Cine Olga, na UFMG, debate reflexos da violência institucional na saúde das mulheres com Valéria Costa, irmã de Walkiria, assassinada pela ditadura
Atividade que inclui exibição do filme “Que bom te ver viva” faz parte da 14ª Semana de Saúde Mental da UFMG
Nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, a pedagoga e irmã de Walkíria Afonso Costa, Valéria Costa Couto, participou do programa Conexões.
O núcleo de estudantes do Movimento de Mulheres Olga Benário da UFMG promove hoje uma sessão do Cine Olga. A atividade faz parte da programação da décima quarta Semana de Saúde Mental e tem como objetivo discutir os reflexos da violência institucional na saúde das mulheres. Essa edição apresenta o filme Que bom te ver viva, da diretora Lúcia Murat. O longa de 1989 traz depoimentos de oito mulheres que foram presas e torturadas durante a ditadura militar e abre a discussão de como o contexto social e histórico atravessa a saúde mental das mulheres. Depois da exibição, está marcada uma mesa de debate.
A militante na luta pelos Direitos Humanos, Heloisa Greco, a Bizoca, a especialista em Saúde Mental Coletiva e professora do Departamento de Psicologia da UFMG, Tulíola Almeida de Souza Lima e a irmã da guerrilheira assassinada pela ditadura Walkíria Afonso Costa e militante na luta por Memória, Verdade e Justiça, Valéria Costa participam da conversa.
Valéria Costa Couto rememorou o período da ditadura e a perseguição sofrida por ela e sua família pelo DOPS. Ela relembrou momentos em que agentes do regime invadiram a casa onde morava e perseguições que sofreu, sendo seguida diversas vezes. Ela destacou especialmente como o desaparecimento de Walkíria afetou sua mãe e seu pai e deixou um convite a todos para participar do Cine Olga.