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PELA CURA DA TERRA

UFMG sediará abertura de festival que celebra as raízes ancestrais

Com presença do ministro Eloy Terena e de outras lideranças, painel discutirá o papel de Minas Gerais como território de permanência das culturas indígenas; mais de 30 ‘embaixadores do clima’ serão homenageados durante o evento nesta quarta-feira, dia 27

Por Redação

Estudantes indígenas em ato na UFMG: compromisso com a diversidade e com o diálogo intercultural
Foto: Raphaella Dias | UFMG

Belo Horizonte receberá, nesta quarta-feira, dia 27, o Festival raízes ancestrais – pela cura da terra, encontro cultural, político e simbólico que reunirá lideranças indígenas artistas, intelectuais, representantes de movimentos sociais, das universidades e das juventudes para debater temas como território, democracia, cultura, clima e futuro. 

A UFMG vai abrigar a atividade inaugural do evento no CAD 1, a partir das 10h. A programação no campus Pampulha inclui o painel Minas Gerais é terra indígena e uma homenagem aos embaixadores e embaixadoras do clima. O festival terá continuidade com programação cultural noturna aberta ao público na Rua Sapucaí, região central de Belo Horizonte, das 18h às 22h. Estão previstas apresentações artísticas indígenas, ato político-cultural e participação de artistas e lideranças nacionais. O evento é organizado pela Mídia Indígena, rede de comunicadores indígenas, com a chancela do Ministério dos Povos Indígenas.

“A proposta nasce do entendimento de que Minas Gerais é território ancestral indígena. Muito antes das fronteiras institucionais do estado, os povos originários já habitavam, protegiam e produziam conhecimento sobre esses territórios. Reafirmar que ‘Minas Gerais é terra indígena’ é reconhecer a permanência viva desses povos, suas culturas, línguas, memórias, modos de vida e contribuições fundamentais para o presente e o futuro do Brasil”, relatam os organizadores em documento orientador do evento.

Eloy Terena é ministro dos Povos Indígenas
Foto: Rafael Luz | STJ | CC BY 2.0

Participam do painel de abertura o reitor Alessandro Fernandes Moreira, a ativista indígena e deputada federal Célia Xakriabá, o advogado e ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a cineasta e educadora, Suely Maxakali, doutora por Notório Saber da UFMG.

Na avaliação dos organizadores, a realização da abertura oficial do festival na Universidade tem dimensão estratégica, simbólica e política. “O encontro reafirma a universidade pública como espaço fundamental de produção de conhecimento, formulação de políticas públicas, democratização do acesso e fortalecimento do pensamento crítico brasileiro. E acrescentam: “Ao receber lideranças indígenas, intelectuais, representantes do poder público, artistas e movimentos sociais, a universidade também reafirma seu compromisso com a diversidade, com o diálogo intercultural e com a ampliação da presença indígena nos espaços de formação, pesquisa, incidência política e construção de futuro.”

A deputada federal Célia Xakriabá é autora da moção que resultou na homenagem
Foto: Bruno Ihara | Redes Sociais UFMG

Homenagem
Ainda na UFMG, mais de 30 personalidades, entre artistas, comunicadores, intelectuais, lideranças indígenas, serão homenageadas simbolicamente como embaixadores e embaixadoras do clima. A iniciativa reconhece publicamente pessoas que contribuem para ampliar o debate sobre justiça climática, diversidade, direitos indígenas, cultura e proteção dos territórios no Brasil.

A ação materializa a moção aprovada pela Comissão de Povos Indígenas da Câmara dos Deputados, por iniciativa da deputada federal Célia Xakriabá, que propõe o reconhecimento público de trajetórias comprometidas com a defesa da vida, da cultura, dos territórios e dos direitos dos povos indígenas.

Entre os homenageados e convidados confirmados estão os artistas Maria Gadú, Marina Sena, Renegado, Sérgio Pererê, Djuena Tikuna, Eric Terena e Brô MC’s. Nem todas as participações ocorrerão presencialmente.

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