{"id":17842,"date":"2026-02-27T12:33:51","date_gmt":"2026-02-27T15:33:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/?post_type=news&#038;p=17842"},"modified":"2026-02-27T17:36:20","modified_gmt":"2026-02-27T20:36:20","slug":"em-quatro-volumes-joao-antonio-de-paula-passa-a-limpo-a-historia-da-ufmg","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/institucional\/em-quatro-volumes-joao-antonio-de-paula-passa-a-limpo-a-historia-da-ufmg\/","title":{"rendered":"Em quatro volumes, Jo\u00e3o Antonio de Paula passa a limpo a hist\u00f3ria da UFMG"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta segunda-feira, 2, \u00e0s 10h, ser\u00e3o lan\u00e7ados, no audit\u00f3rio da Reitoria, os volumes 1 e 2 (de um total de 4) da cole\u00e7\u00e3o <em>O centen\u00e1rio da UFMG: 1927-2027<\/em>, escrita pelo professor da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas (Face) Jo\u00e3o Antonio de Paula e publicada pela Editora UFMG. Os volumes \u201cre\u00fanem registros hist\u00f3ricos que ajudam a compreender a complexidade e a grandeza da UFMG, al\u00e9m de evidenciar a for\u00e7a humana e coletiva que sustenta a institui\u00e7\u00e3o desde a sua funda\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, na apresenta\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Professor cuja trajet\u00f3ria se confunde com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria recente da institui\u00e7\u00e3o, \u201cJo\u00e3o Antonio construiu uma narrativa rigorosa e, ao mesmo tempo, sens\u00edvel sobre a Universidade, digna do orgulho que por ela sentimos\u201d, diz Sandra. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO que Jo\u00e3o Antonio de Paula oferece ao leitor \u00e9 a apurada an\u00e1lise do que cercou a funda\u00e7\u00e3o da \u2018Universidade de Minas Gerais\u2019, destacando-se tr\u00eas aspectos: 1) s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es republicanas; 2) estabelecidas no contexto da crise do capitalismo liberal; 3) e na efervesc\u00eancia do modernismo cultural\u201d, completa Jacyntho Lins Brand\u00e3o, professor em\u00e9rito da Faculdade de Letras, no pref\u00e1cio do primeiro volume.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sandra Goulart ressaltou ainda o pioneirismo da Universidade e sua trajet\u00f3ria marcada pelo compromisso com o desenvolvimento social e econ\u00f4mico do Brasil, destacados por Jo\u00e3o Antonio em seu texto. \u201cContar a hist\u00f3ria da UFMG \u00e9 contar a hist\u00f3ria de Minas e do Brasil. Afinal, a Universidade nasceu do sonho inconfidente de tornar Minas Gerais um territ\u00f3rio de liberdade, democracia e justi\u00e7a\u201d, anotou a dirigente. \u201cUma universidade n\u00e3o apenas acompanha a hist\u00f3ria do Brasil, mas ajuda a constru\u00ed-la, afirmando, em cada gesto, seu projeto de futuro, baseado em sua voca\u00e7\u00e3o p\u00fablica, e sua defesa inconteste da democracia e da soberania nacional\u201d, registrou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para dar conta do tempo<\/strong><br>No pref\u00e1cio em que introduz o primeiro volume da cole\u00e7\u00e3o, Jacyntho Lins Brand\u00e3o parte de uma reflex\u00e3o sobre o car\u00e1ter nunca de todo apreens\u00edvel do tempo para ponderar a import\u00e2ncia que o alcance de um centen\u00e1rio pode ter para uma institui\u00e7\u00e3o como a UFMG. Para Jacyntho, \u201calcan\u00e7ar tal cifra s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel em regime de solidariedade quanto aos ideais e ininterrupta coopera\u00e7\u00e3o com vista a atingi-los\u201d. Nesse sentido, os centen\u00e1rios teriam \u201ca fun\u00e7\u00e3o de dar a ver o quanto institui\u00e7\u00f5es e comunidades ultrapassam os indiv\u00edduos, pois raros ser\u00e3o aqueles que, tendo-as visto no nascedouro, estar\u00e3o ainda presentes cem anos depois\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDito de outro modo: quem