{"id":4322,"date":"2025-01-02T16:24:00","date_gmt":"2025-01-02T19:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/\/?post_type=news&#038;p=4322"},"modified":"2025-12-07T10:07:59","modified_gmt":"2025-12-07T13:07:59","slug":"judith-butler-participa-de-seminario-na-ufmg-sobre-politicas-contra-a-teoria-de-genero","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/comunicacao\/noticias\/pesquisa-e-inovacao\/judith-butler-participa-de-seminario-na-ufmg-sobre-politicas-contra-a-teoria-de-genero\/","title":{"rendered":"Judith Butler participa de semin\u00e1rio na UFMG sobre pol\u00edticas contra a teoria de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Atualiza\u00e7\u00e3o (7\/1\/2025, \u00e0s 12h25): a confer\u00eancia de Judith Butler, anteriormente programada para a abertura do evento, no dia 15 de janeiro, foi transferida para o dia 16, \u00e0s 18h, por v\u00eddeo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um grande n\u00famero de pa\u00edses, com mais intensidade desde o ano 2000, t\u00eam sido palco de ofensivas antig\u00eanero, que t\u00eam o objetivo de demonizar a ideia de g\u00eanero como uma das estrat\u00e9gias para refundar a no\u00e7\u00e3o de sociedade tradicional. Em raz\u00e3o da&nbsp;relev\u00e2ncia do fen\u00f4meno,&nbsp;pesquisadores de diferentes regi\u00f5es do mundo t\u00eam se dedicado&nbsp;a&nbsp; tentar&nbsp;compreender a&nbsp;sua&nbsp;emerg\u00eancia nos tempos atuais. Alguns desses pesquisadores estar\u00e3o em Belo Horizonte, de 15 a 17 de janeiro, para discutir o assunto sob os mais diversos \u00e2ngulos, no semin\u00e1rio&nbsp;<em>Quem tem medo de g\u00eanero?<\/em>, que ter\u00e1 atividades no Audit\u00f3rio da Reitoria, no campus Pampulha.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/08\/eb59521708aed80382bcf16fc5694e11_17353138610058_507684608-336x445.jpeg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Marco Prado coordena o N\u00facleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBTQIA+, o NUH\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tMarco Prado coordena o N\u00facleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBTQIA+, o NUH\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Acervo pessoal\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O evento \u00e9 fruto do projeto de resid\u00eancia&nbsp;<em>As pol\u00edticas contra o g\u00eanero e os processos de (des)democratiza\u00e7\u00e3o no Brasil<\/em>, desenvolvido no Instituto de Estudos Avan\u00e7ados Transdisciplinares (Ieat) da UFMG pelos professores Marco Aur\u00e9lio M\u00e1ximo Prado, do Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (Fafich), e Marcelo Cattoni de Oliveira, da Faculdade de Direito. Ambos integrantes do&nbsp;<a href=\"https:\/\/ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/nucleo-que-atua-por-direitos-humanos-e-cidadania-lgbt-estreia-novo-portal\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">N\u00facleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBTQIA+<\/a>&nbsp;(Prado \u00e9 o coordenador),&nbsp;eles&nbsp;organizam o encontro, ao lado de pesquisadores de outras institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ponto de partida para a elabora\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o e para as discuss\u00f5es \u00e9 o livro&nbsp;<em>Quem tem medo do g\u00eanero?<\/em>&nbsp;(Boitempo Editorial, 2024), da fil\u00f3sofa norte-americana Judith Butler. H\u00e1 sete anos, ela foi agredida em uma&nbsp;visita que fez&nbsp;a S\u00e3o Paulo. O&nbsp;epis\u00f3dio comp\u00f5e, junto&nbsp;com a ascens\u00e3o de pol\u00edticas antig\u00eanero na atualidade, o pensamento inaugural da obra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s e colegas do Brasil e de outros pa\u00edses estudamos a consolida\u00e7\u00e3o e a&nbsp;organiza\u00e7\u00e3o de atores e grupos pol\u00edticos que constituem essa ofensiva contra o g\u00eanero, fortalecendo posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e coletivas ultraconservadoras no seio das democracias\u201d, escrevem, em texto de divulga\u00e7\u00e3o do evento, Marco Prado e Marcelo Cattoni.