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INTER-NÓS

UFMG coordena rede que vai contribuir com a internacionalização de universidades brasileiras

Iniciativa, que reúne 170 programas de pós-graduação de cinco instituições, foi pré-selecionada em edital do Programa Capes Global

Por Alessandra Ribeiro

Divulgação Rede Inter-Nós

A Rede Inter-Nós: Saberes Interconectados – Pesquisa, Inovação e Inclusão no Enfrentamento de Desafios Globais, coordenada pela UFMG, é uma das 23 propostas pré-selecionadas em todo o país pelo Programa Capes Global.edu, da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A iniciativa da agência de fomento tem o objetivo de estimular a criação de redes entre instituições nacionais para promover o desenvolvimento de atividades estratégicas de pesquisa e pós-graduação por meio da cooperação internacional. A divulgação do resultado final do edital está prevista para o fim de março.

Outras quatro instituições de ensino superior estão associadas à Rede Inter-Nós: as universidades federais de Alfenas (Unifal), do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), além da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), abrangendo 170 programas de pós-graduação. No âmbito do grupo, o conceito de internacionalização ultrapassa a mobilidade acadêmica individual de seus integrantes, pois visa também construir uma “internacionalização em casa”, de forma colaborativa. 

“A proposta do programa Capes Global.edu visa que universidades como a UFMG, que já têm expertise nesse processo de internacionalização, contribuam com outras instituições que estão em processo de amadurecimento”, explica a pró-reitora de Pós-graduação da UFMG, Isabela Almeida Pordeus. “Trata-se não só da interiorização dessa internacionalização, mas também da criação de uma rede que, colaborativamente, se consolidará como vivência e aprimoramento para essas instituições com menor experiência nas relações internacionais”, prossegue. 

Isabela Pordeus: rede colaborativa
Foto: Raphaella Dias | UFMG

De acordo com a proposta apresentada à Capes, a missão da rede é atuar como um ecossistema de colaboração que integra as competências complementares de universidades públicas de diferentes regiões do Brasil, possibilitando uma abordagem multidisciplinar para a formulação de soluções inovadoras. “A rede promove inclusão científica e geográfica, incorporando instituições e pesquisadores que historicamente têm menos oportunidades de conexão com o conhecimento gerado internacionalmente. É fundamental que mais instituições brasileiras se credenciem como universidades de classe mundial, em um movimento de descentralização estratégico para a redução das desigualdades regionais no campo da produção científica”, avalia a reitora Sandra Goulart Almeida. 

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Alcance ampliado
Entre as oportunidades destacadas pela Rede Inter-Nós, além da mobilidade acadêmica – intercâmbios nacionais e internacionais –, está o crescimento da formação intercultural sem necessidade de deslocamento, reduzindo custos e ampliando o alcance da internacionalização. Para isso, está prevista a criação de cursos bilíngues, seminários internacionais virtuais e plataformas de pesquisa colaborativa, o que deve garantir maior participação de grupos sub-representados no processo de internacionalização.

“Considerada a escassez de recursos para a pesquisa, o programa Capes Global assumirá papel central na mobilidade de pesquisadores da UFMG, no adensamento das relações entre parceiros internacionais e integrantes da nossa rede e no fortalecimento da produção científica”, prevê o professor Aziz Saliba, diretor de Relações Internacionais (DRI) da UFMG. “A UFMG dispõe de quase 300 parcerias distribuídas em 65 países. Neste momento, nosso objetivo central é incrementar as relações com universidades que queiram conjuntamente aportar recursos na internacionalização, potencializando nossas capacidades”, afirma.

A rede planeja preparar uma nova geração de mestres, doutores e pesquisadores capacitados para trabalhar em equipes multiculturais e multi-institucionais, lidando com problemas complexos a partir de diversas perspectivas. Nesse contexto, as instituições vão trabalhar transversalmente com seis temas: Cultura, Artes e Saberes Tradicionais; Educação e Direitos Humanos; Justiça, Governança e Instituições Eficazes; Saúde e Bem-estar; Sustentabilidade e Transição Energética; e Transformação Digital e Novas Tecnologias. 

Os temas estão alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Além de buscar interlocução com o Norte Global, a rede pretende fortalecer laços com o Sul Global.

Categoria: Internacional

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