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Novas direções

Camila Rodrigues e Andréa de Paula assumem direção da EBA

Em cerimônia nesta quarta, os professores Cristiano Bickel e Adolfo Cifuentes passarão os cargos de diretor e vice-diretor às novas gestoras

Por Matheus Espíndola

As professoras Camila Rodrigues Moreira Cruz e Andréa de Paula Xavier Vilela, ambas do Departamento de Desenho, tomam posse, respectivamente, como diretora e vice da Escola de Belas Artes (EBA). Em cerimônia que ocorrerá no Auditório Álvaro Brandão Apocalypse nesta quarta-feira, dia 16, a partir das 18h, os professores Cristiano Gurgel Bickel e Adolfo Cifuentes passarão os cargos de diretor e vice-diretor da EBA, que ocupam desde 2017. A reitora Sandra Goulart Almeida participará da solenidade.

Camila Rodrigues: “ambiente que fomente a pesquisa, a experimentação e o diálogo”

Camila Rodrigues declarou-se grata pela oportunidade e ressaltou o compromisso de conduzir a gestão com responsabilidade e dedicação. “Agradecemos aos nossos antecessores, que dedicaram suas vidas a esta escola e deixaram importante legado. Nós nos comprometemos a zelar pelo que construíram aqueles que vieram antes de nós, por quem hoje divide esta escola conosco e por quem dará continuidade a essa história no futuro. Estamos aqui para ouvir, aprender e, acima de tudo, trabalhar incansavelmente para construir um futuro ainda melhor”, projetou. 

A professora enfatizou que a EBA é um espaço de criação e intercâmbio artístico que ambiciona a multiplicidade de linguagens e de expressões como agentes de transformação social e, portanto, como “pilares da instituição”. Para ela, a investidura na diretoria representa “mais do que um marco na nossa trajetória pessoal”. “A EBA, para além de um espaço de aprendizado e de produção de conhecimento, é um lugar onde concebemos culturas, linguagens e artes, que reflete não apenas os potenciais individuais, mas também a coletividade e a diversidade”, definiu.

Desafios
Um dos desafios da nova gestão, segundo a professora, será garantir recursos suficientes para manter e expandir as atividades da Escola. Para tanto, ela pretende fortalecer parcerias e dialogar com a Administração Central. “A demanda por recursos, a necessidade de adaptação às novas tecnologias e a busca por reconhecimento na Universidade e no cenário artístico são tarefas que exigem união. Juntos, poderemos criar um ambiente que fomente a pesquisa, a experimentação e o diálogo sob a articulação ensino-pesquisa-extensão-gestão”, enumerou. 

Camila Rodrigues acredita que a gestão da EBA deve ser participativa e transparente, com colaboração entre docentes, estudantes e servidores. Para ela, a comunidade deve se sentir valorizada e motivada a contribuir. “É preciso fortalecer a inclusão e a diversidade. Desejamos que cada membro da nossa comunidade sinta-se respeitado e incentivado a explorar seu potencial.” 

A responsabilidade de conduzir uma das principais escolas de arte do país é, segundo a nova diretora, um desafio que demanda diálogo constante e ações estratégicas. Ela destacou que a gestão buscará fortalecer o intercâmbio entre diferentes saberes e habilidades. “Temos no horizonte a construção coletiva, interligando conhecimentos e multiplicidades para que a EBA siga como referência no ensino e na produção artística”, afirmou.

Andréa de Paula pesquisa poéticas de imagem e texto e relações sujeito-obra

Impacto ampliado
A ampliação das conexões com o público externo é também, para Camila Rodrigues, aspecto crucial. “A Escola deve se manter aberta à troca de experiências com artistas, pesquisadores e instituições, promovendo um intercâmbio que enriqueça a formação artística e acadêmica. Essa interação é essencial para expandirmos nosso impacto na sociedade”, considerou. 

Por fim, a nova diretora defendeu a preservação do patrimônio cultural da EBA como mais uma das prioridades. “Sabemos que estamos diante da enorme responsabilidade de representar esta escola, que teve seu nome arduamente construído e hoje é uma das mais importantes escolas de arte do país”, garantiu.  

Trajetórias
Camila Rodrigues é mestre e doutora em Arts Plastiques pela Université Paris 1, e graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). É professora adjunta no Departamento de Desenho e docente permanente no Programa de Mestrado Profissional da EBA. Sua pesquisa contempla o desenho na atualidade, processos híbridos, o exílio, a mestiçagem na arte e o processo de criação. Como artista visual, já participou de mostras no Brasil e no exterior. É fundadora e coordenadora  do Núcleo de Estudos e Ensino em Desenho Contemporâneo (Nedec) da UFMG, além de pesquisadora da cor no Grupo de Pesquisas Cromáticas ECA, da Universidade de São Paulo (USP). 

Andréa de Paula é mestre e doutora em Literatura pela Faculdade de Letras (Fale) da UFMG e bacharel em Artes Plásticas-Desenho pela EBA. Como artista e pesquisadora, vem desenvolvendo aspectos relativos ao desenho, à ilustração, à memória, ao tempo, à impermanência, aos processos de criação, às poéticas de imagem e texto e às relações sujeito-obra. É professora no Departamento de Desenho e pesquisadora do Nedec. Também integra o Núcleo de Pesquisa em Pintura e Ensino (Nuppe) da UFU. Atua com artes, ilustração, desenho, design, literatura e outros temas.

Conquistas
Ao fazer uma análise de seus dois mandatos à frente da EBA, o professor Cristiano Bickel destacou o “profundo sentimento de gratidão pela confiança e pelo apoio da comunidade da Escola e da Reitoria”. Entre as muitas conquistas obtidas durante sua gestão, ele mencionou a criação de grupos de pesquisa e o incremento da participação discente na iniciação científica. 

“Além disso, por meio dos projetos Arte aqui e Interação, coordenados pela diretoria e pelo programa de extensão Circulação, realizamos chamadas públicas para a seleção de propostas para a ocupação dos espaços artísticos da EBA, possibilitando a publicidade ao fomento e à participação em iguais condições de concorrência para a produção artística e cultural da Unidade”, acrescentou.   

Bickel ainda listou, entre as contribuições do seu mandato, a elaboração do primeiro organograma estrutural da EBA e a reorganização da Superintendência, com o objetivo de aprimorar o assessoramento administrativo à Diretoria nos aspectos de planejamento e gestão orçamentária, gestão de pessoas e gestão de infraestrutura, bem como a implementação da jornada especial de 30 horas semanais e a ampliação do atendimento aos alunos no período noturno. “Também promovemos diversas ações de inclusão, visando à afirmação da diversidade e a consequente permanência dos estudantes na Escola. Tais ações compreendem as reformas prediais para acessibilidade e sinalização tátil e a disponibilização de mobiliários para necessidades específicas”, relatou. 

A inauguração dos anexos 1 e 2 e o conjunto de reformas e benfeitorias nos blocos proporcionaram, em seu entendimento, melhorias significativas na infraestrutura dos setores administrativos e acadêmicos. “Juntos, semeamos uma cultura de cuidado e de atenção às pessoas e ao patrimônio público em uma gestão justa, solidária e com responsabilidade social, comprometida com o fomento à produção e difusão das artes e da cultura”, concluiu Cristiano Bickel.

Categoria: Institucional

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