Voltar para o Início Ir para o rodapé

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

ACOLHIMENTO

Semana de Saúde Mental promove roda de conversa para discutir situação de refugiados

Evento ocorre às 9h desta terça-feira, 19, na Fafich

Por Ewerton Martins Ribeiro

Em 2023, refugiados afegãos com visto humanitário no Aeroporto Internacional de Guarulhos, a espera de abrigo
Em 2023, refugiados afegãos com visto humanitário no Aeroporto Internacional de Guarulhos, à espera de abrigo
Foto: Rovena Rosa | Agência Brasil

Os cenários de guerra instalados em diferentes lugares do mundo – somados à já longeva radicalização dos conflitos socioeconômicos e às catástrofes ambientais cada vez mais frequentes – têm intensificado, neste século, em diferentes países e continentes, processos migratórios forçados. A consequência é o aumento do número de migrantes e refugiados em diferentes destinos democráticos do mundo, entre os quais, o Brasil. Nesta terça-feira, 19, às 9h, a Semana de Saúde Mental e Inclusão Social realiza uma roda de conversa para debater o tema.

“Essa atividade é um dos destaques da programação deste ano. A proposta é pensar as trajetórias vivas das pessoas que estão nessa situação e que, a partir dela, enfrentam diversas formas de desrespeito aos direitos humanos e de violações dos seus direitos”, explica a professora Luciana de Oliveira, diretora da Universidade dos Direitos Humanos (UDH). “Essa é uma temática que muito nos interessa, do ponto de vista das discussões de direitos humanos contemporâneas. Como pensar o cuidado em saúde mental em face da singularidade das vivências dessas pessoas?”

A atividade foi proposta e será conduzida pela psicóloga Vanessa Ruffatto Gregoviski, em parceria com a antropóloga italiana Ludovica Scarpa. As duas têm forte atuação na assistência a pessoas refugiadas e migrantes. O evento será realizado no auditório Bicalho, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), no campus Pampulha. Denominada Pensando o cuidado em saúde mental com pessoas migrantes e refugiadas, a roda de conversa é aberta a quem quiser participar.

O evento foi concebido a partir de vivências experimentadas no projeto Trajetórias Vivas: escuta e migração”, realizado no âmbito da ONG Associação dos Venezuelanos de Mato Grande, localizada em Canoas, no Rio Grande do Sul, onde Vanessa Ruffatto atua como psicóloga e supervisora de voluntários. “São vários os enfrentamentos que essas populações têm ao se ver diante da necessidade de viver num outro contexto, desde questões ligadas à língua, isto é, o preconceito e racismo linguístico, até as dificuldades amplas de se construir uma nova vida em outro país”, contextualiza a diretora da Universidade de Direitos Humanos.

Notícias relacionadas:

Institucional Semana de Saúde Mental reforça prioridade com o cuidado e o bem-estar

De 18 a 22 de maio, a UFMG realiza sua 14ª Semana de Saúde Mental e Inclusão Social, conjunto de atividades que ocorre todos os anos – neste, sob o tema Democracia e cuidado: por um tempo de delicadeza. O evento é voltado tanto para o público regular da Universidade quanto para usuários dos serviços […]

Políticas do cuidado
Segundo Luciana Oliveira, nos últimos anos, a UFMG tem tentado construir políticas que possam apoiar essas populações. “É o caso das vagas na graduação que são oferecidas para esse público por meio de edital específico e da acolhida humanitária, que tem inscrições anuais também por processo próprio e abrange refugiados, exilados políticos e portadores de visto de residência por razões humanitárias”, exemplifica a diretora.

“Outra iniciativa interessante que ocorre nesse sentido é cursinho o popular pró-imigrantes, que é ligado à rede de cursinhos populares, uma iniciativa autogestionada, mas que tem uma interface com a Universidade dos Direitos Humanos (UDH) da UFMG. Estamos tentando fortalecer essa rede e esse cursinho, pois sabemos da importância desse tipo de iniciativa para a inserção social dessas pessoas e para a criação de possibilidades reais para que elas possam chegar à universidade”, ela demarca.

Outros exemplos citados são as práticas de letramento acadêmico realizados na Universidade, os cursos de línguas oferecidos pelo Cenex da Faculdade de Letras (Fale) e o Projeto Conviver – Cátedra Sergio Vieira de Mello. Realizada como projeto de extensão por meio de parceria entre a UFMG e a Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), essa cátedra monitora e apoia alunos beneficiários de políticas de acolhimento. “Esses são alguns exemplos de como que essa temática nos toca, em sua importância, e o papel relevante que ela ocupa dentro de nossa Política de Saúde Mental”, finaliza a diretora.

Categoria: Extensão

Mais lidos

Semana

Notícias por categoria

Escolha a categoria:
Extensão

Sugira uma pauta

Acesse o formulário e sugira uma pauta para ser discutida.

Sugerir Pauta

Feed RSS

Receba atualizações das últimas notícias publicadas.