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Eficiência e sustentabilidade

Nanotubos de carbono reforçam borracha e aumentam durabilidade de esteiras de mineração

Pesquisa desenvolvida no CTNano demonstra que a incorporação pode reduzir em até 27% o desgaste de correias usadas em setores da indústria pesada

Por Marcelo Sander | Comunicação CTNano-UFMG

Estudo foi desenvolvido no CTNano, centro de inovação focado no desenvolvimento de produtos, processos e serviços com base na nanotecnologia
Foto: arquivo CTNano

Estudo liderado pelo Centro de Tecnologia em Nanomateriais e Grafeno (CTNano/UFMG), publicado neste mês no Journal of Applied Polymer Science, indica que os nanotubos de carbono (CNTs) podem ampliar a resistência e aumentar a durabilidade da borracha usada em correias transportadoras de mineração e construção civil. “Essas esteiras, essenciais para o transporte de grandes volumes de materiais, enfrentam diariamente abrasão, impacto e rasgos que reduzem sua vida útil e elevam os custos de manutenção”, afirma a professora Glaura Silva, vice-coordenadora do CTNano.

Para enfrentar esse desafio, pesquisadores testaram a adição de nanotubos em duas formulações: uma simplificada, de laboratório, e outra comercial, já utilizada em esteiras de mineração. Eles também desenvolveram uma técnica de pré-dispersão em componentes já presentes no processo de vulcanização da borracha. “O método melhorou a distribuição dos CNTs no material e aumentou sua eficiência como reforço”, afirma a professora.

Na formulação de laboratório, a resistência à tração da borracha cresceu até 365%, além de ter proporcionado ganhos em alongamento e resistência ao desgaste. No composto comercial, a adição de CNTs na borracha reduziu em até 27% a perda de volume em testes de abrasão, sem comprometer outras propriedades mecânicas.

Ajuste fino de propriedades
De acordo com o estudo, a descoberta mostra que os nanotubos podem trazer um “ajuste fino de propriedades” em borrachas já altamente reforçadas, com potencial para prolongar a vida útil das esteiras transportadoras e reduzir custos de operação e manutenção. O artigo também destaca o papel da nanotecnologia em aplicações industriais complexas. “O desafio não está apenas em adicionar novos componentes, mas em garantir sua compatibilidade com outros aditivos, como negro de fumo e sílica, amplamente usados na borracha”, completa Glaura Silva.

A pesquisa abre caminho para aplicações em equipamentos industriais mais duráveis, eficientes e sustentáveis, colocando Belo Horizonte e Minas Gerais na vanguarda no desenvolvimento de nanomateriais.

Sobre o CTNano
O CTNano é um centro de inovação e tecnologia da UFMG dedicado ao desenvolvimento de produtos, processos e serviços baseados em nanotecnologia, com ênfase em nanotubos de carbono e grafeno, e atua como ponte entre a pesquisa acadêmica e as necessidades da indústria. 

Unidade credenciada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) localizada no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), o CTNano oferece infraestrutura e equipamentos de ponta para atender projetos sob demanda – desde a síntese de nanomateriais até a caracterização e transferência tecnológica, com o objetivo de fomentar a competitividade da indústria nacional.

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