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Evento Cultural

Novembro Negro no Centro Cultural UFMG: espetáculo teatral problematiza questões ligadas ao genocídio de jovens negros no Brasil

Por: Assessoria de Imprensa UFMG

Na sexta-feira, dia 29 de novembro, às 18h30, o Centro Cultural UFMG recebe o grupo Teatro Negro e Atitude para a apresentação do espetáculo Àbíkú. A montagem tem direção de Evandro Nunes, direção musical de Marcus Carvalho, com Léo CamposLuscas Gonçalves de e Sabrina Dourado em cena. O evento integra o projeto Baixo Centro En[cena], como parte da programação do Circuito Cultural UFMG. A entrada é gratuita, com classificação indicativa de 14 anos.

Sinopse
O espetáculo conta a história de André, um menino que nasce da falta de diálogo entre os pais, cresce na ausência de perspectivas para o futuro, vive em meio às desigualdades sociais do país e morre à sombra de um mito iorubá: o das crianças Àbíkú, que na tradução literal significa “nascido para morrer”.

Àbíkú                                                                                                                                                    Livremente inspirado nas músicas Gênesis e Tiro de Misericórdia de Aldir Blanc e João Bosco, bem como Meu Guri de Chico Buarque de Holanda, o espetáculo Àbíkú conta a história de André, um menino que nasce da falta de diálogo entre os pais, vive em meio às desigualdades sociais do país, cresce na ausência de perspectivas para o futuro e morre aos treze anos mudando para sempre a vida daqueles que ficaram. Sua morte deixa mais do que um sentimento de revolta ou a velha pergunta: ‘De quem é a culpa?’. O fim de sua vida provoca uma forte sensação de que, talvez, o mais importante não seja o culpado, mas sim o que cada um de nós, como sociedade, poderia ter feito.

A linguagem estética do espetáculo mistura uma interpretação inicialmente natural e realista, em que é exposta toda a fragilidade da relação dos pais Rosa e Dimas a uma interpretação mais lúdica e interativa proposta a partir do nascimento do menino André. Essa mistura entre o realismo e o lúdico cria uma atmosfera envolvente que convida o público a vivenciar essa história hora lúdica, hora fática, hora rija, hora branda, hora hílare, hora banzo. Tudo isso enriquecido pela pesquisa corporal e musical nas manifestações da cultura popular brasileira de matriz africana, sempre presente nos trabalhos do grupo.

A palavra Àbíkú – Àbí (nascer) e Ikú (morrer) – refere-se a um mito Iorubá (um dos maiores grupos etnolinguísticos da África Ocidental) que professa a respeito de crianças nascidas sob um destino: vir ao mundo, causar grandes transformações e partir ainda infantes. O espetáculo Àbíkú transporta o mito africano para a realidade brasileira, contrapondo a ideia de ‘destino’ proposta pela crença por meio da relação de ‘casualidade’ trazida pela condição social em que os personagens estão inseridos, convidando o espectador tanto a vivenciar a poética dessa história quanto a refletir sobre a ética discriminatória de nossas reações sociais.

A encenação tem forte apelo popular e, no que se refere à forma, é claramente um Teatro Aberto, ou seja, seus personagens estão em um espaço em que não há barreiras entre contracena e plateia. A presença e a participação do público são um pressuposto. Não se trata de mera interatividade, mas da construção coletiva que se estabelece entre atores e plateia para a realização do espetáculo.

Teatro Negro e Atitude                                                                                                                          Criado em 1993, o Teatro Negro e Atitude é um grupo dedicado à pesquisa de um teatro que beba e alimente nas manifestações da cultura popular brasileira de matriz africana para a criação de uma linguagem que difunda e valorize a diversidade cultural do país, investigando textualidades, corporeidades e musicalidades existentes na cultura afro-brasileira e seu emprego no fazer teatral, desde a estética de seus espetáculos até o treinamento do ator, num processo que é entendido como ‘descolonização do corpo de ator’. Seu surgimento foi, e ainda é, uma inovação estética.

Compreendendo as artes cênicas como aliadas cruciais na construção da sociedade e, por consequência, do desenvolvimento intelectual humano, desde sua criação o grupo desenvolve espetáculos teatrais de alto nível técnico (estética) e grande relevância sociocultural (ética), com o intuito de compartilhar os saberes práticos e teóricos adquiridos em sua pesquisa e horizontalizar o acesso à informação no que tange à cultura e história do negro no Brasil e o combate ao racismo. Assim, o Teatro Negro e Atitude vêm conquistando um público cada vez mais amplo, numa trajetória ascendente que coloca entre os expoentes do ‘teatro negro’ no país.

O Baixo Centro En[cena] faz parte do Circuito Cultural UFMG, um projeto da Pró-Reitoria de Cultura (Procult) da UFMG, por meio do qual artistas locais, regionais e de relevância nacional e internacional se apresentam para a comunidade. O objetivo principal é promover a articulação, interação e interlocução entre todos os espaços culturais vinculados à Procult potencializando a integração das ações artístico-culturais da UFMG. Todas as atividades são gratuitas e abertas para a comunidade externa.

Ficha técnica                                                                                                                                      Direção: Evandro Nunes

Texto: Evandro Nunes, Clécio Lima, Danielle Anatólio e Marcus Carvalho

Elenco: Léo Campos, Luscas Gonçalves de e Sabrina Dourado

Cenário e figurino: Helaine Freitas

Direção musical: Marcus Carvalho

Produção: Marcus Carvalho

Realização: Teatro Negro e Atitude

Serviço
Espetáculo Àbíkú – Teatro Negro e Atitude                                                                                           

Data: 29/11/2024 (sexta-feira)

Horário: 18h30

Duração: 60 minutos

Local: auditório do Centro Cultural UFMG

Entrada gratuita

Classificação indicativa: 14 anos

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Fonte

Assessoria do Centro Cultural UFMG

comunica@centrocultural.ufmg.br

http://www.ufmg.br/centrocultural

Imagem de Divulgação

Àbíkú - por Letícia Souza Foto: