiro laborat\u00f3rio da sensibilidade drummondiana \n\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tPianetti: Farm\u00e1cia como primeiro laborat\u00f3rio da sensibilidade drummondiana \n\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Raphaella Dias | UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A media\u00e7\u00e3o foi feita pelo professor Gerson Pianetti, em\u00e9rito da UFMG e ex-diretor da unidade, que abriu o debate lembrando que Minas Gerais tem uma tradi\u00e7\u00e3o de escritores oriundos de outros campos do saber \u2013 Guimar\u00e3es Rosa, Pedro Nava, Abgar Renault \u2013, sugerindo que a Farm\u00e1cia, em vez de um desvio, figurou como o primeiro laborat\u00f3rio da sensibilidade drummondiana.<\/p>\n\n\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8216;Fazendeiro do ar&#8217;<\/strong><br>Maria Jos\u00e9 das Gra\u00e7as apresentou uma exposi\u00e7\u00e3o detalhada da trajet\u00f3ria formativa de Carlos Drummond de Andrade, enfatizando os tra\u00e7os de questionamento intelectual que j\u00e1 se manifestavam desde a juventude. Ela relembrou epis\u00f3dios marcantes de sua vida estudantil, como a expuls\u00e3o de um col\u00e9gio por \u201cinsubordina\u00e7\u00e3o mental\u201d. Fatos como esse, segundo a professora, revelam o impulso aut\u00f4nomo e provocador que permeou a obra drummondiana. Ela destacou a trajet\u00f3ria do escritor que, mesmo cursando Farm\u00e1cia com rigor, percebeu-se deslocado dessa voca\u00e7\u00e3o \u2013 um \u201cfazendeiro do ar\u201d, nas palavras da palestrante, que se distanciava tanto da vida rural quanto da pr\u00e1tica farmac\u00eautica em busca da liberdade liter\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora prop\u00f4s uma leitura interpretativa do discurso de formatura de Drummond, que ela definiu como um \u201cn\u00e3o discurso\u201d. Para ela, o texto revela simultaneamente o cumprimento de uma formalidade e a nega\u00e7\u00e3o de si mesmo. Ao se retratar como \u201chomem de laborat\u00f3rio, e n\u00e3o de tribuna&#8221;, o escritor, para a professora, reveste-se de uma dissimula\u00e7\u00e3o po\u00e9tica: Drummond empregava a orat\u00f3ria para desvelar a pr\u00f3pria literatura que ele fingia rejeitar. Ao citar uma entrevista em que o poeta confessa ter fugido do trabalho rural e da pr\u00e1tica farmac\u00eautica para \u201ccuidar das nuvens no exerc\u00edcio da literatura\u201d, Maria Jos\u00e9 concluiu que toda a sua obra repousa sobre essa ambiguidade fundamental \u2013 um jogo permanente entre dever e desejo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por sua vez, S\u00e9rgio Alcides comparou a constru\u00e7\u00e3o dos versos drummondianos \u00e0 f\u00f3rmula de um \u201ccomprimido imagin\u00e1rio\u201d: uma reuni\u00e3o de subst\u00e2ncias que, em vez de curar o corpo, visam atenuar as dores existenciais. Essa met\u00e1fora serviu de ponto de partida para o professor discutir a pot\u00eancia terap\u00eautica da arte, que n\u00e3o oferece rem\u00e9dios definitivos, mas alimenta a consci\u00eancia, o cuidado e o enfrentamento da pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele apresentou uma leitura interpretativa do texto\u00a0<em>Especula\u00e7\u00f5es em torno da palavra homem<\/em>, utilizando-o como eixo para refletir sobre a fragilidade e a profundidade da exist\u00eancia. Ao percorrer quest\u00f5es como \u201co que \u00e9 o homem?\u201d, \u201cpor que morre o homem?\u201d e \u201cpor que vive o homem?