{"id":12196,"date":"2025-10-15T13:05:00","date_gmt":"2025-10-15T16:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/?post_type=news&#038;p=12196"},"modified":"2025-10-28T09:15:44","modified_gmt":"2025-10-28T12:15:44","slug":"outubro-rosa-belo-horizonte-registra-queda-na-cobertura-de-exames-de-mamografia","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/comunicacao\/noticias\/pesquisa-e-inovacao\/outubro-rosa-belo-horizonte-registra-queda-na-cobertura-de-exames-de-mamografia\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa: Belo Horizonte registra queda na cobertura de exames de mamografia"},"content":{"rendered":"\n<p>Estudo&nbsp;<a href=\"https:\/\/bmcwomenshealth.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s12905-024-03278-7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">publicado no&nbsp;BMC Women\u2019s Health Journal<\/a>, sob a coordena\u00e7\u00e3o das&nbsp;professoras Alanna Gomes da Silva e Deborah Carvalho Malta, do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Sa\u00fade P\u00fablica da Escola de Enfermagem, revelou decl\u00ednio&nbsp;na cobertura da realiza\u00e7\u00e3o do exame de mamografia em Belo Horizonte, durante o per\u00edodo de 2007 a 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2012, a cobertura na capital mineira era&nbsp;de 86,5% e, desde ent\u00e3o,&nbsp;sofreu queda expressiva ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, atingindo apenas 70% entre 2021 e 2022 \u2014 o menor \u00edndice do per\u00edodo analisado. Em 2023, houve sinal de recupera\u00e7\u00e3o, com a cobertura registrando \u00edndice de&nbsp;80,3%, mas ainda longe dos n\u00edveis ideais registrados no passado, segundo avalia\u00e7\u00e3o da professora Allana Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo teve o objetivo de analisar as tend\u00eancias temporais nas taxas de realiza\u00e7\u00e3o dos exames de mamografia de mulheres residentes nas capitais brasileiras entre 2007 e 2023, comparando a cobertura com os per\u00edodos antes e depois da pandemia de covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a an\u00e1lise foram utilizados dados do Sistema de Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel), um inqu\u00e9rito telef\u00f4nico que monitora anualmente a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o brasileira, por meio da distribui\u00e7\u00e3o dos principais fatores de risco e prote\u00e7\u00e3o para as doen\u00e7as Cr\u00f4nicas N\u00e3o Transmiss\u00edveis (DCNT). A amostra do Vigitel compreende, no m\u00ednimo, 2 mil entrevistas em cada cidade com dados de mulheres de 50 a 69 anos que realizaram exame de mamografia nos \u00faltimos dois anos. As vari\u00e1veis utilizadas foram&nbsp;escolaridade (0 a 8,&nbsp;9 a 11&nbsp;e maior ou igual a 12 anos), faixas et\u00e1rias (para mamografia 50 a 54, 55 a 64 e 65 a 69); ra\u00e7a\/cor da pele (branca, preta e parda); regi\u00e3o (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-oeste)&nbsp;e localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (26 capitais brasileiras e o Distrito Federal).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Estabilidade no Sudeste; avan\u00e7o&nbsp;no&nbsp;Norte, Nordeste e Centro-oeste<\/h3>\n\n\n\n<p>Os resultados da pesquisa mostraram uma estabilidade nas capitais do Brasil no universo de&nbsp;mulheres de 50 a 69 anos: 71,1% fizeram o exame de mamografia em 2007 e 73,1% em 2023, mantendo o \u00edndice est\u00e1vel tamb\u00e9m para todas as vari\u00e1veis analisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas demais capitais do Sudeste, a tend\u00eancia da cobertura de mamografia manteve-se est\u00e1vel entre 2007 e 2023. Na cidade do Rio de Janeiro, a cobertura do exame variou de 63,1%, em 2007, para 66,6%, em 2023. Apesar de pequenas oscila\u00e7\u00f5es ao longo dos anos \u2013 com destaque para os picos observados em 2018 (77,5%) e 2019 (76%), os dados indicam que a cobertura n\u00e3o apresentou crescimento consistente ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Paulo, a cobertura foi de 74,3%, em 2007, evoluindo para&nbsp;76,9%,&nbsp;em 2023. O melhor resultado do per\u00edodo foi registrado em 2018, com 82,1%, mas, assim como nas demais capitais, a tend\u00eancia geral foi de estabilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vit\u00f3ria, no Esp\u00edrito Santo, apresentou os maiores \u00edndices de cobertura mamogr\u00e1fica da regi\u00e3o durante todo o per\u00edodo analisado, variando de 85,4% (2007) a 90,7% (2016). Ainda assim, a an\u00e1lise estat\u00edstica n\u00e3o demonstrou tend\u00eancia de aumento, com a cobertura de 82,4% em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Alanna Silva pontua que, embora a estabilidade n\u00e3o represente necessariamente um retrocesso, ela evidencia que ainda h\u00e1 espa\u00e7o para melhorar a busca ativa, reduzir desigualdades no acesso e alcan\u00e7ar mulheres que permanecem fora do rastreamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto