Voltar para o Início Ir para o rodapé

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Ambiente de Desenvolvimento. Não navegue ou compartilhe este link.

Canetas emagrecedoras: É preciso do remédio correto usado do modo correto, explica professor da Faculdade de Medicina da UFMG Felipe Leão

O médico endocrinologista destaca que o tratamento para obesidade é contínuo e descarta uso pontual de medicamentos para emagrecer

Nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, o médico endocrinologista e professor da UFMG Felipe Leão conversou com a jornalista e apresentadora Luiza Glória, no programa Conexões.

Recentemente, medicamentos como o Mounjaro e Ozempic se tornaram “febre” no Brasil. O motivo é o efeito emagrecedor. A medicação é injetável, vendida já com as agulhas para aplicação, e assim passou a ser chamada de caneta emagrecedora. Indicados originalmente para pessoas com Diabetes tipo 2 e obesidade, esses produtos  podem ser encontrados em farmácias e drogarias e podem apresentar os seguintes efeitos colaterais: náuseas, dor abdominal, refluxo, inchaço, vômitos, diarreia e constipação. Além desses efeitos, e por conta de um ideal estético difundido na sociedade contemporânea, muitos são os riscos assumidos pelas pessoas na busca pelo emagrecimento com as canetas.

Segundo a Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, falsos anúncios foram identificados em redes sociais, e na internet, sobre a venda desses medicamentos. O perigo é ainda maior quando se faz uso dessas medicações sem o devido acompanhamento médico. Um caso que chamou atenção foi o da mulher de 42 anos que está hospitalizada em estado grave desde dezembro, aqui em Belo Horizonte. Ela fez o uso de canetas não autorizadas pela Anvisa e foi diagnosticada com a Síndrome de Guillain-Barré.  Essa é uma doença autoimune rara em que o sistema imunológico ataca parte do sistema nervoso, podendo causar fraqueza muscular, formigamento, dormência e, em casos mais graves, paralisia. Segundo familiares da paciente, ela teria usado, sem indicação médica, a caneta emagrecedora Lipoless, vendida como se tivesse a mesma molécula do medicamento Mounjaro. Esse produto, trazido do Paraguai para o Brasil de forma ilegal, é proibido pela Anvisa desde o ano passado. Vale destacar que, na última semana, a agência proibiu também lotes das marcas Synedica e TG.

Felipe Leão ressalta que acreditar em tratamento para obesidade somente pelo medicamento é uma visão inocente. Ele destaca que a questão é complexa e envolve fatores como controle do sono, cuidado da saúde mental, alimentação e atividade física. O professor descarta o uso pontual de remédios para perder pouco peso na época do verão, por exemplo, e deixa o alerta: comprar só produtos confiáveis, em locais confiáveis, assim como fazemos com outros medicamentos – e usar da maneira correta, ou seja, com prescrição e acompanhamento médicos.

Em Programas e/ou Especiais:

Categoria: Saúde

Programas e Especiais