Quadros Críticos: A luta do Dia do Trabalhador e o ilusionismo gramatical para encobrir a exploração
Professor José Luiz Quadros de Magalhães destaca o uso de termos como “colaborador” e “empreendedor” para criar uma relação de igualdade com o patrão
Na edição da coluna ‘Quadros Críticos’ desta segunda-feira, 4 de maio de 2026, o professor de Direito da UFMG e da PUC Minas José Luiz Quadros de Magalhães abordou a luta do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, na última sexta.
A reflexão passa pelas diferentes formas de exploração do trabalho ao longo da história, algo que nunca deixou de existir. Nos dias atuais, podemos pensar no que o professor chama de “ilusionismo gramatical”. Ou seja, o uso de palavras como “colaborador” e “empreendedor” como uma estratégia para encobrir as relações de exploração. Ele destaca que todo trabalhador tem patrão, mesmo os entregadores e motoristas por aplicativo, categoria muito acionada por esse discurso. Ainda que exista a sensação de tempo livre, uma vez que a pessoa escolhe o horário de trabalho, há ordens e metas, só não há direitos trabalhistas. Nosso colunista também faz um breve comentário sobre o fim da escala 6×1, que foi o grande mote das manifestações de rua pelo Brasil, na última sexta.