Voltar para o Início Ir para o rodapé

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Novas tarifas: Professor da FESPSP André Araújo analisa impactos do anúncio nas relações Brasil-EUA

O pesquisador destaca que medida ainda pode ser negociada, mas a disputa política em cima do assunto pode prejudicar ou favorecer o governo

Nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, o professor do Departamento de Política e Relações Internacionais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), pesquisador com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo em projeto da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), doutor pela Universidade de Bolonha, na Itália, com pós-doutorado na Universidade Estadual Paulista (UNESP) e membro do Observatório de Regionalismo, André Araújo, conversou com a jornalista e apresentadora Luiza Glória, no programa Conexões.

O presidente dos Estados Unidos anunciou a decisão de cobrar novas tarifas dos produtos brasileiros mais uma vez. A medida prevê taxa de 25% sobre uma série de itens exportados pelo Brasil, com uma lista exceções que envolve setores estratégicos. A decisão tem por base termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974 e alega práticas desleais por parte do Brasil, citando comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, como o Pix; concessão de tarifas preferenciais; proteção de propriedade intelectual; combate à corrupção; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal. O governo brasileiro reagiu e informou em nota que considera as justificativas inadequadas, além de afirmar que há motivações políticas por trás da iniciativa. As novas taxas ainda não entraram em vigor e há um prazo para negociação até 15 de julho.

O professor destaca que as tarifas foram anunciadas, mas ainda podem ser negociadas. Em todo caso, ele reforçou que há uma disputa política em torno do tema. Para o pesquisador, mesmo que Flávio Bolsonaro negue que teve interferência na decisão de Trump, a própria sequência de fatos diz o contrário, além de chamar a atenção porque não é comum que o presidente dos EUA receba um senador brasileiro em pré-campanha eleitoral. O desfecho do episódio pode favorecer ou prejudicar o governo Lula. Sobre o Pix, ferramenta criticada pelo governo estadunidense há tempos, a potência estrangeira não tem poder para interferir, mas cria alguma pressão por mudanças.

Produção: Ingrid Mendonça e Isabella Ludwig, sob orientação de Alessandra Dantas e Luiza Glória

Em Programas e/ou Especiais:

Programas e Especiais