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Ensino

Professora da UFMG lança tradução da obra A Feiticeira, de Jules Michelet

Por: Assessoria de Imprensa UFMG

A Editora Alameda divulga o lançamento da tradução de A Feiticeira (1862), do célebre historiador francês Jules Michelet, pela professora da Faculdade de Letras (Fale) da UFMG Juliana Gambogi. O evento de lançamento acontecerá no dia 16 de maio, sexta-feira, às 18h30, na Quixote Livraria e Café (Fernandes Tourinho, 274, Savassi, Belo Horizonte / MG). Na ocasião, haverá um bate-papo sobre a obra com a tradutora e a professora Aline Magalhães Pinto.

Sinopse

Esta é a primeira tradução anotada e integral para o português brasileiro de A Feiticeira, de Jules Michelet (1798-1874). Sem dúvida, esse livro de 1862 é o título micheletiano que melhor atravessou o tempo, desembarcando no século XX como seu texto mais comentado e avançando para o XXI com a mesma potência de atualidade.

Recorrendo a um recorte de longa duração, a narrativa retraça a história da feitiçaria de matriz cristã desde as origens medievais até o último caso julgado por um tribunal francês no início do século XVIII.

Assumidamente história dos vencidos, o tema da feitiçaria permite que o historiador radicalize seu então já velho objetivo de investigar e narrar a história a partir dos “de baixo”. Mas ele também é uma história das mulheres, que denuncia e enfrenta a misoginia multissecular que as designa, prioritariamente, como feiticeiras.

Esses dois elementos – o tema e o recorte cronológico – são aqui tratados em visada ampla, franqueando uma análise que mobiliza fatores religiosos, políticos, econômicos, culturais e intelectuais que colaboraram a forjar o “crime” da feitiçaria e o feminicídio dele decorrente. Finalmente, este livro contém em filigrana uma possível outra história da relação entre os homens e a Natureza, o que o torna facilmente legível sob a ótica da ecocrítica contemporânea.

Todos esses elementos estão aqui concentrados numa das narrativas historiográficas mais radicais de Michelet, aquela que não temeu o “pecado” de fabricar e dispor, no coração da História, um “leve fio o fictício”, “a vida de uma mesma mulher durante trezentos anos”. Por essas razões, o livro predileto de Roland Barthes, Marguerite Duras e tantos outros ainda pode se converter no livro predileto de quem vier a o descobrir.

Sobre o autor

Jules Michelet (1798-1873) é o mais renomado dos historiadores franceses dos Oitocentos. Chefe da Seção Histórica dos Arquivos Reais da França, professor da Escola Normal e do Colégio de França, produziu uma obra extensa, na qual se destacam os 17 tomos de sua História da França (1833-1867) e sua História da Revolução Francesa em sete volumes (1847-1853).

Sobre a tradutora

Juliana Gambogi é professora de Língua e Literatura Francesa na Faculdade de Letras da UFMG. Possui graduação em História (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas-FAFICH/UFMG), mestrado em Teoria da Literatura e doutorado em Literatura Comparada, ambos pelo Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários, da Fale. Tem experiência nas áreas de Letras e História, com destaque para os seguintes tópicos: Língua e Literatura francesas, História e Historiografia francesas; Tradução Francês/Português. Seu principal objeto de estudo é a obra do historiador oitocentista Jules Michelet.

Ficha técnica:
Título: A Feiticeira

Autor: Jules Michelet

Tradutor: Maria Juliana Gambogi Teixeira

Editora: Alameda

Fonte

Assessoria de Imprensa da UFMG

assessoriadeimprensa@ufmg.br

https://ufmg.br/comunicacao/assessoria-de-imprensa