{"id":20441,"date":"2026-05-06T08:32:16","date_gmt":"2026-05-06T11:32:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/?post_type=news&#038;p=20441"},"modified":"2026-05-08T13:56:30","modified_gmt":"2026-05-08T16:56:30","slug":"ufmg-vai-conduzir-demarcacao-fisica-de-terra-indigena-no-mato-grosso","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/extensao\/ufmg-vai-conduzir-demarcacao-fisica-de-terra-indigena-no-mato-grosso\/","title":{"rendered":"UFMG vai conduzir demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica de terra ind\u00edgena no Mato Grosso"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Instituto de Geoci\u00eancias (IGC) da UFMG est\u00e1 come\u00e7ando os procedimentos t\u00e9cnicos para a demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica da Terra Ind\u00edgena Kawahiva do Rio Pardo, localizada no munic\u00edpio de Colniza, no noroeste do estado de Mato Grosso. Com a libera\u00e7\u00e3o de recursos no valor de R$ 2,1 milh\u00f5es e a aprova\u00e7\u00e3o de plano de trabalho pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (Funai), pesquisadores liderados pela professora S\u00f3nia Maria Carvalho Ribeiro, do Departamento de Cartografia e do Centro de Sensoriamento Remoto (CSR), estar\u00e3o em campo para atividades de georreferenciamento, implanta\u00e7\u00e3o de marcos f\u00edsicos e instala\u00e7\u00e3o de placas de indica\u00e7\u00e3o dos limites, entre outros, da terra ind\u00edgena ocupada pelo povo isolado Kawahiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abrangendo \u00e1rea de 411.844 hectares e aproximadamente 323 quil\u00f4metros de per\u00edmetro, a regi\u00e3o foi declarada de posse permanente da etnia Kawahiva por meio da Portaria 481, de 19 de abril de 2016. No fim de 2025, a Funai assinou termo de execu\u00e7\u00e3o descentralizada com a UFMG para realiza\u00e7\u00e3o das atividades t\u00e9cnicas especializadas relacionadas \u00e0 demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica. O objetivo central \u00e9 fornecer suporte t\u00e9cnico-cient\u00edfico para subsidiar a demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica, conforme previsto na legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A demanda pela demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio dos Kawahiva se estende h\u00e1 quase 30 anos, desde a confirma\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia da etnia pela Funai. Sem a conclus\u00e3o do processo demarcat\u00f3rio, a \u00e1rea e o povo que nela habita permanecem expostos a riscos relacionados ao desmatamento, \u00e0 grilagem de terras, ao garimpo e \u00e0 expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio. De acordo com o Instituto ClimaInfo, o hist\u00f3rico de invas\u00f5es ao territ\u00f3rio j\u00e1 teria resultado na morte de pelo menos um ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a professora S\u00f3nia Maria Carvalho Ribeiro, a coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da UFMG \u00e9 uma forma de garantir suporte especializado em topografia e cartografia para demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica de territ\u00f3rios ind\u00edgenas em respeito \u00e0 territorialidade e identidade cultural desses povos. \u201c\u00c9 uma grande responsabilidade, mas tamb\u00e9m um orgulho contribuir diretamente para prote\u00e7\u00e3o dos direitos do povo Kawahiva\u201d, ressalta a professora, que tem forma\u00e7\u00e3o em engenharia florestal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A <em>Demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica da Terra Ind\u00edgena Kawahiva do Rio Pardo<\/em>, <em>localizada no noroeste do estado de MT<\/em> \u00e9 um projeto de extens\u00e3o gerenciado pela Funda\u00e7\u00e3o Christiano Ottoni, no valor de R$5,5 milh\u00f5es, e envolve o trabalho de aproximadamente 60 pesquisadores. A dura\u00e7\u00e3o do projeto ser\u00e1 de um ano e oito meses.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"medium\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2026\/05\/equipe-demarcacao-640x445.jpeg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Equipe de pesquisadores que vai atuar na demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica da Terra Ind\u00edgena Kawahiva do Rio Pardo, em Mato Grosso\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tEquipe de pesquisadores que vai atuar na demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica da Terra Ind\u00edgena Kawahiva do Rio Pardo, em Mato Grosso\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Arquivo S\u00f3nia Carvalho Ribeiro\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Demarca\u00e7\u00e3o no Par\u00e1<\/strong><br>A UFMG disp\u00f5e de reconhecida expertise em geotecnologias, an\u00e1lise territorial, cartografia tem\u00e1tica, sensoriamento