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PSICOLOGIA

Coordenado pela UFMG, atendimento psicológico a profissionais de segurança pública expande atuação

Projeto Escuta Susp completa um ano e passa a abranger 24 unidades federativas; serviços de psiquiatria e gestão de medicamentos estão sendo adicionados

Por Itamar Rigueira Jr.

Com Assessoria de Comunicação do MJSP

Policiais militares do Rio: queixas mais frequentes são ansiedade, depressão, problemas no trabalho e na família
Fernando Frazão | Agência Brasil

O projeto Escuta Susp, que presta atendimento psicológico a agentes de segurança pública e é coordenado pela UFMG, completa um ano neste mês com novidades. Agora ele abrange 23 estados e o Distrito Federal – antes, eram 15 unidades federativas. Além disso, estão sendo adicionados aos três níveis de atenção à saúde mental estabelecidos inicialmente – avaliação e aconselhamento, psicoterapia e promoção à vida – os serviços de psiquiatria e de gerenciamento de terapia medicamentosa.

Em operação desde 28 de maio do ano passado, o Escuta Susp já proporcionou mais de 12 mil atendimentos, sempre on-line, a policiais civis, militares, penais, técnico-científicos e a bombeiros. Mais de 2.400 agentes estão cadastrados no projeto. O projeto foi criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e é vinculado ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp). A plataforma de interface para as consultas foi criada exclusivamente para o projeto pelo Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG.

O coordenador geral do Escuta Susp, Maycoln Leôni Martins Teodoro, professor do Programa de Pós-graduação em Psicologia: Cognição e Comportamento, explica que os atendimentos são feitos por estudantes de graduação (do último ano do curso) e de pós-graduação, e cada grupo de sete terapeutas é orientado por um professor. Quarenta e oito terapeutas são dedicados ao aconselhamento (com duração de dez sessões), 21, à psicoterapia, que cuida de casos que demandam processos mais longos (25 sessões), e cinco ao nível de promoção à vida (12 sessões), para o qual são encaminhados agentes com pensamentos suicidas ou que já tentaram tirar a própria vida.

Nessa nova fase, quando houver necessidade de recorrer a medicamentos, os pacientes dos serviços de psicologia passarão a ser encaminhados ao serviço de psiquiatria, a cargo de oito médicos residentes, e ao serviço de gerenciamento de terapia medicamentosa, quando se constatar falta de adesão ou uso inadequado ou excessivo de medicamentos. Esse serviço é realizado por cinco estudantes de último ano do curso de Farmácia.

“O Escuta Susp é um projeto inovador, que oferece um serviço muito qualificado. Os terapeutas são capacitados para compreender a realidade dos profissionais, e todo o atendimento é realizado em ambiente seguro”, ressalta Maycoln Teodoro. As queixas psicológicas apresentadas com maior frequência pelos pacientes atendidos pelo projeto são ansiedade e depressão, seguidas por problemas no trabalho, com a família, de relacionamento com os pares, com as chefias e dificuldades financeiras.

Criação de protocolos
O Escuta Susp também servirá de base para a criação de protocolos psicoterapêuticos específicos para profissionais de segurança pública, com acolhimento para demandas pontuais, psicoterapia contínua e intervenções preventivas contra o suicídio.

Além de Maycoln Teodoro, a equipe de coordenação do Escuta Susp é composta das professoras Juliana Alvares, da Faculdade de Farmácia (coordenadora do Serviço de Gerenciamento de Terapia Medicamentosa), Viviane Verdu, do Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) (Serviço de Psicologia), Marcela Mansur, do Departamento de Psicologia (pesquisadora do Escuta Susp) e pelo professor Helian Nunes de Oliveira, da Faculdade de Medicina (Serviço de Psiquiatria).

Na cerimônia realizada no início deste mês, em Brasília, para celebrar o primeiro ano do projeto, foi assinada a adesão de Amapá, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Santa Catarina ao projeto. Esses estados se juntam a Acre, Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.

Para a execução do Escuta Susp, a UFMG conta com a parceria das universidades federais de Sergipe (UFS) e do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade de Brasília (UnB). Os atendimentos são feitos de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 8h às 18h. Para solicitar o serviço, basta acessar o site do Escuta Susp, preencher o cadastro e anexar a carteira funcional para comprovar vínculo institucional. Após a inscrição, o servidor recebe, por e-mail, o link para agendamento e pode escolher o terapeuta e o horário mais conveniente.

A partir da esquerda, Juliana Alvares, Maycoln Teodoro, Marcela Mansur, Viviane Verdu e Helian Oliveira
Categoria: Saúde

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