funda, porque funda, n\u00e3o tem a expectativa de comemorar os cem anos; quem comemora, por comemorar, tem a consci\u00eancia de que o faz por se incluir numa esp\u00e9cie de corrida de revezamento \u00e0 qual s\u00f3 chegou pelo valor daqueles que o antecederam\u201d, completa Jacyntho, em di\u00e1logo com o postulado agostiniano sobre o problema da apreens\u00e3o abstrata e concreta \u2013 ou coletiva e pessoal \u2013 do tempo. \u201cNos dois casos, entre o pessoal e o coletivo, o que se faz ver \u00e9 a grandeza da experi\u00eancia humana do tempo \u2013 e se, em termos abstratos, n\u00e3o sei dizer o que ele \u00e9, no n\u00edvel dos sentidos e cogni\u00e7\u00e3o sei como se deixa experimentar enquanto compartilhamento e participa\u00e7\u00e3o\u201d, conclui o intelectual.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"medium\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2026\/02\/joao-reitora-Foca-Lisboa-640x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"Sandra Regina Goulart Almeida e Jo\u00e3o Antonio de Paula em 2019, na abertura do ciclo de confer\u00eancias e semin\u00e1rios &#039;Tempos presentes&#039;\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Sandra Regina Almeida e Jo\u00e3o Antonio de Paula em 2019, na abertura do ciclo de confer\u00eancias e semin\u00e1rios 'Tempos presentes'\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tSandra Regina Almeida e Jo\u00e3o Antonio de Paula em 2019, na abertura do ciclo de confer\u00eancias e semin\u00e1rios &#8216;Tempos presentes&#8217;\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Foca Lisboa | UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os quatro volumes<\/strong><br>O primeiro volume aborda as origens da UFMG, da funda\u00e7\u00e3o da Faculdade de Direito, sua \u201chist\u00f3ria precedente\u201d, \u00e0 efetiva cria\u00e7\u00e3o da \u201cUniversidade de Minas Gerais\u201d, ocorr\u00eancias compreendidas no per\u00edodo 1892\u20131927. S\u00e3o oito cap\u00edtulos nesse primeiro caderno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dois primeiros introduzem as comemora\u00e7\u00f5es dos 100 anos da institui\u00e7\u00e3o, enquanto os quatro seguintes se dedicam ao contexto de funda\u00e7\u00e3o das primeiras unidades que viriam a compor a Universidade: a Faculdade de Direito, a \u201cEscola de Odontologia e Farm\u00e1cia\u201d (mais tarde desambiguada na Faculdade de Odontologia e na Faculdade de Farm\u00e1cia), a Faculdade de Medicina e a \u201cFaculdade de Engenharia\u201d (hoje denominada Escola de Engenharia).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dois \u00faltimos cap\u00edtulos tratam da cria\u00e7\u00e3o da Universidade, em setembro de 1927, como Universidade de Minas Gerais (UMG), e de sua rela\u00e7\u00e3o com o modernismo. Como se sabe, a ent\u00e3o UMG nasceu como um conglomerado de faculdades regionais. A federaliza\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o ocorreu em 1949, sendo que a ado\u00e7\u00e3o do nome \u201cUFMG\u201d, propriamente, s\u00f3 ocorreria em 1965.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo volume vai da cria\u00e7\u00e3o da UMG \u00e0 sua federaliza\u00e7\u00e3o, per\u00edodo (1927\u20131949) que se poderia entender, nas palavras de Jacyntho Lins Brand\u00e3o, como o da \u201cconstru\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria identidade\u201d. \u201cA crise mundial, iniciada em 1929, ao provocar o colapso das atividades exportadoras e dificuldades de importar, estimulou a elite intelectual, pol\u00edtica e empresarial do estado, resgatando os ideais da inconfid\u00eancia, a buscar um projeto de desenvolvimento\u201d, escreve Cl\u00e9lio Campolina Diniz, reitor da gest\u00e3o 2010-2014, na apresenta\u00e7\u00e3o do volume.