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Saúde

UFMG busca voluntários para entender efeitos da quimioterapia no cérebro

Por: Assessoria de Imprensa UFMG

O Centro de Tecnologia em Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da UFMG, em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neurotecnologia Responsável e o Grupo Fleury/Instituto Hermes Pardini, está convidando adultos interessados em participar de uma pesquisa que pode ajudar a ciência a compreender o efeito da quimioterapia sobre o cérebro. Os participantes precisam ter idade entre 18 e 59 anos e podem ser saudáveis ou estarem prestes a iniciar a quimioterapia. Pessoas que já fizeram quimioterapia antes, pessoas com tumores ou metástases no cérebro e pessoas em tratamento de doenças neurológicas ou psiquiátricas não podem se voluntariar.

A quimioterapia pode mexer com a memória, atenção e concentração. Chamado chemobrain, esse efeito colateral do tratamento oncológico afeta a qualidade de vida das pessoas que o enfrentam. Para reverter isso, o CTMM busca voluntários para entender efeitos da quimioterapia no cérebro, como isso acontece e como proporcionar mais qualidade de vida a esses pacientes. O processo inclui ser entrevistado por profissionais de saúde e realizar uma série de exames, incluindo avançados procedimentos de imagem, de alta capacidade diagnóstica, que serão realizados também pelo Grupo Fleury, no Instituto Hermes Pardini.

Segundo o coordenador da pesquisa, o psiquiatra e neurocientista Marco Aurélio Romano-Silva, o objetivo é fazer o acompanhamento clínico de um grupo de pessoas para entender se a quimioterapia pode causar mudanças no funcionamento do cérebro e se, além disso, a inflamação tem algo a ver com isso.

“Descobrir o mecanismo desse processo vai permitir que nós, médicos, e todos os outros profissionais da saúde envolvidos no tratamento oncológico possamos desenvolver novas ferramentas para tornar a qualidade de vida dos pacientes ainda melhor. De tal sorte que nos permita tornar este tratamento, importantíssimo para a saúde pública, cada vez mais humanizado”, afirma Romano-Silva.

Qual a importância disso?

Estima-se que entre 17% e 75% dos pacientes com câncer enfrentam problemas com a memória, atenção e concentração durante ou após a quimioterapia. Para alguns, os efeitos são passageiros, mas, para outros, podem durar anos.

O problema é que, até agora, ninguém sabe ao certo como isso acontece. Além disso, não existem critérios objetivos e nem marcadores biológicos que permitam prever ou interpretar o comprometimento cognitivo induzido pela quimioterapia.

Os cientistas acreditam na possibilidade de que a quimioterapia possa ativar de forma exagerada as células da glia. Essas células têm a função de envolver e nutrir os neurônios. Entretanto, esse desarranjo poderia liberar substâncias inflamatórias que afetam a função dos neurônios. Mas, faltam conhecimentos para confirmar essa evidência e torná-la aplicável. Por isso o CTMM da Medicina busca voluntários para entender efeitos da quimioterapia no cérebro.

A pesquisa segue todas as diretrizes científicas e éticas nacionais e internacionais. Em outras palavras, o participante tem todas as garantias de respeito à sua vontade, manutenção do sigilo e da privacidade, dentre outros aspectos. E, isso, durante todas as fases da pesquisa.

Mais informações e inscrições:imagemolecular@gmail.com/ Whatsapp – (31) 99723 4160.

Fonte

Assessoria do Núcleo de Divulgação Científica do Centro de Tecnologia em Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da UFMG

marcus@medicina.ufmg.br

http://ctmm.medicina.ufmg.br/