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda em seu texto, como forma de anunciar a abordagem das palestras e dos debates, os professores da UFMG se perguntam sobre \u201cqual ser\u00e1 o estado dessas pol\u00edticas transnacionais de g\u00eanero, que disputas de poder elas encerram e qual o impacto da obra de Butler para a compreens\u00e3o das democracias contempor\u00e2neas\u201d. A concep\u00e7\u00e3o do evento partiu, segundo eles, de perspectivas transdisciplinares e visadas transnacionais. Judith Butler far\u00e1 confer\u00eancia no dia 16, \u00e0s 18h, por v\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Informa\u00e7\u00f5es podem ser consultadas&nbsp;na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.nuhufmg.com.br\/seminario\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">p\u00e1gina do semin\u00e1rio, no site do NUH<\/a>.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/08\/b78a55bf76f312d94ddb651448645305_17353141552669_1344546735-336x445.jpeg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Marcelo Cattoni: impacto da obra de Judith Butler para as democracias contempor\u00e2neas\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tMarcelo Cattoni: impacto da obra de Judith Butler para as democracias contempor\u00e2neas\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Acervo pessoal\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ataque aos estudos de g\u00eanero<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde a d\u00e9cada de 2010, o professor \u00c9ric Fassin, da Universidade de Paris 8 Vincennes\u2013Saint-Denis, tem trabalhado ao lado de colegas amea\u00e7ados pelas autoridades, especialmente na Turquia e no Brasil. Na Fran\u00e7a, segundo ele, os ataques aos estudos de g\u00eanero come\u00e7aram no in\u00edcio daquela d\u00e9cada e explodiram com as mobiliza\u00e7\u00f5es contra o &#8220;casamento para todos&#8221;, em 2012 e 2013. \u201cLogo me vi comparando com outros pa\u00edses da Europa, como Hungria e It\u00e1lia, e tamb\u00e9m da Am\u00e9rica Latina, como o Brasil\u201d, conta Fassin, que leciona e pesquisa na \u00e1rea de sociologia e estudos de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que chamou a aten\u00e7\u00e3o de Fassin foi que n\u00e3o se tratava apenas de uma rea\u00e7\u00e3o contra o progresso dos direitos das mulheres e das minorias sexuais. \u201cFoi tamb\u00e9m um ataque aos estudos de g\u00eanero\u201d, afirma. \u201cNa Fran\u00e7a, falamos de \u2018teoria de g\u00eanero\u2019, em vez de \u2018ideologia de g\u00eanero\u2019 \u2013 e ela foi atacada em nome do \u2018senso comum\u2019. Esse anti-intelectualismo marcou uma profunda diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cruzada do Vaticano contra o conceito de g\u00eanero; ele agora ressoava com uma corrente pol\u00edtica descrita como \u2018populista\u2019\u201d, explica o professor franc\u00eas, que vai participar de mesa no dia 16 de janeiro, \u00e0s 14h.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde meados da d\u00e9cada de 2010, na Fran\u00e7a, assim como nos Estados Unidos e no Brasil, prossegue Fassin, o anti-intelectualismo se espalhou, n\u00e3o apenas na esfera sexual (um exemplo \u00e9 a epidemia internacional de transfobia), mas tamb\u00e9m contra a Teoria Cr\u00edtica da Ra\u00e7a. \u201cAssim como no caso do g\u00eanero, a quest\u00e3o \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o do campo de estudo com os movimentos sociais, como MeToo e Black Lives Matter. Assim como o sexismo, a homofobia e a transfobia, o anti-intelectualismo tamb\u00e9m impulsiona a xenofobia, o racismo e a islamofobia. Sua ret\u00f3rica em nome da liberdade de express\u00e3o serviu de pretexto para atacar a liberdade acad\u00eamica\u201d, diz Fassin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor de Paris 8 ressalta que esse anti-intelectualismo pol\u00edtico n\u00e3o deve ser confundido com uma distin\u00e7\u00e3o sociol\u00f3gica \u2013 entre os intelectuais e o povo, ou entre graduados e os n\u00e3o graduados. \u201cTrata-se de uma ideologia que visa desviar o ressentimento das elites econ\u00f4micas e mobiliz\u00e1-lo contra as elites culturais.&nbsp;\u00c9 o ponto de encontro da ret\u00f3rica e da l\u00f3gica neoliberal e neofascista. As campanhas contra o g\u00eanero serviram como um catalisador para denunciar\u201d, esclarece \u00c9ric Fassin.