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse segundo tomo, um cap\u00edtulo introdut\u00f3rio de Jo\u00e3o Antonio de Paula discorre justamente sobre como o per\u00edodo, um contexto de busca por um projeto de desenvolvimento, foi prop\u00edcio tanto para a consolida\u00e7\u00e3o da UMG como para o surgimento de diferentes experi\u00eancias universit\u00e1rias no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos cap\u00edtulos seguintes, Jo\u00e3o Antonio vai tratar da funda\u00e7\u00e3o de mais tr\u00eas unidades da UFMG: a Escola de Arquitetura, a Faculdade de Filosofia e a Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas. Os dois \u00faltimos cap\u00edtulos \u2013 s\u00e3o seis nesse volume \u2013 tratam da institucionaliza\u00e7\u00e3o da Universidade de Minas Gerais e de sua rela\u00e7\u00e3o com a segunda gera\u00e7\u00e3o modernista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPensar o itiner\u00e1rio da Universidade de Minas Gerais entre 1927 e 1949 \u00e9, inevitavelmente, tamb\u00e9m discutir as determina\u00e7\u00f5es estruturais do capitalismo brasileiro em seus amplos rebatimentos e, em particular, sobre a experi\u00eancia universit\u00e1ria brasileira\u201d, demarca Jo\u00e3o Antonio em dado momento desse tomo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ser lan\u00e7ado nos pr\u00f3ximos meses, o terceiro volume cobrir\u00e1 da federaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma universit\u00e1ria (1949-1968),  per\u00edodo marcado pela consolida\u00e7\u00e3o da Universidade como institui\u00e7\u00e3o federal. O \u00faltimo volume abrange da reforma universit\u00e1ria aos dias atuais (1968\u20132027), per\u00edodo em que a UFMG se redesenhou, tornando-se o que \u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"large\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"330\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2026\/02\/Foto_10-1-864x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"Vista parcial do campus Pampulha, a partir da Reitoria, antes da constru\u00e7\u00e3o dos principais pr\u00e9dios que viriam a compor a &#039;cidade universit\u00e1ria&#039;\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Vista parcial do campus Pampulha, a partir da Reitoria, antes da constru\u00e7\u00e3o dos principais pr\u00e9dios que viriam a compor a 'cidade universit\u00e1ria'\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tVista parcial do campus Pampulha, a partir da Reitoria, antes da constru\u00e7\u00e3o dos principais pr\u00e9dios que viriam a compor a &#8216;cidade universit\u00e1ria&#8217;\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Acervo de Ana Mota\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dedicat\u00f3rias: uma hist\u00f3ria \u00e0 parte<\/strong><br>Cada volume foi dedicado a tr\u00eas nomes cujas biografias pessoais ajudam a contar a centen\u00e1ria hist\u00f3ria da Universidade. Os escolhidos s\u00e3o personagens que, \u201cem sua diversidade de \u00e1reas e \u00e9pocas, refletem, vagamente, a rica e exitosa mat\u00e9ria da UFMG\u201d, escreve Jo\u00e3o Antonio de Paula. Como crit\u00e9rio, o autor selecionou apenas nomes \u201cque j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o mais entre n\u00f3s\u201d, al\u00e9m de se ter focado em pessoas que teve \u201co privil\u00e9gio de conhecer e mesmo de conviver, em alguns casos, com viva amizade\u201d. O objetivo, com esses recortes, era enfrentar o desafio de escolher doze pessoas a quem homenagear em uma institui\u00e7\u00e3o na qual avultam centenas de nomes de relev\u00e2ncia nacional e mesmo internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro calhama\u00e7o \u00e9 dedicado a <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/95anos\/diversa-95\/um-seculo-dedicado-ao-humanismo-verdadeiramente-democratico\/\">\u00c2ngela Tonelli Vaz Le\u00e3o<\/a> (1922-2024), primeira diretora da Faculdade de Letras, respons\u00e1vel por sua implementa\u00e7\u00e3o em 1968; a <a