{"id":13550,"date":"2025-11-25T12:20:00","date_gmt":"2025-11-25T15:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/?post_type=news&#038;p=13550"},"modified":"2025-11-25T21:40:03","modified_gmt":"2025-11-26T00:40:03","slug":"docentes-negros-unem-forcas-em-busca-de-representatividade-visibilidade-e-inclusao","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/ensino\/docentes-negros-unem-forcas-em-busca-de-representatividade-visibilidade-e-inclusao\/","title":{"rendered":"Docentes negros unem for\u00e7as em busca de representatividade, visibilidade e inclus\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao reconhecerem os desafios enfrentados para cursar a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e ingressar na doc\u00eancia, alguns professores negros da UFMG perceberam que muitas de suas viv\u00eancias na universidade eram comuns. Essa identifica\u00e7\u00e3o levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Coletivo de Docentes Negros, iniciativa alinhada ao projeto de constru\u00e7\u00e3o de uma universidade plural e diversa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desse encontro, formou-se um espa\u00e7o de di\u00e1logo, que hoje re\u00fane cerca de 70 integrantes. O levantamento mais recente mostra que existem 18% de professores pretos e pardos na UFMG, o que representa cerca de 550 professores. Entretanto, nem todos eles se reconhecem como pessoas negras, explica uma das lideran\u00e7as do grupo, o professor Rodrigo Ednilson de Jesus, da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o. \u201cEstamos no processo de divulga\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia desse projeto. Ainda somos poucos dentro da universidade. Mas nem todas as pessoas, mesmo as que se reconhecem negras, participam do coletivo. Isso \u00e0s vezes deixa alguns de n\u00f3s invis\u00edveis ou sozinhos dentro de nossas unidades, o que nos desafia a compartilhar outra perspectiva de doc\u00eancia e de curr\u00edculo\u201d, afirma Ednilson, que preside a Comiss\u00e3o Permanente de A\u00e7\u00f5es Afirmativas e Inclus\u00e3o (CPAAI) da UFMG.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-24-at-16.54.17-e1764083364375-336x445.jpeg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Ana Luiza tem forma\u00e7\u00e3o em Nutri\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia de Alimentos\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tAna Luiza tem forma\u00e7\u00e3o em Nutri\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia de Alimentos\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Ros\u00e2nia Felipe | EEUFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sub-representa\u00e7\u00e3o e pol\u00edtica de afirma\u00e7\u00f5es<\/strong><br>A sub-representa\u00e7\u00e3o de professores negros \u00e9 um dos principais desafios enfrentados pelo coletivo. Professora do Departamento de Nutri\u00e7\u00e3o da Escola de Enfermagem, Ana Luiza Moraes dos Santos reflete sobre como \u00e9 estar em um ambiente predominantemente branco e, sobretudo, sobre o baixo n\u00famero de mulheres negras, embora sua \u00e1rea seja  majoritariamente ocupada por mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c0s vezes, eu n\u00e3o consigo discutir e me sentir pertencente \u00e0quele ambiente por essa aus\u00eancia de representatividade\u201d, comenta Ana Luiza, uma das duas professoras autodeclaradas pretas no departamento. Ambas ingressaram na UFMG por meio da pol\u00edtica de a\u00e7\u00f5es afirmativas para docentes. Segundo ela, se operacionalizada de forma eficaz, essa pol\u00edtica pode contribuir para uma diversidade de pautas e de saberes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cObservamos, sim, essa sub-representa\u00e7\u00e3o na Nutri\u00e7\u00e3o, um curso t\u00e3o grande, mas que abriga apenas duas professoras. Eu vejo que a amplia\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas, n\u00e3o s\u00f3 nos concursos, mas tamb\u00e9m na inser\u00e7\u00e3o na gradua\u00e7\u00e3o, na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, possibilitar\u00e1 