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Pesquisadora da UFMG detalha estudo que mostrou mais da metade das escolas de Betim em áreas de “pântano alimentar”

Pesquisa mostra como alta oferta de alimentos não saudáveis perto da escola influencia nos hábitos de crianças e adolescentes

Nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, a professora do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da UFMG e coordenadora do Grupo de Estudos, Pesquisas e Práticas em Ambiente Alimentar e Saúde (GEPPAAS UFMG), Larissa Mendes, conversou com a jornalista e apresentadora Luiza Glória, no programa Conexões.

Um estudo conduzido na Escola de Enfermagem da UFMG mostrou que 52,7% das escolas de Betim, ou seja, mais da metade, estão em regiões conhecidas como “pântanos alimentares”. Um “pântano alimentar” é uma área com grande quantidade de estabelecimentos comerciais que vendem de forma prioritária produtos alimentícios não saudáveis. A pesquisa vem para fazer pensar sobre os hábitos alimentares de crianças e jovens em idade escolar, o que pode trazer influências para toda a vida.

Além disso, contribui para a construção de um panorama mais amplo das grandes cidades brasileiras, ao investigar um município de tamanho considerável, com mais de 400 mil habitantes, na região metropolitana de BH e que não é uma capital. As principais opções oferecidas nesses quase 53% de locais próximos às escolas são alimentos não saudáveis, baratos, prontos para consumo imediato e de alta densidade energética e baixo valor nutricional, como biscoitos recheados, salgadinhos e refrigerantes. Esses produtos estão associados a piores padrões alimentares e maior risco de problemas de saúde crônicos, como obesidade e diabetes. A pesquisa foi realizada com base em dados de 2019 e incluiu 222 escolas urbanas que ofereciam educação infantil, ensino fundamental ou ensino médio. As informações sobre localização e características das escolas foram obtidas em bases oficiais da Secretaria Estadual de Educação.

Produção: Hugo Rezende e Vyctória Alves sob orientação Alessandra Dantas e Luíza Glória  

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