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VIOLÊNCIA

Cerca de 10% dos idosos brasileiros já sofreram algum tipo de abuso, afirma pesquisadora

Mulheres são mais vulneráveis, e áreas urbanas lideram casos

Por Agência

Com Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina

Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa: muito ainda a se avançar
CCS | Faculdade de Medicina da UFMG

O dia 15 de junho marcou o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, mas, por enquanto, no Brasil, não parece haver motivos para se comemorar. Atualmente, a cada dez idosos, ao menos um relata já ter sofrido algum tipo de violência – em especial, o abuso psicológico. O dado foi alcançado no estudo Fatores associados ao autorrelato de violência contra a pessoa idosa, realizado por Fabiana Martins Dias de Andrade, pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública (PPGSP), da Faculdade de Medicina.

A análise destacou uma maior prevalência de violência contra a população idosa do sexo feminino: 11,09% desse grupo já foi vítima de algum tipo de abuso. Em ambos os sexos, a violência psicológica foi registrada em 9,63% dos idosos, seguida de 1,56% de violência física. Além do gênero, os principais fatores relatados para a violência contra a pessoa idosa (VCPI) foram a idade. Particularmente, a população de 60 a 69 anos provou-se a mais vulnerável, assim como residir em áreas urbanas, apresentar sintomas depressivos e possuir multimorbidades.

Para as mulheres idosas, não ter um parceiro íntimo se mostra um fator de atenção para a violência, diferentemente do que ocorre com mulheres mais novas. Para aqueles que moram em áreas urbanas, a violência foi relatada em 11,55% dos casos, em comparação ao dado de 7,63%, para as pessoas que moram em área rural. Para os homens, a diferença diminui para 9,07% nas áreas urbanas e 7% na zona rural. Para além da violência psicológica e física, foi constatada a violência sexual sendo de menor prevalência, relatada por 0,20% dos idosos de ambos os sexos. Porém, esse tipo de violência foi relatada majoritariamente por mulheres, com 0,27% de vítimas, em comparação ao índice de 0,07% referente aos homens. 

“Quando tive a oportunidade de trabalhar o tema da violência, escolhi essa população justamente por ser um grupo em crescimento no Brasil e mais vulnerável”, conta Fabiana, que é formada pela Escola de Enfermagem da UFMG. Para ela, as políticas públicas existentes hoje no Brasil para lidar com o problema são insuficientes. “O Brasil possui a Política Nacional do Idoso, mas ela está defasada”, enfatiza. Segundo a pesquisadora, dados do Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação) apontam que a violência contra os idosos está crescendo. Nesse sentido, em sua opinião, é preciso melhorar as políticas destinadas ao cuidado com o idoso, para que se possa efetivamente “assegurar para todos uma terceira idade de maior conforto e atividade”.

A pesquisa foi abordada em mais detalhes em matéria publicada na página da Faculdade de Medicina.

Categoria: Saúde

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