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Conexões

Mesa redonda debate mineração em MG e ameaças ao meio ambiente e a populações vulneráveis

Nesta quinta-feira, 9 de outubro de 2025, o programa Conexões transmitiu mesa redonda mediada pela jornalista Luíza Glória para debater o esquema de fraudes em licenças de mineração em Minas Gerais, seus impactos ambientais e a dimensão do problema. Para isso, foram convidados:

– Marcus Polignano, coordenador do projeto Manuelzão UFMG e professor voluntário do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da UFMG;
– Júlia Sanders, militante do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), economista e mestre em geografia pela UFMG;
-Maria Teresa Corujo, pedagoga com pós-graduação em Educação Ambiental, Sustentabilidade e Agenda 21, ambientalista no Movimento pela Preservação da Serra do Gandarela e no Movimento pelas Serras e Águas de Minas, conselheira no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas e no Subcomitê Águas do Gandarela.

Histórico:
A Operação Rejeito, da Polícia Federal, revelou, em setembro, um esquema de corrupção ligado ao setor de mineração que é investigado em Minas Gerais. Empresários, políticos e servidores públicos são suspeitos de fazer parte da organização criminosa estruturada em diferentes frentes de atuação. Segundo a investigação, o grupo corrompia servidores para liberar autorizações ambientais fraudulentas, explorava minério de ferro em áreas tombadas e de preservação e lavava dinheiro por meio de dezenas de empresas de fachada. O plano já teria movimentado R$ 1,5 bilhão, com projetos em andamento avaliados em mais de R$ 18 bilhões no esquema.

Entre os citados estão o empresário Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder da organização, o ex-deputado estadual João Alberto Paixão Lages, descrito como sócio oculto e articulador político. Diretores da Agência Nacional de Mineração também são suspeitos de facilitar liberações mediante pagamento de propinas e a Fundação Estadual do Meio Ambiente teria papel central nesse esquema. Até o momento, a operação resultou na prisão de 22 pessoas e cumprimento de 79 mandados de busca e apreensão, expondo a captura de órgãos ambientais por interesses privados, atingindo desde a Agência Nacional de Mineração até fundações estaduais.

Uma das áreas que estariam envolvidas é a Serra do Curral, cartão-postal de Belo Horizonte e patrimônio natural de importância histórica e ambiental. Em meio à Operação Rejeito, o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais divulgou um dossiê que revela perdas anuais de R$ 11,3 bilhões resultantes de práticas de sonegação e brechas fiscais no setor de mineração no estado. Segundo o estudo, as mineradoras se utilizam de mecanismos para reduzir ou evitar o pagamento de tributos.

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