UFMG inaugura fase 1 das obras do Centro Nacional de Vacinas
Evento com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, será às 10h; também hoje, às 17h, visita o espaço o ministro da Saúde em exercício Adriano Massuda
Por: Assessoria de Imprensa UFMG
A UFMG inaugura hoje, às 10h, a fase 1 das obras do Centro Nacional de Vacinas, em solenidade que reunirá autoridades como a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a reitora Sandra Goulart Almeida e representantes do Governo de Minas. Também hoje, às 17h, visita o espaço o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda. Os eventos serão realizados no auditório do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC) – R. Professor José Vieira de Mendonça, 770, Engenho Nogueira – Belo Horizonte/MG).
O complexo científico do Centro Nacional de Vacinas vai integrar pesquisa, desenvolvimento e produção piloto de imunizantes em uma infraestrutura inédita no país. O marco da obra coincide com outra data simbólica: os 10 anos do CTVacinas, centro responsável por iniciativas pioneiras como a SpiN-TEC, primeira vacina integralmente concebida no Brasil a chegar à etapa de testes clínicos em humanos.
A consolidação do Centro Nacional de Vacinas representa um movimento estratégico para ampliar a capacidade brasileira de desenvolver imunizantes e tecnologias em saúde dentro do próprio país. “A criação dessa infraestrutura coloca o Brasil em outro patamar na área de vacinas. Estamos estruturando um ambiente que integra pesquisa, desenvolvimento e produção piloto, algo fundamental para transformar conhecimento científico em soluções concretas para a saúde pública”, afirma o coordenador do CTVacinas, Ricardo Gazzinelli.
Fase estrutural concluída
A primeira etapa da construção contemplou toda a base estrutural do complexo científico, incluindo os dois blocos principais do empreendimento: o edifício dedicado à pesquisa e desenvolvimento e a planta piloto destinada à produção de lotes clínicos de vacinas.
“Estamos concluindo toda a estrutura da obra dos laboratórios, tanto do bloco de pesquisa e desenvolvimento quanto do bloco que vai abrigar a planta piloto para produção de lotes clínicos de vacinas”, explica Santuza Teixeira, professora da UFMG e uma das coordenadoras do CTVacinas.
A partir de agora, o projeto entra em uma fase voltada à instalação da infraestrutura científica e tecnológica. “O próximo passo é equipar os espaços com todos os equipamentos laboratoriais e as instalações necessárias para o funcionamento do Centro Nacional de Vacinas. Essa segunda etapa deve começar nos próximos meses”, reforça Santuza.
A previsão é que os primeiros laboratórios de pesquisa e desenvolvimento estejam completamente instalados até o fim de 2026. “A expectativa é que, no início de 2027, esses laboratórios já estejam em funcionamento, com as equipes trabalhando nesses espaços. Ao longo de 2027, vamos finalizar também a planta de produção dos lotes clínicos”, diz.
Estrutura inédita
Enquanto o prédio dedicado à pesquisa e desenvolvimento replica modelos já existentes em instituições científicas brasileiras, a planta de produção de lotes clínicos representa um avanço inédito no país. “O prédio de pesquisa e desenvolvimento terá estruturas semelhantes às que vemos em instituições como o Instituto Butantan e a Fiocruz”, explica Santuza. “Mas a planta destinada à produção de lotes clínicos é algo realmente único no Brasil”.
A estrutura foi projetada especificamente para produzir imunizantes ainda em fase experimental. “Ela permitirá fabricar vacinas que ainda não foram aprovadas pela Anvisa, ou seja, imunizantes que estão na fase de testes clínicos. Até hoje, no Brasil, a produção desses lotes costuma ser feita no exterior”.
Com isso, pesquisadores brasileiros poderão acelerar o desenvolvimento de novos imunizantes e reduzir etapas logísticas do processo científico. “Essa estrutura vai permitir não só avançar mais rapidamente com os projetos do CTVacinas, mas também apoiar pesquisas conduzidas por cientistas de todo o país”, prevê.
(Leia a notícia completa no site do CTVacinas)