\u201d, o professor sustentou que a poesia mant\u00e9m o ser humano em di\u00e1logo com seus pr\u00f3prios limites. Para S\u00e9rgio Alcides, a dimens\u00e3o interrogativa da poesia drummondiana \u00e9 o que confere a ela seu car\u00e1ter de resist\u00eancia \u2013 uma \u201cpomada metaf\u00f3rica\u201d que, mesmo sem eliminar a dor, convida ao gesto cont\u00ednuo de cuidar-se e de pensar a exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante sua fala, Roberto Alexandre avan\u00e7ou para uma leitura simb\u00f3lica da express\u00e3o \u201chomem de laborat\u00f3rio\u201d. Para ele, a passagem do poeta pela Faculdade de Farm\u00e1cia funcionou como um verdadeiro laborat\u00f3rio intelectual, em que observa\u00e7\u00e3o, experimenta\u00e7\u00e3o e curiosidade cient\u00edfica se transfiguraram em impulso criativo. O professor relacionou a trajet\u00f3ria de Drummond ao momento de ebuli\u00e7\u00e3o cultural e hist\u00f3rica do pa\u00eds, caracterizado por contradi\u00e7\u00f5es entre o moderno e o arcaico, o local e o cosmopolita. Em sua an\u00e1lise, a poesia drummondiana emergiu como forma de conhecimento que sintetiza imagina\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre a identidade brasileira.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"medium\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/sandra-e-ana-paula-640x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Sandra Goulart e a diretora da Faculdade de Farm\u00e1cia, Ana Paula Mota, com a gravura 'De Minas, vejo o mundo', inspirada em versos do poeta \" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tSandra Goulart e a diretora da Faculdade de Farm\u00e1cia, Ana Paula Mota, com a gravura &#8216;De Minas, vejo o mundo&#8217;, inspirada em versos do poeta \t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\t\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>S\u00edmbolo<\/strong><br>A reitora Sandra Goulart Almeida ressaltou a relev\u00e2ncia do poeta para a cultura brasileira e para a hist\u00f3ria da Universidade. Ao entregar \u00e0 diretora da unidade uma gravura intitulada <em>De Minas, vejo o mundo<\/em> \u2013 inspirada em versos de Drummond e marcada pelas cores amarelo e alaranjado que remetem \u00e0 Farm\u00e1cia \u2013, Sandra Goulart sublinhou a dimens\u00e3o simb\u00f3lica do gesto: \u201cCarlos Drummond de Andrade est\u00e1 marcado n\u00e3o apenas na hist\u00f3ria da Faculdade de Farm\u00e1cia, da UFMG e de Minas Gerais, mas no mundo tamb\u00e9m\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reitora observou que a obra do poeta, traduzida em diversos idiomas, \u00e9 reconhecida internacionalmente e frequentemente apresentada como s\u00edmbolo da Universidade em visitas e interc\u00e2mbios com institui\u00e7\u00f5es estrangeiras. \u201c\u00c9 uma pequena homenagem da UFMG a um dos mais importantes modernistas do Brasil, que \u00e9 da nossa Universidade e uma grande inspira\u00e7\u00e3o para todos n\u00f3s\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao relacionar a homenagem ao ciclo de atividades do centen\u00e1rio da UFMG, cujo tema \u00e9 <em>Universidade e Democracia<\/em>, Sandra Goulart destacou a atualidade do pensamento drummondiano. Segundo ela, celebrar Drummond \u00e9 reafirmar a cr\u00edtica sutil e persistente \u00e0 opress\u00e3o e o compromisso com o Estado Democr\u00e1tico de Direito \u2013 valores que, nas palavras da reitora, \u201cainda precisamos defender nos tempos atuais, para nossa enorme surpresa\u201d. Encerrando a fala, Sandra citou Ad\u00e9lia Prado para lembrar a perman\u00eancia da obra do poeta: \u201cComo diz Ad\u00e9lia, o que a mem\u00f3ria ama fica eterno. E Drummond ser\u00e1 sempre eterno nos nossos cora\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"medium\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/raquel-vilela-640x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Raquel Vilela: ci\u00eancia e poesia buscam a cura\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tRaquel Vilela: ci\u00eancia e poesia buscam a cura\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Raphaella Dias | UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ci\u00eancia como poesia<\/strong><br>A professora Raquel Virg\u00ednia Rocha Vilela, do Departamento de An\u00e1lises Cl\u00ednicas e Toxicol\u00f3gicas da Faculdade de Farm\u00e1cia, refletiu sobre o motivo pelo qual Carlos Drummond de Andrade persistira at\u00e9 a conclus\u00e3o do curso de Farm\u00e1cia, j\u00e1 que nunca exerceria a profiss\u00e3o.