que essas pessoas consigam se formar e depois participar de projetos de mestrado e doutorado e, por fim, os que desejarem, ingressar na carreira acad\u00eamica docente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ana Luiza tamb\u00e9m reflete sobre as eventuais repercuss\u00f5es entre os alunos de um corpo docente mais diverso: \u201cO fato de n\u00f3s duas estarmos inseridas num departamento que antes era 100% branco j\u00e1 traz alguns desconfortos. Mas nossa presen\u00e7a tamb\u00e9m representa acolhida para os alunos, que est\u00e3o sempre em busca de identifica\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aquilombar \u00e9 preciso<\/strong><br>\u201c\u00c9 tempo de formar novos quilombos!\u201d O verso da <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/pessoas\/escrever-e-exercicio-de-coragem-afirma-conceicao-evaristo-doutora-honoris-causa-da-ufmg\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/pessoas\/escrever-e-exercicio-de-coragem-afirma-conceicao-evaristo-doutora-honoris-causa-da-ufmg\/\">escritora Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, Doutora Honoris Causa da UFMG<\/a>, simboliza a necessidade da forma\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os seguros para a comunidade negra, promovendo a uni\u00e3o, a articula\u00e7\u00e3o de saberes e a luta pela liberdade e justi\u00e7a social. O Coletivo de Docentes Negros surge, ent\u00e3o, para conectar e fortalecer esse grupo de professores para pensar a universidade sob uma perspectiva diversa e mais inclusiva, como afirma Ana Luiza Moraes: \u201cAs trocas que o coletivo permite nos fortalecem, porque, como a universidade \u00e9 um espa\u00e7o muito embranquecido, formar esses pequenos quilombos faz a gente se enxergar e pensar em formas transversais de trabalhar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c0 medida que a universidade vai se tornando mais diversa, nossos corpos tendem a causar menos estranheza, e os colegas, em sua maioria brancos, passam a n\u00e3o nos tomar mais como n\u00e3o professores&#8221;, avalia a professora Rosy Mary dos Santos Isaias, do Departamento de Bot\u00e2nica do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas. Ela, que tamb\u00e9m integra o coletivo, enfatiza a import\u00e2ncia de enfrentar o racismo estrutural presente na sociedade e nos pr\u00f3prios ambientes acad\u00eamicos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rosy, que est\u00e1 na UFMG h\u00e1 cerca de 30 anos, avalia que o perfil da comunidade acad\u00eamica mudou, mas a jornada est\u00e1 longe do fim: \u201cAs discuss\u00f5es levantadas n\u00e3o somente no Novembro Negro, mas em todas as oportunidades, s\u00e3o uma forma de enfrentar esse olhar enviesado, que n\u00e3o enxerga a intelectualidade, a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e os espa\u00e7os de poder em corpos negros&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Biblioteca ancestral<\/strong><br>\u201cCom quais saberes, com quais docentes negros da UFMG voc\u00ea se encontrou ao longo de sua trajet\u00f3ria?\u201d <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/docentesnegrosufmg\/\">O questionamento feito em uma rede social do coletivo <\/a>chama a aten\u00e7\u00e3o para um debate que n\u00e3o se restringe \u00e0 representatividade, mas se refere \u00e0 possibilidade das ci\u00eancias, das letras, das artes e demais \u00e1reas serem pluriepist\u00eamicas.