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Pesquisa e Inovação

UFMG realiza seu primeiro PET-CT para diagnóstico de Alzheimer

Centro de Tecnologia em Medicina Molecular fez primeira bateria de exames usando radiofármaco capaz de marcar placas beta-amiloide no cérebro

Por: Marcus Vinicius dos Santos – CTMM Medicina UFMG

O Centro de Tecnologia em Medicina Molecular (CTMM) da Faculdade de Medicina da UFMG realizou na terça-feira, 23 de setembro, o primeiro exame de PET-CT (Tomografia por Emissão de Pósitrons e Tomografia Computadorizada) cerebral, usando o radiofármaco 18F-florbetabeno, na unidade. A substância tem a propriedade de se ligar às placas beta-amiloide no cérebro, permitindo avaliar a presença ou ausência de lesões associadas ao risco de desenvolvimento da doença de Alzheimer.

O novo radiofármaco usado é seguro e confiável – já foi testado e vem sendo amplamente usado em outros países. Agências reguladoras internacionais, como a FDA, dos Estados Unidos, e a EMA, da União Europeia, já aprovaram seu uso, assim como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil. O recurso ganha destaque no cenário em que cerca de 1,2 milhão de brasileiros vivem com doença de Alzheimer, muitas ainda sem o diagnóstico confirmado.

Trata-se de “um marco na medicina diagnóstica do nosso Estado”, destaca o professor Marco Aurélio Romano-Silva, coordenador do CTMM e chefe do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da UFMG. Belo Horizonte é uma das poucas cidades brasileiras aptas a realizar o teste.

O professor explica que as placas beta-amiloide podem se acumular silenciosamente no cérebro por vários anos, antes do surgimento dos primeiros sintomas. O exame permite avaliar a presença e a carga dessa proteína em fases iniciais. Dessa forma, oferece maior segurança ao médico para apoiar um diagnóstico precoce.

Um resultado negativo indica baixa probabilidade de que o paciente venha a desenvolver comprometimento cognitivo leve associado à doença de Alzheimer. Já um resultado positivo, obtido de forma segura e confiável, mesmo antes do surgimento dos sintomas clínicos, fornece informações relevantes que podem orientar o acompanhamento médico e o planejamento do cuidado.

“Agir precocemente aumenta as chances de preservar a qualidade de vida dos pacientes por mais tempo”, afirma a médica nuclear Hérika Martins Mendes Vasconcelos, responsável pela condução do exame. Ela ressalta que o PET-CT contribui para diagnósticos mais precisos, orienta estratégias terapêuticas mais eficazes e favorece cuidados mais humanizados.

Novas possibilidades de pesquisa

O avanço não se limita apenas à nova modalidade de exames usando o PET-CT. O CTMM também acaba de instalar o SIMOA (Single Molecule Array), equipamento que pode detectar concentrações mínimas de proteínas no sangue. A tecnologia complementa o exame de imagem, ampliando a capacidade de identificar biomarcadores relacionados à doença de Alzheimer em estágios iniciais.

A combinação das duas ferramentas – análise molecular e imagem cerebral – fortalece a precisão diagnóstica e abre novas possibilidades de pesquisa em terapias inovadoras, como a imunoterapia e medicamentos que visam remover placas beta-amiloide. Além disso, pode ajudar na seleção de pacientes elegíveis para ensaios clínicos, otimizando recursos e aumentando as chances de sucesso de novos tratamentos.

Outros exames do CTMM

O Centro de Tecnologia em Medicina Molecular desenvolve tecnologias responsáveis e de ponta para o diagnóstico nos campos da neurociência e da medicina molecular. Sempre com indicação médica, o CTMM realiza exames de PET Scan para diagnóstico de diferentes tipos de câncer e análise de metabolismo celular em diversas estruturas. Usando métodos específicos, realiza também os exames de detecção dos cânceres de próstata e de mama.

Fonte

Assessoria do Núcleo de Divulgação Científica do Centro de Tecnologia em Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da UFMG

marcus@medicina.ufmg.br

http://ctmm.medicina.ufmg.br/

Imagem de Divulgação

CTMM Medicina UFMG Foto: