Voltar para o Início Ir para o rodapé

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Pesquisa e Inovação

UFMG participa de estudo que propõe caminho para blindar litoral brasileiro contra mudanças climáticas

Artigo publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation analisa como a mobilização contra a PEC das praias abriu janela histórica para novas proteções legais

Por: Assessoria de Imprensa UFMG

Diante das ameaças crescentes causadas pelas mudanças climáticas e pela expansão urbana desordenada, um novo artigo científico apresenta uma solução inovadora para o litoral do país. Publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation, o estudo sugere que reconhecer os ecossistemas costeiros como sujeitos de direitos é uma ferramenta poderosa para fortalecer a governança ambiental e a resiliência dessas áreas. 

A pesquisa foi realizada por dez especialistas de diferentes instituições, incluindo o Centro de Conhecimento em Biodiversidade, sediado na UFMG . O grupo analisou o cenário político recente, marcado pela polêmica Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 3/2022. Embora a medida visasse alterar a gestão de terrenos de marinha, a forte reação da sociedade civil contra a possível “privatização das praias” abriu uma oportunidade inédita para avançar em debates mais profundos sobre a proteção legal da natureza. 

Ciência, direito e sociedade aliados 

Para fundamentar a proposta, os autores realizaram uma análise integrada de três pilares centrais: o acalorado debate jurídico em torno da PEC 3/2022, as evidências científicas sobre a importância socioeconômica dos ecossistemas costeiros e experiências internacionais onde os “Direitos da Natureza” já são realidade. A conclusão do grupo é que a proteção jurídica se torna mais efetiva quando há uma conexão clara entre o embasamento técnico, normas legais robustas e, crucialmente, o engajamento comunitário. 

O estudo destaca que a recente mobilização social contra a chamada “PEC das Praias” funciona como uma “janela de oportunidade” histórica. Embora a proposta legislativa tenha gerado temor sobre a privatização do litoral, a intensa reação pública evidenciou uma disposição da sociedade para defender esses espaços. A ideia dos pesquisadores é que esse impulso seja canalizado para uma discussão mais ampla e propositiva: a transição para um modelo onde a natureza deixe de ser objeto e passe a ter representação legal própria.

Essa mudança de paradigma permitiria fortalecer os instrumentos de defesa e ampliar a responsabilização por danos ambientais, indo além da simples burocracia. O artigo ressalta ainda que adotar esse modelo reconheceria formalmente o papel vital de povos indígenas e comunidades tradicionais na conservação. Segundo os autores, consolidar essa proteção no litoral poderia criar um precedente fundamental, permitindo que os “Direitos da Natureza” sejam futuramente estendidos a outros ecossistemas brasileiros. 

Do conceito à prática 

Para os autores, os próximos passos exigem traduzir o conceito teórico em instrumentos legais aplicáveis, com regras claras de governança, representação legal e fiscalização. É necessário aprofundar estudos que considerem as dinâmicas socioecológicas locais e a dependência econômica de setores vitais, como a pesca artesanal e o turismo, garantindo que a lei reflita a realidade do território. 

O estudo conclui reforçando a urgência de acompanhar a tramitação de propostas legislativas e fortalecer o diálogo entre cientistas, sociedade civil e tomadores de decisão. Proteger juridicamente os ecossistemas marinhos e costeiros, segundo o artigo, deixa de ser apenas uma questão ambiental para se tornar uma pauta social, econômica e intergeracional.

Fonte

Assessoria de Comunicação Social e Divulgação Científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT Centro de Conhecimento em Biodiversidade

contato@biodiv.com.br

https://www.biodiv.com.br