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/08\/Rodrigo-Ednilson-scaled-e1764085082425-336x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Rodrigo Ednilson: pedagogias em outros ambientes\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tRodrigo Ednilson: pedagogias em outros ambientes\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Foca Lisboa | UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coletivo refor\u00e7a que cada docente negro carrega consigo diversos saberes em sua biblioteca ancestral. Rodrigo Ednilson explica o conceito: \u201c\u00c9 o reconhecimento de que n\u00f3s, pessoas negras \u2013 e existem outros grupos tamb\u00e9m nesse sentido \u2013 n\u00e3o aprendemos s\u00f3 na escola ou s\u00f3 na universidade. Tamb\u00e9m levamos para a sala de aula experi\u00eancias de outros lugares de forma\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma biblioteca ancestral, portanto, representa uma s\u00e9rie de refer\u00eancias n\u00e3o s\u00f3 bibliogr\u00e1ficas, mas tamb\u00e9m de viv\u00eancias, por exemplo, em terreiros onde alguns frequentam, em suas comunidades de origem e nas manifesta\u00e7\u00f5es culturais que abra\u00e7am, como o candombl\u00e9, a capoeira e o maracatu. \u201cExistem pedagogias nesses espa\u00e7os que tamb\u00e9m nos educam, nos ensinam&#8221;, explica Ednilson.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rosy Isaias enfatiza: \u201cEu n\u00e3o acredito no fazer ci\u00eancia de forma solit\u00e1ria\u201d. Ela reconhece a potencialidade e a energia do coletivo, que promove discuss\u00f5es e a troca de saberes, que s\u00e3o sempre muito estimulantes: \u201c\u00c9 muito bom olhar ao redor e encontrar fen\u00f3tipos como o meu, que eram rar\u00edssimos h\u00e1 30 anos, quando tomei posse na UFMG. Cada um de n\u00f3s traz uma contribui\u00e7\u00e3o pessoal para o coletivo. Assim, crescemos e vamos ampliando nossos repert\u00f3rios de viv\u00eancias e buscando solu\u00e7\u00f5es inovadoras para velhos problemas acad\u00eamicos e pessoais.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/Rosy-Isaias-336x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Em 2024, Rosy Isaias tornou-se a primeira mulher negra bolsista 1A do CNPq\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tEm 2024, Rosy Isaias tornou-se a primeira mulher negra bolsista 1A do CNPq\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Somos UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ambientes de resili\u00eancia<\/strong><br>Como primeira pesquisadora negra a alcan\u00e7ar o n\u00edvel mais alto de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), Rosy Isaias aborda a quest\u00e3o da ci\u00eancia plural sob a \u00f3tica da biodiversidade. \u201cQuanto mais biodiverso um bioma, mais resiliente ele \u00e9.  A diversidade nos ambientes cient\u00edficos tamb\u00e9m aumenta sua resili\u00eancia, pois eles ficam mais criativos, emp\u00e1ticos e produtivos. Essa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 livre do vi\u00e9s da hist\u00f3ria \u00fanica, com olhar \u00fanico sobre os problemas que se apresentam. Cada encontro, cada roda de conversa, cada leitura \u00e9 sempre inspiradora&#8221;, diz Rosy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em visitas a universidades, institutos federais e escolas p\u00fablicas de todo o pa\u00eds, Rosy Isaias carrega a mensagem da representatividade. Segundo ela, o objetivo \u00e9 mostrar aos estudantes que eles tamb\u00e9m podem e devem sonhar com uma carreira cient\u00edfica, \u201cque este local tamb\u00e9m \u00e9 deles\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao vislumbrar o futuro, Ana Luiza menciona que o coletivo sonha com a constru\u00e7\u00e3o de uma UFMG que seja, de fato, antirracista. \u201cSe a popula\u00e7\u00e3o negra representa em torno de 56% da sociedade, esse mesmo \u00edndice tamb\u00e9m deveria estar presente no quadro docente das universidades&#8221;, projeta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nutri\u00e7\u00e3o em perspectiva afro<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00e2mbito do Novembro Negro, Ana Luiza Moraes enxergou possibilidade de promover roda de conversa sobre nutri\u00e7\u00e3o em perspectiva afro. O momento, chamado de <em>Gira Ajeum, <\/em>possibilitou trocas entre alunos da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e da gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cTrazer essa discuss\u00e3o para dentro da universidade foi um marco, porque at\u00e9 ent\u00e3o ela n\u00e3o era feita aqui. E a forma com que eles demonstraram a identifica\u00e7\u00e3o comigo, por eu ser da mesma cor que eles, vindo de um lugar semelhante ao deles, \u00e9 muito importante, porque essa representatividade estimula os sonhos.