&nbsp;&#8220;O que ele procurava? O que o prendeu at\u00e9 o final dessa jornada? Acredito que escolhas, sejam elas quais forem, nunca s\u00e3o por acaso. Existe um n\u00facleo sentimental que nos leva a faz\u00ea-lo&#8221;, provocou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora explicou que, para Drummond, a forma\u00e7\u00e3o farmac\u00eautica foi mais do que uma obriga\u00e7\u00e3o ou um desvio imposto, funcionando como laborat\u00f3rio po\u00e9tico e existencial. A professora afirmou que Drummond \u201caprendeu que toda ci\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 uma forma de poesia. Ambas buscam sua cura, uma do corpo, a outra da alma.\u201d Essa perspectiva revelou o curso de Farm\u00e1cia como um espa\u00e7o de experimenta\u00e7\u00e3o e autoconhecimento, onde o poeta descobriu um sentido que ultrapassa a simples pr\u00e1tica profissional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ironia e desajuste<\/strong><br>O ator Odilon Esteves apresentou a leitura dram\u00e1tica <em>Drummond e a pharm\u00e1cia: 100 anos de uma formatura<\/em>, performance que entrela\u00e7ou poesia, mem\u00f3ria e teatro para revisitar a juventude do poeta na antiga Escola de Farm\u00e1cia e Odontologia de Belo Horizonte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O artista conduziu a plateia por um percurso que come\u00e7ou na indecis\u00e3o do jovem Drummond diante das expectativas familiares e sociais, atravessou sua forma\u00e7\u00e3o como farmac\u00eautico e culminou na descoberta da palavra como destino. Ele interpretou trechos de poemas como <em>A consci\u00eancia suja<\/em> e <em>Jos\u00e9<\/em>, al\u00e9m de excertos de cartas trocadas entre o escritor e o amigo Amorim, colega de turma e propriet\u00e1rio de farm\u00e1cias. Odilon costurou os textos com coment\u00e1rios e reflex\u00f5es sobre a tens\u00e3o entre a ci\u00eancia e a cria\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, tema que, segundo ele, Drummond enfrentou \u201ccom humor, lucidez e certo espanto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A leitura tamb\u00e9m recuperou o discurso de formatura de 1925, no qual Drummond, ent\u00e3o orador da turma, declarava preferir \u201cser um homem de laborat\u00f3rio, e n\u00e3o de tribuna\u201d. Odilon interpretou esse trecho como uma antecipa\u00e7\u00e3o da ironia e do desajuste que mais tarde marcariam a obra drummondiana: \u201cAli j\u00e1 estava o embri\u00e3o do cronista e do poeta que transformaria o fracasso em mat\u00e9ria-prima de beleza\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cerim\u00f4nia contou ainda com o lan\u00e7amento do document\u00e1rio <em>Drummond: a farmacologia das palavras<\/em>, produzido pela TV UFMG. O filme recupera a trajet\u00f3ria acad\u00eamica de Carlos Drummond de Andrade, entre 1923 e 1925, e mostra como essa experi\u00eancia influenciou sua forma\u00e7\u00e3o intelectual e sua obra liter\u00e1ria. O document\u00e1rio apresenta registros hist\u00f3ricos, imagens de arquivo e leituras de poemas que revelam o olhar cr\u00edtico e sens\u00edvel do escritor sobre a ci\u00eancia, a educa\u00e7\u00e3o e a vida universit\u00e1ria. A equipe valeu-se de entrevistas, da documenta\u00e7\u00e3o reunida no Centro de Mem\u00f3ria da Faculdade de Farm\u00e1cia e esteve em Itabira, terra natal do poeta, lugar central e recorrente em sua obra. <\/p>\n\n\n\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"DRUMMOND - Farmacologia das palavras\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/olfUNJ4vqEs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"featured_media":12929,"template":"","class_list":["post-12860","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news\/12860","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12929"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12860"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}