Pokémon Go: ‘O uso indiscriminado dos dados traz preocupações do ponto de vista da proteção de dados individuais’
Professor Fabrício Polido explica como usuários do game ajudaram a cobrir falhas de GPS e sofisticar serviços de geoespacialização
“A mobilização de grupo no jogo fez com que a empresa pudesse coletar dados e criar essa larga base que hoje alimenta esse sistema de geolocalização e geoespacialização”.
Nesta segunda-feira (23), participou do programa Expresso 104,5 na UFMG Educativa o Professor associado de Direito Internacional, Direito Comparado e Novas Tecnologias da UFMG Fabrício Polido. Luiz Fernando Freitas conversou com o professor sobre novos caminhos da tecnologia, uso de dados e consentimento motivados pela notícia de que a Niantic, empresa de jogos digitais, vem desenvolvendo um modelo geoespacial de Inteligência Artificial a partir de bilhões de imagens e interações captadas pelos usuários dos jogos, principalmente Pokémon GO: os jogadores ajudaram a treinar IA para robôs de delivery.
“Os dados que foram analisados e processados por imagens, por comportamento dos usuários de jogos, hoje serviram para treinar modelos sofisticados de IA, de alta precisão”, afirma o pesquisador. Ouça o bate-papo completo aqui.