Ipead UFMG: Confiança do consumidor de BH tem alta em abril
Por: Assessoria de Imprensa UFMG
O Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH) de abril de 2026 subiu 2,24% em relação a março, segundo a Fundação Ipead/UFMG. O índice marcou 42,64 pontos, em uma escala que varia de 0 a 100. O ICC-BH acumula alta de 3,11% em 2026.
Quatro dos seis componentes do ICC-BH apresentaram alta na confiança em abril. O destaque foi a Inflação (9,36%). Cinco dos seis componentes estão abaixo de 50 pontos, o que configura pessimismo dos consumidores. O único componente acima de 50 pontos é a Situação Financeira da Família Atual.
O Índice de Expectativa Econômica do País (IEE) subiu 5,39% em abril. O principal destaque positivo foi a Inflação (9,36%). O Índice de Expectativa Financeira da Família (IEF) caiu 0,33% em relação a março. Essa queda foi impulsionada pela Pretensão de Compra (-7,31%).
No acumulado do ano, quatro dos seis componentes cresceram, com destaque para Situação econômica do país (17,60%).
A pesquisa também apresenta os grupos de bens e serviços que os consumidores planejam adquirir nos próximos três meses. Vestuário e calçados (14,91%), informática/telefonia (9,65%) e veículos (8,77%) foram os mais citados.
A pesquisa revela que a proporção de mulheres com intenção de compra é levemente maior que a dos homens, 69,49% e 68,18%, respectivamente. As mulheres entrevistadas mencionaram, especialmente, os segmentos de informática/telefonia, vestuário e calçados e eletrodomésticos. Já os itens mais citados pelos homens foram vestuário e calçados, veículos, turismo e informática/telefonia.
Como o Índice de Confiança do Consumidor de BH é calculado?
Desenvolvido pela Fundação Ipead, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Belo Horizonte é um indicador calculado mensalmente que reúne a perspectiva dos consumidores em relação a diversos aspectos econômicos conjunturais que têm o potencial de influenciar suas decisões de consumo em curto, médio e longo prazo. O ICC permite que os empresários do comércio varejista de Minas Gerais avaliem em tempo real as opiniões e expectativas dos consumidores, o que por sua vez os auxilia na melhor formulação de estratégias de negócios, como planejamento de estoque, contratações e investimentos.
O ICC se divide em duas categorias, o Índice de Expectativa Econômica (IEE) e o Índice de Expectativa Financeira (IEF), cada um subdividido em três elementos. Cada um destes elementos é atribuído com um grau de importância (peso), e o índice geral (ICC) é a média ponderada destes componentes, a saber: Situação Econômica do País (peso=18,21%), Inflação (peso=15,69%), Emprego (peso=20,79%), Situação Financeira Atual da Família (peso=25,12%), Situação Financeira da Família em Comparação ao Passado (peso=9,19%) e Pretensão de Compra (peso=11,00%).
Todos os elementos que constituem o ICC, assim como o índice geral, são apresentados em uma escala de 0 a 100, onde 0 denota um sentimento de pessimismo total e 100 simboliza um sentimento de otimismo total. O valor intermediário de 50 marca o limiar entre pessimismo e otimismo.
O processo de coleta de dados entrevistou 228 consumidores que realizam compras com frequência em Belo Horizonte. O ICC-BH para o mês de abril é derivado de entrevistas conduzidas entre 06/04/2026 e 24/04/2026. Essa amostra é acompanhada por uma margem de erro de 1,56 pontos no valor do índice geral. As pesquisas são conduzidas de forma presencial.
Clique aqui e acesse os demais releases da Assessoria
Fonte
Assessoria de Comunicação da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead)
ipead@ipead.face.ufmg.br
Mídia Complementar
Baixe o material: http://150.164.63.212:9000/portal-novo-test/app/uploads/2026/05/Release-ICCBH-Abril-2026.pdf