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Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência: É preciso de políticas contínuas, ressalta professora da UFMG

Professora do ICB Viviane Alves destaca que é preciso combater a desigualdade de gênero e de raça no campo científico

Nesta quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, a professora do Departamento de Microbiologia, do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG (ICB), Viviane Alves participou do programa Conexões.

A professora do ICB comentou a importância da data, que demonstra um compromisso mundial com a igualdade de gênero na ciência | TV UFMG

Hoje, 11 de fevereiro, é celebrado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data que foi definida em dezembro de 2015, na Assembleia Geral da ONU, Organização das Nações Unidas, busca conscientizar a sociedade de que a ciência e a igualdade de gênero precisam andar lado a lado. O Brasil tem registrado avanços significativos nesse sentido. Em 2024, de acordo com o CNPq, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, as mulheres ocupavam a maioria das bolsas de mestrado, 54% e doutorado, 53%. Por outro lado, considerando apenas as bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica, o percentual feminino cai para 35,5%.

Além de combater a desigualdade de gênero, é preciso olhar também para os recortes de raça e classe. Segundo pesquisa do Gemaa UERJ, Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em 2023, as mulheres pretas, pardas e indígenas eram apenas 2,5% do número de professores em programas de pós-graduação nas áreas de ciências exatas, da terra e biológicas. Já as mulheres brancas somavam 29,2%, ainda bem abaixo do grupo que detém a maioria das vagas, quase 61%, composto por homens brancos.

A professora do ICB comentou a importância da data, que demonstra um compromisso mundial com a igualdade de gênero na ciência, reconhecendo que a presença feminina não é uma concessão, mas um direito. Ela alertou que é fundamental a criação de políticas públicas contínuas de fomento às mulheres na pesquisa, com atenção especial às mulheres negras, como editais específicos para essa população.

Professora do ICB Viviane Alves / Arquivo Pessoal
Professora do ICB Viviane Alves / Arquivo Pessoal

 

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