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LETRAS

Fundadora e primeira diretora, Ângela Vaz Leão é homenageada pela Fale

Centro de Memória passa a ter o nome da professora, que morreu no ano passado; seu acervo bibliográfico no campo da filologia é tema da exposição, que será aberta nesta sexta

Por Agência

Homenagem terá atividades culturais, palestra e mesa-redonda
Biblioteca Florestan Fernandes | Universidade de São Paulo

O Centro de Memória da Faculdade de Letras da UFMG passará a se chamar Ângela Vaz Leão, em homenagem à fundadora e primeira diretora da Unidade, que faleceu no ano passado, aos 101 anos. Foram preparados três dias de atividades, com programação cultural, palestras e mesa-redonda, para homenagear o legado da professora. A série de homenagens teve início na noite desta quarta-feira, 25 de junho, com a conferência Unha orixe, dúas linguas: galego e português, ministrada pela professora Rosario Álvarez, presidente do Conselho da Cultura Galega. 

Ângela Vaz Leão: trabalho e dedicação como pilares da Fale
acervo de família

Emérita da UFMG, dona Ângela manteve-se intelectualmente ativa até os 100 anos, após dedicar a maior parte de sua vida à edição bilíngue (galego-português/português) das 427 Cantigas de Santa Maria, do rei-poeta D. Afonso X (1221-1284), em cuja obra foi uma das maiores especialistas. Nesta quinta-feira, os professores da UFMG Sérgio Canedo e Sueli Maria Coelho ministram, no auditório 2003 da Fale, duas atividades acerca da temática trabalhada pela homenageada.

Trabalho dedicado à obra de D. Afonso X
Graduado em composição e regência pela Escola de Música da UFMG, Canedo foi orientando de Ângela durante o mestrado e o doutorado interdisciplinar de música e literatura medievais pela PUC Minas, onde atuou na pós-graduação em Letras, abrindo a frente de estudos das literaturas africanas de língua portuguesa. Na palestra, às 11h, Sérgio Canedo vai discutir Aspectos da relação entre música e texto nas Cantigas de Santa Maria, objeto de estudo de sua tese. Ele também participa com transcrições para notação moderna de seis cantigas no livro Cantigas de Afonso X a Santa Maria, obra de sua orientadora. Às 18h, Sueli Coelho, diretora da Fale, preside uma mesa-redonda sobre os temas e trabalhos de Ângela Leão.

As atividades terminam na sexta-feira, dia 28, às 18h, com a inauguração de duas exposições, entre elas Afonso X e Galícia, na Biblioteca Professor Rubens Costa Romanelli, da Fale. A visitação permanece aberta até 27 de julho.

Também às 18h, o Grupo dos Cantigueiros se apresenta no Centro de Memórias (sala 2010). O recital, dirigido por Sérgio Canedo, marca o lançamento do livro Cantigas de Santa Maria (5 volumes), cujas obras foram compiladas e traduzidas pela mestra em uma pesquisa meticulosa e sistemática sobre o cancioneiro medieval do poeta D. Afonso X. A publicação é fruto de parceria da Fale com a Editora Mercado de Letras.

Coleção é resultado de anos de estudo e dedicação de Ângela à história da língua portuguesa e à filologia românica
divulgação | Fale

Mergulho no mundo da filologia
O evento ocorre juntamente com a abertura da exposição Ângela Vaz Leão (1922-2024): um mergulho no mundo da filologia, que visita o vasto acervo bibliográfico da professora. A mostra apresenta o processo laboral de Ângela, registrado em anotações, listas, fichários e referências, que constituíam o dossiê que antecedia sua produção de textos, aulas, livros e artigos. Por meio desses registros, é possível desvendar o interesse de Ângela Leão por estudos diacrônicos e pela lexicografia, haja vista a presença marcante de dicionários de diferentes línguas, além dos especializados, como os de expressões populares e os gramaticais.

Para Sueli Maria Coelho, o valor dessa coleção vai além do linguístico e do literário. “É também histórico, sociológico, religioso e musical, já que as cantigas são consideradas a coleção de música cortesã monódica mais representativa do século 13”, afirma.

Na ocasião, a Fale oficializa o novo nome do centro de memória, que passará a se chamar Ângela Vaz Leão. A exposição na sala 2010 segue montada até 15 de outubro de 2025 e pode ser visitada de segunda a sexta, das 15h às 19h.

Categoria: Arte e Cultura

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