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/08\/f38ff83aa3f000d37a4d726d0199a827_17353036631723_439696198-336x445.jpeg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Maria Clara: disputa em torno das pol\u00edticas para travestis e transexuais\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tMaria Clara: disputa em torno das pol\u00edticas para travestis e transexuais\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Acervo pessoal\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Direito das pessoas trans \u00e0 educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pedagoga formada pela PUC-SP e mestranda pela USP, Maria Clara Ara\u00fajo tem se debru\u00e7ado sobre a disputa em torno das pol\u00edticas educacionais para travestis e transexuais, lidando especialmente com projetos de lei \u2013 que ela nomeia antig\u00eanero \u2013 protocolados na C\u00e2mara dos Deputados de 2014 a 2022. Em suas pesquisas mais recentes, Maria Clara compartilha indica\u00e7\u00f5es acerca de &#8220;como o discurso e as ofensivas antig\u00eanero t\u00eam antagonizado a identidade de g\u00eanero na educa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma garantia fundamental para a efetiva\u00e7\u00e3o do direito de travestis e transexuais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora trans, que publicou em 2022&nbsp;<em>Pedagogias das travestilidades<\/em>&nbsp;(Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira), lan\u00e7a m\u00e3o, em seus estudos de mestrado, do argumento&nbsp;de que o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de&nbsp;travestis e trans se efetiva a partir do momento em que ocorre&nbsp;o reconhecimento da identidade de g\u00eanero, de discentes e tamb\u00e9m de docentes, em escolas e universidades. \u201cEsses processos n\u00e3o est\u00e3o dados, o movimento trans brasileiro tem sido muito efetivo em sua luta hist\u00f3rica pelo direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Um \u00f3timo exemplo \u00e9 a pol\u00edtica de nome social, que tem propiciado que nossa popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas adentre os espa\u00e7os educacionais, mas sobretudo que tenhamos as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para permanecer\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na vis\u00e3o de Maria Clara Ara\u00fajo, \u00e9 importante ressaltar que&nbsp;movimento trans n\u00e3o apenas vem apontando como o discurso e as ofensivas antagonizam o direito dessas pessoas, \u201cmas tamb\u00e9m tem refor\u00e7ado a necessidade de proteger o direito da popula\u00e7\u00e3o trans \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, quando estamos numa luta perene por uma redistribui\u00e7\u00e3o material e simb\u00f3lica\u201d. A pesquisadora vai expor suas ideias&nbsp;na mesa de 16 de janeiro, \u00e0s 9h.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/08\/da08d5647a622930b96c8e6ce739820d_17353037092389_1968937761-336x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Juan Vaggioni: batalha cultural que busca restaurar um passado inexistente\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tJuan Vaggioni: batalha cultural que busca restaurar um passado inexistente\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Acervo pessoal\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O comunismo, o feminismo e o movimento LGBT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudioso do quadro latino-americano, Juan Marco Vaggioni, da Universidade Nacional de C\u00f3rdoba, afirma que os setores que defendem valores tradicionais crist\u00e3os em oposi\u00e7\u00e3o aos movimentos feministas e LGBT+ na Am\u00e9rica Latina mudaram para adaptar-se a diversos cen\u00e1rios e temporalidades. Em particular, segundo ele, a denominada luta contra a &#8220;ideologia de g\u00eanero&#8221; foi adquirindo import\u00e2ncia crescente como estrat\u00e9gia discursiva e enquadramento pol\u00edtico. \u201cEssa luta passou a ser parte da batalha cultural que retoma o marxismo como inimigo imagin\u00e1rio para dar lugar \u00e0s principais estrat\u00e9gias pol\u00edticas do neoconservadorismo em nossos dias\u201d, explica Vaggioni. Ele acrescenta que o comunismo segue sendo uma amea\u00e7a \u2013 e, tamb\u00e9m, aqueles que seriam os portadores de sua ideologia: os movimentos feministas e LGBT+, considerados indistingu\u00edveis do marxismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o professor argentino, embora a luta contra a &#8220;ideologia de g\u00eanero&#8221; tenha sido criada e divulgada pelos conservadores cat\u00f3licos e evang\u00e9licos, em alguns anos passou