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"large\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"330\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-24-at-16.54.17-1-e1764085040668-864x445.jpeg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Professora Ana Luiza Moares (de blusa laranja) com alunos da atividade 'Gira G1', na Escola de Enfermagem\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tProfessora Ana Luiza Moares (de blusa laranja) com alunos da atividade &#8216;Gira G1&#8217;, na Escola de Enfermagem\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Ros\u00e2nia Felipe | EEUFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Um(a) mestre(a) por dia<\/em><\/strong><br>Formado em 2024, o coletivo est\u00e1 em processo de consolida\u00e7\u00e3o, promovendo encontros dedicados ao conhecimento m\u00fatuo e ao fortalecimento de v\u00ednculos. Nesses momentos, docentes de diferentes \u00e1reas participam de di\u00e1logos e interc\u00e2mbios de experi\u00eancias. \u201cTemos desenvolvido algumas a\u00e7\u00f5es, cada um em sua unidade, e tamb\u00e9m promovido o interc\u00e2mbio dessas iniciativas, convidando colegas para participar\u201d, explica Rodrigo Ednilson.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o m\u00eas de novembro, dedicado \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria e da cultura afro-brasileira, al\u00e9m de combater o racismo estrutural, o coletivo se prop\u00f4s a apresentar a trajet\u00f3ria de alguns docentes negros da universidade por meio do projeto <em>Um(a) mestre(a) por dia<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNo Novembro Negro, al\u00e9m dessa a\u00e7\u00e3o, que visa dar visibilidade para a exist\u00eancia desses docentes, a nossa expectativa \u00e9 que, ao fim, a gente fa\u00e7a uma exposi\u00e7\u00e3o f\u00edsica&#8221;, adianta Ednilson, acrescentando que a ideia \u00e9 que esses professores se vejam e se reconhe\u00e7am, para que consigam tamb\u00e9m identificar linhas de pesquisa afins e possam se articular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio do m\u00eas, o coletivo participou de uma conversa com a <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/institucional\/alessandro-e-alamanda-encabecam-listas-triplices-para-escolha-do-novo-reitorado\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/institucional\/alessandro-e-alamanda-encabecam-listas-triplices-para-escolha-do-novo-reitorado\/\">chapa UFMG Acolhedora<\/a>, formada pelos professores Alessandro Fernandes Moreira (atual vice-reitor e candidato a reitor) e Alamanda Kfoury Pereira (diretora da Faculdade de Medicina e candidata a vice-reitora) indicada pela comunidade acad\u00eamica para comandar a Universidade no quadri\u00eanio 2026-2030. O encontro possibilitou uma reflex\u00e3o sobre a constru\u00e7\u00e3o de uma universidade acolhedora, socialmente referenciada e racialmente comprometida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pr\u00f3xima atividade do coletivo ser\u00e1 na sexta-feira, 28 de novembro, \u00e0s 17h. O grupo se reunir\u00e1 na sala C207 do CAD 2 para uma roda de conversa sobre as est\u00e9ticas epist\u00eamicas dos docentes negros. Em pauta, a discuss\u00e3o sobre a presen\u00e7a e atua\u00e7\u00e3o dos professores negros na UFMG, que, h\u00e1 pouco tempo era epis\u00f3dica ou at\u00e9 inexistente em algumas unidades de ensino. A iniciativa \u00e9 um convite para que docentes negros, tanto os que j\u00e1 est\u00e3o no coletivo quanto os que n\u00e3o est\u00e3o, unam-se para pensar estrat\u00e9gias acad\u00eamicas e pol\u00edticas na universidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"featured_media":13552,"template":"","class_list":["post-13550","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news\/13550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13552"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}