remoto e produ\u00e7\u00e3o de documentos t\u00e9cnicos para regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria e territorial, garantindo rigor cient\u00edfico, independ\u00eancia t\u00e9cnica e conformidade com os normativos federais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2025, o Departamento de Cartografia foi respons\u00e1vel pela demarca\u00e7\u00e3o f\u00edsica da terra ind\u00edgena Kaxuyana-Tunayana, com aproximadamente 144 quil\u00f4metros de per\u00edmetro, localizada no norte do Par\u00e1, divisa com o Amazonas. Tamb\u00e9m sob a gest\u00e3o administrativa e financeira da Funda\u00e7\u00e3o Christiano Ottoni, o trabalho de campo referente a essa atividade, incluindo servi\u00e7os topogr\u00e1ficos e cartogr\u00e1ficos, envolveu montante aproximado de R$7 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n<section class=\"space-y-1 lg:px-8\">\n  <h3 class=\"text-lg font-semibold\">\n    Not\u00edcias relacionadas:\n  <\/h3>\n      <a class=\"flex gap-2 items-center text-[1.25rem]\" href=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/pesquisa-e-inovacao\/pesquisa-conta-a-historia-da-escola-maxakali\/\">\n      <i class=\"ti ti-corner-down-right\"><\/i>\n      <div class=\"pt-[0.4375rem]\">\n        <h4 class=\"text-lg font-normal text-neutral-500 line-clamp-2\">\n          <span class=\"text-primary-300 text-sm uppercase\">\n            Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o          <\/span>\n          Disserta\u00e7\u00e3o escrita em l\u00edngua ind\u00edgena conta a hist\u00f3ria da escola maxakali        <\/h4>\n        <p class=\"text-sm text-neutral-300 line-clamp-2\">\n          Para o povo tikm\u0169\u2019\u0169n, mais conhecido como maxakali, qualquer lugar pode ser a escola. O aprendizado come\u00e7a na kuxex, que pode ser traduzida como casa de religi\u00e3o ou de ritual. L\u00e1, os ind\u00edgenas aprendem a cantar, pintar e&nbsp;pescar, entre outras habilidades. \u00c9 o que relata Lucio Maxakali, autor da primeira disserta\u00e7\u00e3o de mestrado escrita em [&hellip;]        <\/p>\n      <\/div>\n    <\/a>\n      <a class=\"flex gap-2 items-center text-[1.25rem]\" href=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/arte-e-cultura\/exposicao-exibe-resultados-do-projeto-hamhi-terra-viva-de-restauracao-de-areas-degradadas\/\">\n      <i class=\"ti ti-corner-down-right\"><\/i>\n      <div class=\"pt-[0.4375rem]\">\n        <h4 class=\"text-lg font-normal text-neutral-500 line-clamp-2\">\n          <span class=\"text-primary-300 text-sm uppercase\">\n            Arte e Cultura          <\/span>\n          Exposi\u00e7\u00e3o exibe resultados do projeto H\u00e3mhi Terra Viva, de restaura\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas        <\/h4>\n        <p class=\"text-sm text-neutral-300 line-clamp-2\">\n          Chegou ao Espa\u00e7o do Conhecimento UFMG a&nbsp;Exposi\u00e7\u00e3o H\u00e3mhitupm\u00e3: alegrar a terra.&nbsp;Com entrada livre e gratuita at\u00e9 o dia 10 de agosto, a&nbsp;mostra apresenta resultados do projeto H\u00e3mhi Terra Viva, realizado com o povo Tikm\u0169\u2019\u0169n-Maxakali. Fruto do encontro entre saberes ancestrais e pr\u00e1ticas da agroecologia, a iniciativa j\u00e1 promoveu a restaura\u00e7\u00e3o de 156 hectares de \u00e1reas [&hellip;]        <\/p>\n      <\/div>\n    <\/a>\n      <a class=\"flex gap-2 items-center text-[1.25rem]\" href=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/coberturas-especiais\/mulheres-indigenas-podem-reflorestar-o-pensamento-afirma-celia-xakriaba\/\">\n      <i class=\"ti ti-corner-down-right\"><\/i>\n      <div class=\"pt-[0.4375rem]\">\n        <h4 class=\"text-lg font-normal text-neutral-500 line-clamp-2\">\n          <span class=\"text-primary-300 text-sm uppercase\">\n            Coberturas especiais          <\/span>\n          Mulheres ind\u00edgenas podem &#8216;reflorestar o pensamento&#8217;, afirma C\u00e9lia Xakriab\u00e1        <\/h4>\n        <p class=\"text-sm text-neutral-300 line-clamp-2\">\n          \u201c\u00c9 como se fosse um \u2018movimento flecha\u2019: s\u00f3 chega mais adiante quem tem sabedoria de voltar um pouco \u00e0 fonte do conhecimento da ci\u00eancia ancestral.\u201d&nbsp;\u00c9 assim que C\u00e9lia Xakriab\u00e1, primeira mulher ind\u00edgena a se tornar doutora pela UFMG, explica o significado do t\u00edtulo de sua tese,&nbsp;Ancestraliterra: sabedoria ind\u00edgena na pol\u00edtica e na universidade, defendida, em [&hellip;]        <\/p>\n      <\/div>\n    <\/a>\n  <\/section>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"featured_media":20442,"template":"","class_list":["post-20441","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news\/20441","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20442"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}