a abarcar setores fora do campo religioso. A nega\u00e7\u00e3o dos direitos sexuais e reprodutivos, defende Vaggioni, est\u00e1 relacionada n\u00e3o apenas \u00e0 necessidade de sustentar valores crist\u00e3os, mas tamb\u00e9m na recusa a uma suposta nova agenda do marxismo cultural. \u201cHoje, \u00e9 poss\u00edvel opor-se \u00e0s demandas feministas e LGBTQIAPN+ desde identidades seculares \u2013 preocupadas mais com o suposto ressurgimento do comunismo e de sua pretensa voca\u00e7\u00e3o para as mudan\u00e7as culturais \u2013 mais comumente que pela amea\u00e7a a ide\u00e1rios religiosos\u201d, sustenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Juan Marco Vaggioni conta que, em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, a Argentina entre eles, a luta contra a &#8220;ideologia de g\u00eanero&#8221; foi absorvida por partidos pol\u00edticos, em geral de ultradireita, que encontram na oposi\u00e7\u00e3o ao progressismo, \u00e0 esquerda e ao comunismo um caminho para forjar novas alian\u00e7as. \u201cN\u00e3o apenas se busca proteger a fam\u00edlia e a vida, mas tamb\u00e9m solidificar uma ordem econ\u00f4mica privatista e interessada em desmantelar o Estado\u201d, salienta o pesquisador. Segundo ele, a articula\u00e7\u00e3o do neoconservadorismo nos partidos de ultradireita extrapola a quest\u00e3o dos direitos sexuais e reprodutivos e se estende \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de proposta neoliberal e antiprogressista, conectando os assuntos culturais aos econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Particularmente sobre a Argentina, Juan Marco Vaggioni informa que est\u00e1 em evid\u00eancia o car\u00e1ter ofensivo da batalha cultural e da luta contra a &#8220;ideologia de g\u00eanero&#8221;. \u201cO objetivo da ultradireita \u00e9 restituir uma ordem legal e moral do passado, pretensamente perdida nos dias atuais. \u201cConstr\u00f3i-se a\u00ed&nbsp;uma concep\u00e7\u00e3o de futuro por meio de utopias restauradoras de uma fam\u00edlia e de&nbsp;uma sexualidade que nunca existiram. Em outros termos, a batalha cultural implica a restaura\u00e7\u00e3o de um passado inexistente como forma de articular as vontades e de dotar de novos sentidos e impactos a agenda neoconservadora\u201d, ele conclui. Juan Vaggioni falar\u00e1 em mesa no dia 17, \u00e0s 14h.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Eros\u00e3o das democracias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto de resid\u00eancia As pol\u00edticas contra o g\u00eanero e os processos de (des)democratiza\u00e7\u00e3o no Brasil, do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados Transdisciplinares (Ieat) da UFMG, consiste em um conjunto de atividades acad\u00eamicas de pesquisa, ensino e extens\u00e3o com base no estudo sistem\u00e1tico da organiza\u00e7\u00e3o da ofensiva antig\u00eanero \u2013 e seu car\u00e1ter transdisciplinar e transnacional \u2013 como um fen\u00f4meno tensional de eros\u00e3o das democracias e de produ\u00e7\u00e3o de autocracias junto \u00e0s institui\u00e7\u00f5es e a pr\u00f3pria sociedade. O projeto realizou sistematiza\u00e7\u00e3o anal\u00edtica de dados coletados. A meta \u00e9 a compreens\u00e3o da centralidade do g\u00eanero nos processos de desdemocratiza\u00e7\u00e3o, da produ\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas ultraconservadoras e neoliberais e nas dimens\u00f5es dos processos de subjetiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"medium\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/app\/uploads\/2025\/08\/cfe995ef3abb632d6f89343ccdf7468b_17354937799251_1264980181-640x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Judith Butler \u00e9 autora da obra que inspira as discuss\u00f5es propostas pelo evento\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tJudith Butler \u00e9 autora da obra que inspira as discuss\u00f5es propostas pelo evento\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Miquel Taverna (CC BY-SA 4.0 Wikipedia)\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n","protected":false},"featured_media":4323,"template":"","class_list":["post-4322","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news\/4322","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4323"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-dev\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}