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Caso Miguel: “Eu preciso que o caso do meu filho saia de Recife para ser resolvido”, afirma Mirtes Renata

Há 6 anos, mãe busca a responsabilização da ex-patroa por ter abandonado o menino de 5 anos sozinho no elevador

Nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, a mãe de Miguel, estudante de direito e assessora parlamentar, Mirtes Renata, conversou com a jornalista e apresentadora Alessandra Dantas.

Há quase 6 anos Mirtes Renata tem buscado justiça por seu filho Miguel. Em 2 de junho de 2020 Sari Corte Real, ex-patroa de Mirtes, deixou o menino entrar sozinho no elevador e apertou o botão da cobertura. A cena foi registrada pelas câmeras do prédio luxuoso em Recife. A negligência ganhou repercussão nacional e internacional, mas a justiça ainda não foi concretizada. Sari Corte faz parte de uma família rica e com muita influência política em Pernambuco e era primeira dama do município de Tamandaré à época. Em maio de 2022, ela foi condenada em primeira instância a oito anos e seis meses de prisão por abandono de incapaz com resultado de morte.

Na segunda instância, a pena foi reduzida para sete anos, porém ela ainda segue em liberdade. O caso de Miguel é um exemplo de racismo sistêmico e de como opera o pacto da branquitude, como bem definiu Mirtes: uma mulher negra lutando por justiça em um judiciário branco. Um caso de uma única ré, que caminha com morosidade no Tribunal de Justiça de Pernambuco. Na conversa, ela fala sobre a luta dela por direitos humanos e pela memória do filho. 

“Eu preciso que o caso do meu filho saia daqui de Recife, justamente por causa da influência da família dentro da sociedade e, agora, dentro do judiciário. Eu preciso que o caso saia de Recife para que seja resolvido porque enquanto estiver aqui não vai resolver. Já vai fazer 6 anos o caso de uma única ré e ainda estou nessa situação. Até a minha advogada, que tem anos e anos de atuação na advocacia, está impressionada com a morosidade do judiciário pernambucano”, destacou.

 

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