as capitais do Sudeste apresentaram estabilidade na cobertura de mamografia ao longo dos \u00faltimos 16 anos, algumas cidades de outras regi\u00f5es do pa\u00eds registraram crescimento constante no per\u00edodo. Em Bel\u00e9m, por exemplo, a cobertura aumentou em m\u00e9dia 1,19% ao ano, enquanto em Macap\u00e1 o crescimento anual foi de 1,37%. Em Natal, a eleva\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual foi de 0,72%, e em Palmas, o avan\u00e7o chegou a 2,03% por ano, o maior entre as capitais. Tamb\u00e9m houve aumento m\u00e9dio de 1,43% ao ano em Rio Branco e de 0,42% em S\u00e3o Lu\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2ncer de mama prevalece<br><\/strong>Dados do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca) de 2023 mostram que o c\u00e2ncer de mama feminino \u00e9 o mais incidente em todas as regi\u00f5es brasileiras (atr\u00e1s dos&nbsp;tumores de pele n\u00e3o melanoma). Com as medidas de distanciamento social instauradas em 2020, durante a pandemia de covid-19, os atendimentos para rastreio do c\u00e2ncer de mama foram suspensos, sendo retomados de forma gradual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde setembro de 2025, como medida para ampliar a detec\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade passou a recomendar a mamografia para mulheres com idade de 40 a 49 anos, indicada de forma individualizada; de 50 a 74 anos permanece a recomenda\u00e7\u00e3o do rastreamento a cada dois anos, mesmo sem sinais ou sintomas; acima de 74 anos a indica\u00e7\u00e3o deve levar em conta fatores como expectativa de vida e comorbidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao comparar a cobertura da realiza\u00e7\u00e3o da mamografia antes e durante a pandemia de covid-19, o \u00edndice caiu&nbsp;de 76,9%, em 2019, para 73,1%,&nbsp;em 2023, redu\u00e7\u00e3o de 3,8 pontos percentuais.&nbsp; A professora Alanna Silva&nbsp;explica que a tend\u00eancia continua sendo de queda significativa, evidenciando a necessidade de refor\u00e7o nas pol\u00edticas de rastreamento e preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama:&nbsp;\u201cEsse resultado indica que a propor\u00e7\u00e3o de mulheres que realizaram o exame apresentou redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia anual significativa, evidenciando retrocesso nas a\u00e7\u00f5es de rastreamento mamogr\u00e1fico e indicando a&nbsp;necessidade de intensificar as estrat\u00e9gias de promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o precoce de casos na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria \u00e0 Sa\u00fade (APS), al\u00e9m de garantir o encaminhamento oportuno para a realiza\u00e7\u00e3o do exame&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com Alanna, para que os programas de rastreamento sejam efetivos, n\u00e3o basta alcan\u00e7ar altas coberturas: \u00e9 fundamental garantir a continuidade das etapas diagn\u00f3sticas e terap\u00eauticas e a qualidade dos exames, assegurando a detec\u00e7\u00e3o precoce de altera\u00e7\u00f5es mam\u00e1rias e les\u00f5es precursoras. \u201cNesse contexto, a conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e dos profissionais de sa\u00fade sobre sinais e sintomas de alerta permanece essencial. Al\u00e9m disso, o monitoramento cont\u00ednuo dos indicadores \u00e9 indispens\u00e1vel para acompanhar tend\u00eancias, avaliar o impacto das estrat\u00e9gias implementadas e orientar decis\u00f5es em sa\u00fade, sobretudo no per\u00edodo p\u00f3s-pandemia, quando muitas a\u00e7\u00f5es preventivas foram interrompidas. E&nbsp;h\u00e1 necessidade de reorganizar e fortalecer a APS [aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria a sa\u00fade] como porta de entrada e coordenadora do cuidado&#8221;, enumera a professora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Preven\u00e7\u00e3o<br><\/strong>A mamografia pode ser feita por meio do&nbsp;Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), que garante o acesso universal e gratuito. Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e consulta por m\u00e9dicos ou enfermeiros, \u00e9 realizado o encaminhamento para realizar o exame&nbsp;em servi\u00e7os especializados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA incid\u00eancia e a morbimortalidade do c\u00e2ncer de mama podem ser reduzidas com estrat\u00e9gias efetivas de controle&nbsp;como&nbsp;preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, rastreamento, a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o, preven\u00e7\u00e3o, detec\u00e7\u00e3o precoce, tratamento, reabilita\u00e7\u00e3o e de cuidados paliativos, quando necess\u00e1rio\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":12197,"template":"","class_list":["post-12196","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news\/12196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12197"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}