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1 ano de governo Trump: Professor da Unila Júlio Moreira faz análise do período marcado por sanções

Especialista comenta a ironia da proposta de um conselho de paz vinda do “país que mais faz guerra”

Nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, o professor de Direito Internacional da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Júlio Moreira participou do programa Conexões.

O segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, completou um ano. Depois de assumir a Casa Branca de 2017 a 2021, ele retornou ao poder com uma agenda nacionalista que produziu impactos além das fronteiras do país e remodelaram relações internacionais e geopolíticas. O controle rigoroso da imigração tornou-se um dos pilares do mandato. Em abril de 2025, ele anunciou tarifas sobre produtos brasileiros, alegando desequilíbrios comerciais e ameaças à indústria americana. Meses depois, o percentual foi ampliado, provocando reação do governo brasileiro. O episódio marcou um dos momentos mais delicados da relação entre Brasil e Estados Unidos, conhecido como Tarifaço.

A Venezuela também entrou no radar. No início de 2026, forças militares estadunidenses lançaram uma operação em Caracas que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, acusados de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A União Europeia também passou a enfrentar ameaças tarifárias. Por fim, o interesse de Trump pela Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca, voltou ao debate internacional. Numa coletiva sobre o seu primeiro ano de mandato, o presidente estadunidense afirmou que a Organização das Nações Unidas não tem sido muito útil e que ele fez mais pela Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, do que qualquer outra pessoa viva ou morta.

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