href=\"https:\/\/sbsociologia.com.br\/project\/antonio-luiz-paixao\/\">Ant\u00f4nio Luiz Paix\u00e3o (1947-1996)<\/a>, soci\u00f3logo pioneiro nos estudos sobre o crime e a viol\u00eancia no Brasil, professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (Fafich); e <a href=\"https:\/\/padrevaz.com.br\/\">Henrique Cl\u00e1udio de Lima Vaz (1921-2002)<\/a>, docente do Departamento de Filosofia da Fafich que dedicou sua carreira a colocar em di\u00e1logo o pensamento crist\u00e3o, a modernidade e a ci\u00eancia (assim como a a\u00e7\u00e3o) de perspectiva humanista e revolucion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo volume \u00e9 dedicado a <a href=\"https:\/\/www3.ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/morre-o-professor-emerito-evando-mirra-vice-reitor-da-ufmg-nos-anos-1990\">Evando Mirra de Paula e Silva (1943-2018)<\/a>, professor da Escola de Engenharia, refer\u00eancia nas pesquisas do campo da metalurgia e dos materiais, com larga atua\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m em cargos de gest\u00e3o, tendo sido vice-reitor na gest\u00e3o 1990-1994; Francisco Igl\u00e9sias (1923-1999), professor da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas (Face) <a href=\"https:\/\/www3.ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/professor-da-face-lanca-biografia-de-francisco-iglesias\">que se destacou por estudos da hist\u00f3ria econ\u00f4mica, pol\u00edtica e social dos s\u00e9culos 19 e 20<\/a>; e Helena Greco (1916-2011), ativista e pol\u00edtica brasileira reconhecida nacional e internacionalmente por sua atua\u00e7\u00e3o na resist\u00eancia \u00e0 ditadura, <a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/online\/arquivos\/020269.shtml\">graduada em Farm\u00e1cia pela UFMG<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A previs\u00e3o \u00e9 que os volumes 3 e 4, que completam a cole\u00e7\u00e3o, sejam lan\u00e7ados no decorrer de 2027, preparando terreno para as comemora\u00e7\u00f5es do dia 7 de setembro do pr\u00f3ximo ano, quando a Universidade completar\u00e1 seu primeiro centen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O autor e os sentidos da institui\u00e7\u00e3o universidade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jo\u00e3o Antonio de Paula \u00e9 graduado em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas pela UFMG, mestre em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e doutor em Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). Professor titular do Departamento de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas (Face) e do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), foi tamb\u00e9m pr\u00f3-reitor de Planejamento e Desenvolvimento e pr\u00f3-reitor de Extens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conhecido por seu tr\u00e2nsito entre campos distintos do saber, como a literatura e as ci\u00eancias sociais, Jo\u00e3o Antonio \u00e9 autor de dezenas de obras que abrangem amplo espectro tem\u00e1tico. Seus livros transitam das ci\u00eancias econ\u00f4micas \u2013 tema de sua doc\u00eancia e de sua pesquisa mais formal \u2013 \u00e0 hist\u00f3ria pol\u00edtica, social, econ\u00f4mica, sanit\u00e1ria, biogr\u00e1fica e cultural de Belo Horizonte, de Minas Gerais e do pa\u00eds. Nesse sentido, uma das principais marcas de sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 a mirada transdisciplinar que lan\u00e7a para seus objetos de interesse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns livros que Jo\u00e3o Antonio publicou nas \u00faltimas d\u00e9cadas exemplificam essa amplitude de escopo de seus interesses intelectuais. