{"id":13805,"date":"2025-11-27T08:19:00","date_gmt":"2025-11-27T11:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/?post_type=news&#038;p=13805"},"modified":"2025-11-27T14:22:49","modified_gmt":"2025-11-27T17:22:49","slug":"salmonelose-bovina-tambem-contamina-humanos","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/pesquisa-e-inovacao\/salmonelose-bovina-tambem-contamina-humanos\/","title":{"rendered":"Salmonelose bovina tamb\u00e9m\u00a0contamina humanos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um grupo de pesquisadores da Escola de Veterin\u00e1ria da UFMG est\u00e1 investigando como um tipo espec\u00edfico de salmonela \u00e9 transmitido entre animais e como ocorre a passagem desses pat\u00f3genos para os humanos. A ideia da pesquisa surgiu h\u00e1 oito anos, no Laborat\u00f3rio de Anaer\u00f3bios (Laev) da Escola de Veterin\u00e1ria da UFMG. Na \u00e9poca, os pesquisadores perceberam que muitas das amostras analisadas continham a bact\u00e9ria <em>Salmonella enterica sorovariedade Dublin<\/em>, causadora da salmonelose septic\u00eamica, doen\u00e7a que leva a \u00f3bito metade dos animais que manifestam os sintomas ap\u00f3s contaminados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em busca de explica\u00e7\u00f5es para o alto n\u00famero de amostras contaminadas em bovinos, o grupo, liderado pelo professor do Departamento de Medicina Veterin\u00e1ria Preventiva da Escola de Veterin\u00e1ria da UFMG Rodrigo Ot\u00e1vio Silveira Silva, decidiu investigar as caracter\u00edsticas das fazendas cujos animais apresentavam a infec\u00e7\u00e3o. A necessidade do estudo ocorreu, tamb\u00e9m, porque a doen\u00e7a, de alguma maneira ainda n\u00e3o explicada pelos pesquisadores, pode ser transmitida para humanos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/Rodrigo-336x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Rodrigo: descobrir origem da contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tRodrigo: descobrir origem da contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Sarah Dutra | UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEntre as formas de salmonelose, essa \u00e9 uma das mais letais para os animais. Esse estudo surgiu quando percebemos o aumento de casos da doen\u00e7a em algumas fazendas de bovinos. Na sequ\u00eancia, procuramos entender a diversidade dessa bact\u00e9ria em outras fazendas. E foi a\u00ed que percebemos que ela apresentava certa resist\u00eancia a alguns antibi\u00f3ticos que s\u00e3o importantes para o tratamento em humanos e animais. Percebemos, tamb\u00e9m, que havia uma grande similaridade entre a bact\u00e9ria presente nos bovinos e aquelas coletadas em amostras de seres humanos\u201d, explica Rodrigo Ot\u00e1vio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de isolar as amostras dos animais de diferentes rebanhos e fazendas, o grupo sequenciou e confrontou as sequ\u00eancias gen\u00e9ticas com o banco de amostras de humanos que contra\u00edram a infec\u00e7\u00e3o. A compara\u00e7\u00e3o mostrou que as amostras de animais e de humanos tinham uma grande similaridade gen\u00e9tica, o que sugere a transmiss\u00e3o de animais para humanos. \u201cAinda n\u00e3o sabemos como essa transmiss\u00e3o ocorre, mas tudo indica que ela se d\u00e1 por meio de produtos de origem animal, como os alimentos\u201d, sup\u00f5e o professor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os produtos listados pelo pesquisador est\u00e3o leite e carne. Para evitar a contamina\u00e7\u00e3o, ele alerta para a import\u00e2ncia de que esses alimentos sejam bem preparados antes do consumo. \u201cUm bom cozimento da carne e a pasteuriza\u00e7\u00e3o do leite normalmente v\u00e3o ajudar a evitar esse tipo de contamina\u00e7\u00e3o. Mas h\u00e1 o risco do consumo da carne mal passada, por exemplo, como o carpaccio, ou de queijos que n\u00e3o passam por pasteuriza\u00e7\u00e3o ou por processo de cura\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Transmiss\u00e3o da bact\u00e9ria nos bovinos<\/strong><br>Rodrigo Ot\u00e1vio explica que a <em>Salmonella <\/em>Dublin \u00e9 uma bact\u00e9ria comum no intestino de bovinos e que em muitos animais n\u00e3o provoca sintomas. Por\u00e9m, por algum motivo ainda desconhecido pelos pesquisadores, a bact\u00e9ria pode vir a causar enfermidade em alguns animais. \u201cNeste estudo tamb\u00e9m tentamos investigar quais eram as caracter\u00edsticas das fazendas de gado com animais que adoeceram com a bact\u00e9ria. Se algum fator pr\u00e9-disponente acontece, e essa bact\u00e9ria cresce de forma exacerbada, ela sai do intestino e vai para alguns \u00f3rg\u00e3os. Nesses \u00f3rg\u00e3os, ela provoca uma infec\u00e7\u00e3o comumente letal. A cada dois bovinos que apresentam o quadro cl\u00ednico, um morre\u201d, informa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor acrescenta que a principal causa do espalhamento da doen\u00e7a \u00e9 a compra de animais contaminados. Por isso, o grupo pretende desenvolver m\u00e9todos de diagn\u00f3stico feitos por coleta de sangue ou fezes. O principal desafio consiste na dificuldade de isolar a bact\u00e9ria nas amostras. \u201cPor meio da amostra, pode-se achar que o animal n\u00e3o tem a doen\u00e7a, mas ele tem. Ainda \u00e9 dif\u00edcil que o comprador de bovinos tenha a certeza de que est\u00e1 adquirindo um animal saud\u00e1vel e sem a bact\u00e9ria. A \u00fanica maneira de se precaver \u00e9 por meio da investiga\u00e7\u00e3o do hist\u00f3rico da doen\u00e7a na fazendo de origem dos animais\u201d, diz Silva.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-19-at-13.32.01-336x445.jpeg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Gado de fazenda integrante da pesquisa, em Lagoa Santa\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tGado de fazenda integrante da pesquisa, em Lagoa Santa\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Isabella Zanon\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pr\u00f3ximo passo do estudo \u00e9 compreender com que frequ\u00eancia vacas que est\u00e3o parindo transmitem a doen\u00e7a aos bezerros. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 verificar se a f\u00eamea transmite o pat\u00f3geno logo ap\u00f3s o nascimento do filhote. \u201cNossa hip\u00f3tese \u00e9 que essa transmiss\u00e3o dentro das fazendas tamb\u00e9m ocorre imediatamente ap\u00f3s o parto, possivelmente nas primeiras mamadas, quando o bezerro ingere o colostro. Queremos aprofundar os estudos para identificar mecanismos capazes de reduzir a transmiss\u00e3o e a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a nas propriedades\u201d, explica o professor da Escola de Veterin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo ser\u00e1 publicado em breve na Revista Microbiol Spectrum. Al\u00e9m de Rodrigo Ot\u00e1vio, participam da pesquisa a mestranda Isabela Zanon, da UFMG, e as pesquisadoras Erika Ganda e Sophia Kenney, da PennState University.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"featured_media":13810,"template":"","class_list":["post-13805","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news\/13805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13810"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}