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, ele lan\u00e7ou, entre outros: <em>Livraria Amadeu<\/em> (Conceito Editorial, 2006), <em>Ra\u00edzes da modernidade em Minas Gerais<\/em> (Editora Aut\u00eantica, 2007), <em>A transdisciplinaridade e os desafios contempor\u00e2neos<\/em> (Editora UFMG, 2008), <em>Cr\u00edtica e emancipa\u00e7\u00e3o humana: ensaios marxistas<\/em> (Editora Aut\u00eantica, 2017), <em>A presen\u00e7a do esp\u00edrito de Minas: a UFMG e o desenvolvimento de Minas Gerais<\/em> (Editora UFMG, 2019), <em>Francisco Igl\u00e9sias: o caminho do historiador<\/em> (Conceito Editorial, 2020), <em>O capitalismo no Brasil<\/em> (Kotter Editorial, 2021), <em>Cap\u00edtulos de hist\u00f3ria do pensamento econ\u00f4mico do Brasil<\/em> (Hucitec Editora, 2021) e <em>Hist\u00f3ria, epidemias e capitalismo<\/em> (Editora UFMG, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2020, por ocasi\u00e3o do anivers\u00e1rio de 93 anos da UFMG, Jo\u00e3o Antonio concedeu longa entrevista a este Portal. Na conversa, que preconiza v\u00e1rios temas tratados na cole\u00e7\u00e3o que agora lan\u00e7a, ele destacou que, no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, a UFMG nasceu e se assentou sobre a mesma tens\u00e3o constitutiva que deu azo ao inconfidente estado de Minas Gerais. Jo\u00e3o falou da \u201cpermanente tens\u00e3o\u201d que, no estado, sempre articulou classicismo e modernismo, monarquia e rep\u00fablica, tradi\u00e7\u00e3o e modernidade, conservadorismo e disrup\u00e7\u00e3o, repress\u00e3o e rebeldia \u2013 quando n\u00e3o insurrei\u00e7\u00e3o, na velha luta pela liberdade. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jo\u00e3o Antonio tamb\u00e9m defendeu que a institui\u00e7\u00e3o universidade segue sendo um instrumento incontorn\u00e1vel para a emancipa\u00e7\u00e3o \u00e9tica humana, talvez o principal deles. \u201cPara que serve a universidade, o que \u00e9 espec\u00edfico da universidade? Entendo que h\u00e1 pelo menos quatro coisas a\u00ed. Primeiro, temos a universidade como uma esp\u00e9cie de \u2018reserva moral\u2019 da sociedade, de reserva de certos valores universais. Estamos falando das ideias de liberdade, de justi\u00e7a, de verdade. Isto \u00e9 parte da raz\u00e3o de ser da universidade: reafirmar esses valores universais. Esse \u00e9 seu compromisso inegoci\u00e1vel\u201d, demarcou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seguida, Jo\u00e3o destacou a institui\u00e7\u00e3o universidade como o \u201clugar de preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio cultural da humanidade\u201d, isto \u00e9, o reposit\u00f3rio do conhecimento \u201cdas grandes conquistas da civiliza\u00e7\u00e3o\u201d; depois, a universidade como \u201co lugar da produ\u00e7\u00e3o do conhecimento novo\u201d, seara da inova\u00e7\u00e3o, da inven\u00e7\u00e3o e do avan\u00e7o; e, por fim, a universidade como \u201cum dos instrumentos da emancipa\u00e7\u00e3o humana, que abrange liberdade, igualdade, diversidade e sustentabilidade\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/pesquisa-e-inovacao\/universidade-e-instrumento-para-emancipacao-etica-humana-afirma-joao-antonio-de-paula\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/pesquisa-e-inovacao\/universidade-e-instrumento-para-emancipacao-etica-humana-afirma-joao-antonio-de-paula\/\">Leia a entrevista na \u00edntegra. <\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro<\/strong>: <em>O centen\u00e1rio da UFMG: 1927-2027<\/em> (volume um)<br><strong>Autor<\/strong>: Jo\u00e3o Antonio de Paula<br>Editora UFMG<br>R$ 70 \/ 211 p\u00e1ginas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Livro<\/strong>: <em>O centen\u00e1rio da UFMG: 1927-2027<\/em> (volume dois)<br><strong>Autor<\/strong>: Jo\u00e3o Antonio de Paula<br>Editora UFMG<br>R$ 65 \/ 211 p\u00e1ginas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"featured_media":17846,"template":"","class_list":["post-17842","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news\/17842","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17846"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17842"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}